Aquela chama quase vazia começou lentamente a aumentar, sem eu dar conta, sem eu perceber, voltei a sentir o coração quente, de novo. Depois de uma grande tempestade, de casas destruídas e corações virados do avesso, parece que afinal ainda existe algum sentimento, e que tudo pode ser reconstruído. Parece que afinal aquela saudade que existia dentro do meu peito era apenas um carinho muito especial e não o amor da minha existência, aquele que justifica o facto de o viver, apenas para o encontrar. A distância revelou muita coisa que estava escondida por entre fragilidades e medos. A distância ajudou a destapar aquilo que estava coberto de areias bem pesadas, de sorrisos mal entendidos e brilhos nos olhos tão fortes que por vezes ate ardiam.
E a chama voltou a brilhar, não com a mesma intensidade que brilhou um dia, mas com a mesma força de crescer, forte e brilhante. Porque o mal de que padeceu foi demasiado intenso para se poder livrar dele de forma tão fácil como um estalar de dedos.
Mas há esperança de que essa chama, antes pequena e agora maior, volte a brilhar com a mesma intensidade e cor e brilho e ate cheiro com que brilhava antigamente.
Porque há mudanças necessárias, porque há vidas por preencher, porque há pessoas capazes de mover mundos para ficar com alguém e pessoas que simplesmente esperam que esses mundos se mexam. Porque há pessoas que lutam pelo que querem e pelo que acreditam e mudam ate o mundo, se necessário for. E por essas pessoas, essa chama nasce e renasce, tantas vezes quantas forem necessárias. Por ti, por nós, pela nossa chama, pelo nosso amor, pela nossa perfeição quando estamos juntos. Acredito.
sábado, 29 de dezembro de 2007
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