quarta-feira, 29 de julho de 2009

You decorated my life...



"All my life was a paper once plain, pure and white
Till you moved with your pen changin' moods now and then
Till the balance was right

Then you added some music, every note was in place
And anybody could see all the changes in me by the look on my face

And you decorated my life, created a world where dreams are apart
And you decorated my life by paintin' your love all over my heart
You decorated my life


Like a rhyme with no reason in an unfinished song
There was no harmony life meant nothin' to me, until you cam along
And you brought out the colors, what a gentle surprise
Now I'm able to see all the things life can be shinin' soft in your eyes


And you decorated my life, created a world where dreams are a part
And you decorated my life by paintin' your love all over my heart
You decorated my life"

Kenny Rogers.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A viagem actual de ontem...




Tenho saudades de viagens de outros tempos. Tempos em que não conhecia os caminhos por onde andava, onde só queria percorrer rapidamente os quilómetros que faltavam para chegar ao destino final. Foi nessa altura que aprendi a saborear o Alentejo, a degustar lentamente cada pedaço de céu verde, de natureza, de vida. Naquela altura, os comboios eram diferentes e eu também. Eles eram mais velhos, com pouco conforto e uma janela enorme. Contrariamente, eu era mais nova, com um coração confortavelmente virgem e uma janela aberta á experiência e ao mundo.

No tempo do coração virgem as janelas do comboio fascinavam-me. Lembro-me que davam para baixar e eu ficava de pé, com os braços de fora, apenas a saborear o vento húmido e depois quente á medida que chegava ao Alentejo. A natureza era sentida e apreciada de uma forma diferente, podia ver o movimento inexistente, podia ver a vida a deslocar-se e senti-la no vento que batia na minha cara. Actualmente as viagens não têm a mesma piada, a experiência é muito diferente. Os comboios são mais confortáveis, quase não se sente o movimento, tem casas de banho e podemos fazer quase de tudo mas as janelas estão totalmente fechadas, tornando o ambiente mais frio onde a natureza quase não se pode sentir.

Na memória ficou o cheiro do vento, da natureza na minha face, o cheiro das cidades e do campo, do apito do comboio quando chegava ao destino. Na minha mente ficou aquela adolescente que percorria os caminhos até á capital nos quais aprendeu a sentir a Natureza da Vida.

sábado, 11 de julho de 2009

"Évora doce...Mulher Rainha"



...


"...pinta um quadro giro da nossa cidade e fala um bocado de Évora enquanto princesa, enquanto mulher rainha, entre uma crise de identidade de ser uma cidade urbana ou uma cidade do interior, uma cidade do campo, e isso acho que se vê um pouco na dinâmica da cidade, na nossa mentalidade. Reflecte-se no dia-a-dia das pessoas e nas nossas vivências, no fundo não somos nem uma coisa nem outra.

...


A coisa que mais gosto em Évora é poder em cinco minutos estar onde eu quiser. Em Évora consegue ter-se a perspectiva de muito rapidamente estar dentro e estar fora. Adoro ver a cidade pelo seu contorno, no seu conjunto. Depois, cá dentro da cidade não há sitios em concreto onde eu goste mais de estar, porque o que eu gosto mesmo é de poder andar pelas ruas da cidade e ver como ela cresce, sentir onde está a evoluir, onde são os centros de maior animação, etc...é no fundo muito mais do que as pessoas fazem na cidade e como a vivem do que a cidade em si."


Duarte in "Viva por cá"