domingo, 25 de outubro de 2009

Espiralizando..



Ela entrou naquele redemoinho de sentimentos, emoções, caminhos, escolhas…ela queria entrar, queria sentir a fricção das partículas, o fogo que se gerava dessa mesma fricção, a velocidade com que as mesmas eram projectadas, queria medir a distância que essas mesmas partículas poderiam alcançar…mas ela não estava preparada, a sua constituição, ainda frágil, permitiu que entrasse, que sentisse, embora não da forma certa, e ela saiu…magoada, machucada, ferida de medo. Ela acreditava que “se os momentos nos acontecem é porque estamos preparados para lidar com eles, no agora, no já…” mas…será que isto, neste momento, faz sentido? Será que estava preparada para lidar com todo este “atrito” na sua vida? Será que foi isto que ela “pediu”? Mas ela nem me lembra de ter pedido nada…e agora está a recompor os bocadinhos que restaram desta espiral emocional… Não, de facto não estava preparada para esta “tempestade” atómica, ela estava e está demasiado frágil, demasiado debilitada e sente-se pequena demais para conseguir encontrar o seu caminho no meio deste labirinto de emoções…

"Tudo o que preciso é sentar-me num sofá e pedir um chocolate quente, andar a chuva uma noite inteira, até que as horas se esqueçam de passar e eu me esqueça de quem sou..."


Quero respirar-me, de forma profunda…


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Learning my lesson





"It's time to rest, not to sleep away...
My thoughts alone, try to complicate..."

Thousand Foot Krutch - Breath you in




domingo, 18 de outubro de 2009

I need a break, please...





"Quem pudesse gritar para despertarmos! Estou a ouvir-me gritar dentro de mim, mas já não sei o caminho da minha vontade para a minha garganta...

...

Quanto mais claro
Vejo em mim, mais escuro é o que vejo.
Quanto mais compreendo
Menos me sinto compreendido. Ó horror
paradoxal deste pensar...

...

E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela."

Fernando, o Pessoa ;)



Um pausa...um entretanto...um até já...um volto já...um até breve...

sábado, 17 de outubro de 2009

Watching the time...



"O silencio, deixa-me ileso
E que importância tem?
Se assim, tu vês em mim
Alguém melhor que alguém
Sei que minto, pois o que sinto
Não é diferente de ti
Não cedo, este segredo
E frágil e é meu


Eu nao sei...
Tanto, sobre tanta coisa
Que as vezes tenho medo
De dizer aquelas coisas
Que fazem chorar


Quem te disse, coisas tristes
Nao era igual a mim
Sim, eu sei, que choro
Mas eu posso, querer diferente para ti"

Silence 4 - Eu não sei dizer...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Amar Incondicionalmente...

"O amor é sempre paciente e terno, nunca é invejoso, o amor nunca é pretensioso nem vaidoso. Nunca é indelicado nem egoísta, Não se ofende e não é rancoroso. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Frase do dia...


"Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuadamente se torna outra coisa, constantemente se nega, se furta à vida..."

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Acima de tudo...




"VIVE...

vive BASTANTE...

sente BASTANTE...

chora BASTANTE...

e ri BASTANTE..."


domingo, 11 de outubro de 2009

Soneto do Orfeu


São demais os perigos dessa vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando uma lua surge de repente
E se deixa no céu, como esquecida

E se ao luar, que atua desvairado
Vem unir-se uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher


Uma mulher que é feita de música
Luar e sentimento, e que a vida
Não quer, de tão perfeita


Uma mulher que é como a própria lua:
Tão linda que só espalha sofrimento,
Tão cheia de pudor que vive nua.


Vinicius de Moraes

Pensamentando...



"Quem joga à defesa nunca marca golos, e quem não marca golos não ultrapassa os desafios..." (Biscaia, 2009)

sábado, 10 de outubro de 2009

Voar..


Os códigos funcionam sempre da mesma forma. Primeiro, a pomba faz danças no maravilhoso e azul céu infinito. Os olhos que miram tão belo animal enchem-se de esperanças, de prazer, de brilho ao ver tão atractivo espectáculo. Todos os dias aqueles olhos percorrem o azul e às vezes o cinzento do céu para ver tão bela ave em tão magnífico teatro. Os dias vão passando, e sempre que aqueles olhos miram tão gracioso animal. Lentamente, dentro de si, começa a nascer o sentimento de possessão, “eu quero”, “é este animal que eu preciso, é este voo que me vai permitir ser feliz…”. Inicialmente pensa-se que se trata de um fascínio, de um querer apenas que aquela ave “dance” para aqueles olhos brilhantes, para aquele corpo que se manifesta quando vê tal animal, para aquela alma que é totalmente consumida por aquela atracção.

Progressivamente aquela atracção toma proporções gigantescas na vida daquele olhar brilhante e aquela ave e o seu espectáculo no céu brilhante passa a ser uma dos motivos que fazem aqueles olhos sentirem-se completos. Todos os dias, aquele corpo sedento liberta aquela ave e deixa-a voar, para sentir-se livre enquanto aquele animal voa. O que acaba por acontecer, é que a ave habitua-se aquele tratamento digna de uma estrela mundial, e começa a esperar, ansiosamente, que aquele olhar venha todos os dias e a toda hora vê-la, contempla-la, falar com ela, dizer-lhe que ela a sua razão de viver, que a ama, que não vive sem ela. Aquele olhar sente intensamente tudo o que diz, a ave envolve-se naquela dança profunda de sedução e fica dependente daquele olhar. Tudo é perfeito, tudo faz sentido, a ave espera a visita daquele olhar perfeito e aquele corpo com olhos de querer todos os dias volta, mais uma vez, para amar e admirar a pureza e a beleza daquele animal singular.

Porém, um dia, a ave espera, espera, espera e aquela olhar brilhante não aparece. A ave quer voar até ele mas não sabe o caminho para lá chegar, a ave quer chegar até aquele corpo de mãos generosamente apaixonadas e desprende-se das amarras. Voa até ao seu olhar brilhante, que a completa e é então nessa altura que tudo se desfaz! Aquele olhar brilhante já não lhe pertence, aquelas mãos grandes que a soltavam todos os dias e a alimentavam já não a querem agarrar, nesse momento aquela pomba branca, de paz e pureza, vê finalmente a verdade: aquele olhar brilhante já não existe, é uma outra pessoa, aquele corpo é o mesmo mas governado por outro fascínio, por uma outra essência que não combina mais com aquela pomba pura mas sim com um falcão desafiador.

Naquele momento o céu fica negro, a pomba voa para bem longe daquele olhar que já desconhece e o falcão continua a voar sobre os céus…com o seu ar majestoso, elegante, atraente, desconhecido, misterioso…e o olhar brilhante de fascínio regressa…

Porque não deixar as aves voarem livres no céu em vez de tentar matar-lhes a sua liberdade natural? Porque não poder admirar a beleza das duas aves sem, no entanto, tentar possuí-las?

Porque não voltar todos os dias para as admirar até aquele corpo de olhos de amor estar pronto para compreender como se voa?


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Nocturna...

Dear Niz...



"Gostas de silêncio... mas por vezes gostas que te gritem aos ouvidos..."

segunda-feira, 5 de outubro de 2009