Escuridão. Ela olha a sua volta e a única coisa que consegue ver são caminhos, muitos caminhos por onde escolher, mas não tem saída, não tem uma luz que indique qual é o mais seguro a escolher. Começa a andar em círculos, primeiro num que lhe tira todo o fôlego possível, que a faz tremer sem pensar em mais nada, que a faz desejar tudo e mais alguma coisa mas que parece ser o mais destrutivo possivel, depois passa para o circulo a seguir mais simples que o primeiro mas completamente descontinuo, sem se entender rigorosamente nada do que ali esta e, por fim, sobram dois círculos: um mais perfeito que todos os outros e outro completamente desconhecido, mas com uma continuidade quase mágica. E ela, continua, a fazer malabarismos com aquela coisa pequena que se encontra alojada de um lado de o corpo, que ela própria já não se sabe se realmente bate ou não, se realmente esta vivo ou não. Andando em círculos, ela fica cada vez mais cansada de tudo isso, cada vez mais cansada da confusão instalada na sua cabeça, e sem aguentar mais a pressão sedutora na sua vida, PARA.
É necessário parar, de uma vez por todas, assentar as ideias, e sentir-se livre de fazer o seu próprio caminho, sem andar aos círculos, sem se sentir cansada, confusa, magoada e pouco receptiva. O medo invade-lhe as entranhas e quase que consegue, por segundos, retirar-lhe tudo aquilo que pode existir de bom, porque ela própria já não sabe o que é bom ou mau, é tudo tão relativo, tão vago, tão vazio…
O cansaço consome tudo aquilo que ela construiu para si e a frieza começa, lentamente, a instalar-se em si, fechando numa concha que ela sempre procurou abrir nos outros mas que hoje começa a ver a sua verdadeira essência, apenas hoje. Ela já vê essa concha como limitadora mas sim como a maior protecção que ela podia encontrar neste momento de tanta instabilidade. É altura de reflectir sobre tudo, sozinha, dentro da concha que se começa a elevar…é altura de parar de girar em círculos que não levam a lado nenhum. E lentamente essa concha começa a fechar-se e ela fica lá, enrolada sobre si própria, á espera do momento certo para voltar a (re) nascer…
terça-feira, 23 de setembro de 2008
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Um comentário:
Os gajos são como as casas de banho
Ou estão vazias
Ou são uma merda
Ou alguém se fechou lá dentro e saltou por cima, deixando-a vazia por dentro e fechada por fora...
Acho q não são so os gajos...
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