terça-feira, 31 de março de 2009

Queimar por dentro

"Mas há paixões maduras que não tendo o fulgor das primeiras, são transformações tranquilas, um «não sei se gosto mais de ti ou de mim». Trazem de volta o encantamento que imaginávamos que fosse um privilégio das crianças, uma «revolução» mais ou menos permanente que faz de nós pessoas melhores, mais bondosas e bonitas!

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"Quando se ama não é para sempre...mas para além de sempre. Para além de sempre talvez fique a eternidade, que será uma espécie de lugar que nos transforma nos protagonistas do presente de quem amamos, e nos leva a que ansiemos ser o quanto basta para que o seu passado se ofusque, para o nosso bem"

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Eduardo Sá

quarta-feira, 25 de março de 2009

Somos um



A construção...
"Nós somos tão perfeitos!"


Dedicated to: US, my poet @
25 de Março.

terça-feira, 24 de março de 2009

Let it rain


A chuva começa a cair lentamente. Eles encontram-se frente a frente. Olham um para o outro como se fosse a primeira vez. Com o seu olhar tentam dizer aquilo que é impossível traduzir em palavras, tudo aquilo que só o silêncio sabe contar. Ela e os seus olhos negros, ele e os seus olhos verdes, brilhantes de saudades, meigos como o seu toque, doces como a sua pele. Ela, a mulher que o espera, ele, o guerreiro de uma batalha infinita que começou há muitas vidas atrás. Ele, venceu a guerra e este é o seu regresso. Olham-se interminavelmente. Os seus olhos percorrem as saudades de outros tempos, a paixão de viver e o desejo de serem um. Muitas vidas se passaram, muitas batalhas decorreram mas eles permaneceram vivos, esperando o renascer, sabendo que esse dia chegaria. A chuva começa a tornar-se cada vez mais forte e eles continuam a olhar-se. Começam a andar, lentamente, passo a passo…. Param. Encontram-se frente a frente, como da primeira vez. Agora é diferente, os tempos são diferentes, os contornos do desenho têm outra textura, agora é o tempo certo. Os seus olhos encontram-se profundamente cravados um no outro. São um espelho. O reflexo de um tem a figura do outro. As formas encaixam na perfeição, como se fossem desenhados para se encontrarem, para se completarem. O abraço. O contacto com a alma de um faz nascer o espírito do outro. Permanecem assim, agarrados, consumidos pelos momentos, pela magia, pela vida que os circunda. A chuva consumiu tudo á sua volta, no entanto, eles permanecem. O abraço é tão forte como a chuva que cai, que trespassa as pedras da calçada, que alimenta os campos e que faz a vida crescer. Eles são vida e vidas um no outro e agora são um…finalmente!

Dedicated to: My poet @
24 de Março.

sábado, 14 de março de 2009

The Kiss




"And if you go
I wanna go with you
And if you die
I wanna die with you"


To: Dante <3 @

15 de Março de 2009.

domingo, 8 de março de 2009

Speaking eyes

Ser Poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!


Florbela Espanca



Dedicated to: Dante, o poeta :)
9 de Março de 2009

sábado, 7 de março de 2009

cai o pano...



O pano vermelho correu. As pessoas bateram palmas e saíram do salão comentando o maravilhoso espectáculo ao qual tinham assistido anteriormente. Decorreram 20 anos naquela peça. No palco, os actores retiram-se todos, excepto a actriz principal. Ela levanta-se, volta a abrir a cortina, pega nas suas roupas, desce as escadas devagar, e entre as filas da plateia, vai-se recordando de todas as palmas que ouviu, de todas as vezes que agradeceu a presença daqueles que fizeram parte da sua vida durante aqueles 20 anos. Quando esta prestes a sair da sala, olha para trás…

Recorda cada momento de aprendizagem, cada lágrima, cada aperto no peito, cada monologo que inventou para si mesma cada vez que actuou naquele palco, que não é nada mais do que o palco da vida. A realidade espera-a fora daquela sala, já pode tirar a “máscara” que tem usado há uns messes atrás, já pode sorrir…verdadeiramente!

Volta então a sua cabeça para a frente...levanta o queixo...abre os olhos...ergue-se e…sai porta fora...


7 de Março de 2009.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Perfeito



Perfect.