Naquela sala não haviam cores, não haviam janelas, não haviam direcções. Existiam apenas portas e uma menina, que olhava para todas elas, exactamente iguais, espalhadas ao longo dos vastos corredores daquela sala gigante. Naquela sala não havia tempo, não haviam pessoas, não haviam sentimentos, havia apenas uma escolha por fazer. Ela ficou parada, com os seus olhos grandes e expressivos, a olhar individualmente para cada uma daquelas portas, tentando encontrar algo que se destacasse em alguma que pudesse de alguma maneira, facilitar a sua escolha. Todas as portas eram geometricamente iguais, com a mesma cor, textura, desenho, e até a mesma maçaneta mas aquilo que estava por detrás de cada uma era completamente diferente. A menina sabia que a escolha de uma porta evitaria descobrir aquilo que as outras escondiam, os mundos por explorar que poderiam ser melhores que tudo aquilo que ela ia conhecer com a sua escolha mas ela sabia que quando se fazem escolhas nunca se sabe o que se perde e o que fica por descobrir, apenas se sabe aquilo que se escolheu. Pode um dia nascer um grande arrependimento e ser tarde de mais para voltar atrás mas aquela escolha tinha que ser feita e aquela confusão e desorientação tinha que acabar. Dependeria única e exclusivamente da menina. E ela, levantou-se do banco de pedra vermelho, cor de azul camuflado e escolheu…
"E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não te metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio e ouve o teu coração."
Better in Time...
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
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"Para onde vou?" - Perguntou o menino a um homem alto que encontrou naquele corredor.
O homem de negro não disse nada. Tinha dois olhos que pareciam duas azeitonas contilantes mas que ao mesmo tempo transparecia frieza.
O menino olhou para ele outravez e perguntou novamente:
"Para onde vou, senhor?"
Agora perguntou com mais respeito. O homem não mecheu, a sua sombra diambulava ao som dos raios de sol...
O menino achou que era melhor esperar, sentou-se ao lado do homem de negro e começou a comer uma maça de um vermelho brilhante.
"Quer?"
O homem mexeu-sem,olhou para o menino e proferiu:
"O que eu quero, tu não podes dar-me." - Os olhos inundam-se, lágrimas começam a cair pelo nariz adunco. O menino olha, e chora, não percebe porquê, mas aquele homem mexe com ele por dentro e sente o coração a palpitar-lhe quase a querer sair cá para fora.
De repente tudo para. O homem desaparece e o menino acorda. Era o seuu quarto... Tudo não passou de um sonho, em que as memórias tinham sido tocadas.
Um sonhos tem de ter um principio... Mas não propriamente um fim...
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