Odeio-te. Odeio-te por tudo o que me fazes sentir. Odeio-te por fazeres as minhas lágrimas caírem, odeio-te por todas as vezes que me fizeste sorrir e que não me saem da cabeça. Odeio-te por cada viagem que fizemos juntos, por cada estrela que me mostraste num céu só nosso, por cada brilho no olhar que me deste e não reconheço mais em mim. Odeio-te por me fazeres sentir completa, por me amares desse jeito tão teu que nem tenho palavras para descrever. Odeio-te por encaixares como mais ninguém conseguiu até hoje. Odeio-te por todas as vezes que me abraçaste como se o mundo fosse acabar. Odeio-te por cada filme que vimos juntos, enrolados um no outro, por entre carinhos, ternura e afecto, que só nós sabemos como é. Odeio-te por cada olhar que trocamos, em silêncios eternos, como se o mundo tivesse parado. Odeio-te por ainda sentir o teu perfume em mim. Odeio-te por cada beijo que me roubaste, por cada toque, por cada palavra no meu ouvido. Odeio-te por todas as marcas de amor e prazer que cravaste no meu peito. Odeio por te querer matar dentro de mim e não ter coragem, não ser capaz de te desenhar com outras linhas, de te pintar com outros tons ou simplesmente substituir a tela, como fiz tantas outras vezes. Odeio-te. Odeio-te. Odeio-te. Odeio-te tanto e gostava ainda mais de conseguir afastar-me de tudo o que és e de tudo o que significas. Gostava de conseguir não pensar em perder-te (quando, no fundo, já te perdi), de não pensar que alguém te vai roubar de mim (quando, no fundo, já não me pertences), de não pensar que um dia me posso arrepender e não posso voltar atrás. Odeio-te por cada música tua que tocaste dentro do meu peito. Odeio-te por cada palavra, por cada gesto, por cada texto, por cada dia que encheste a minha vida de ti. Odeio-te por cada mudança que fizeste por mim, por cada gesto, por cada evolução tua, por cada mês que celebrei do teu lado. Odeio-te por não conseguires ver-te ao invés de olhares para mim e para o que eu estou a sentir. Odeio-te por cada minuto de saudades tuas, do teu cheiro, do teu corpo, da tua essência que me fazes sentir. Odeio-te por cada mensagem onde me dizes que também me odeias. Odeio-te ainda mais quando sei que tudo isto é inverso, que tudo isto é controverso e que as palavras que uso fazem e não fazem sentido numa miríade de sensações e sentimentos que nem eu própria sei definir, apenas sei que te Odeio. Hoje, amanha e depois. O ódio ainda vai permanecer muito tempo dentro de mim, da forma mais tranquila que eu conseguir encontrar para tu não permaneceres.
domingo, 7 de março de 2010
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2 comentários:
Gosto de palavras que me fazem chorar porque são as que me fazem sentir viva.
O ódio que sentimos por eles é tão forte...é tão sofucante! Mas tão necessário.
Um dia será transformado em ternura....não mais do que isso. E esse "foi o dia em que te esqueci" (Margarida Rebelo Pinto)
Sabes que disseste tudo ...
E consigo imaginar como estavas ao escrever este texto :X
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