sábado, 20 de dezembro de 2008

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[Por outras palavras – Mafalda Veiga]

Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
Mais uma madrugada
Ninguém disse que o riso nos pertence
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
Mais uma gargalhada
E deixar-me devorar pelos sentidos
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundo

E morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim

[Balançar - Mafalda Veiga]

Pedes-me um tempo para balanço de vida
mas eu sou de letras não me sei dividir
para mim um balanço é mesmo balançar
balançar até dar balanço e sair


Pedes-me um sonho para fazer de chão
mas eu desses não tenho
só dos de voar
e agarras a minha mão com a tua mão
e prendes-me a dizer que me estás a salvar

De quê? De viver o perigo? De quê? De rasgar o peito com o quê?
De morrer mas de que paixão?
De quê? Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde e não ter,
nem sentir o vento ardente a soprar o coração



["O Imprevisível acaba por se tornar (sempre) mais um vicio"]

Um comentário:

Sara Leal disse...

Sabes que mais, custou-me imenso ler o que aqui postas-te, tocou bem fudo, queimou por dentro...

Palavras que me significam bastante...

Nao sei que dizer, mas gostei, muito boas escolhas, sao palavras que falam por nós!

Beijinho