“(…) Nietzsche, que tinha tanto de louco como de sábio, escreveu que a grandeza de um homem está em ser uma ponte e não uma meta. Mas ninguém consegue construir uma ponte sozinho, nem carregar um piano, nem mudar uma casa, por isso aprendi algo mais difícil; aprendi a ficar quieta quando aquilo que mais quero e desejo não depende só de mim. E com essa nova e preciosa lição veio a paz, a tranquilidade, a harmonia dos dias sossegados e das noites de sono profundo.
(…)
Cada escravo carrega a chave da sua liberdade. E tu tens a tua perdida no fundo do mar. Do teu mar de dúvidas, de solidão, de incertezas, por detrás do teu muro de auto-suficiência onde te escondes, imaginando-te protegido por uma armadura, porque cresceste sozinho num mundo que te era estranho e que agora se tornou familiar, mas que não faz parte do teu passado nem combina bem com a tua herança genética.
(…)
Cada vez que converso contigo ou te escrevo a pedir-te que aprendas a ser livre, porque acredito que só assim conseguirás aproximar-te dos teus sonhos, respondes-me com amargura e silêncio.
Temo que tudo o que escrevo ou digo não sirva para nada.(...)”
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Meu amor, não é tarde nem cedo para quem se quer tanto...
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Um comentário:
Um dia por curiosidade li esse livro, por acaso não gostei. Mas houve algo que me fez reflectir sobre a natureza da mulher. A mulher que espera desesperadamente por um homem, e realmente isso é um pouco português, a mulher esperar que o homem venha do mar ou da guerra, etc...
Mas essa "coisa" do esperar, criou algo na mulher portuguesa. Ser apenas de um homem, mas ser dele de uma maneira incondicional, esquecendo a sua condição de mulher. Porque acima de tudo, uma mulher é mulher, e deve ter isso em conta.
Espero que percebas o que a minha ideia. Beijinho
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