when everything else is gone"
[Incubus - Dig]
"E namorar é isto mesmo, viver a dois.
Dá muito trabalho viver a dois, mesmo que não se viva debaixo do mesmo tecto. É como se a nossa vida deixasse de ser completamente nossa; há outro, uma outra pessoa que também a vive connosco, que faz parte dela. Uma pessoa que cuida de nós e de quem precisamos de cuidar. Alguém que, antes de nós, já viveu uma vida inteira, já amou outras pessoas e já lambeu as feridas. Alguém que é um conjunto intrigante e complexo de defeitos, qualidades e experiências, alguém único e difícil de entender, tal como nós. Mas, acima de tudo trata-se de alguém que gosta de nós. E que gosta tanto que é connosco que quer partilhar a vida.
Prefiro procurar no outro as diferenças que nos unem. Prefiro investir, programas viagens com meses de antecedência, sonhar casas em terrenos baldios, dar a mão, oferecer músicas e palavras, dormir agarrada e acordar com o mais belo sorriso do mundo ao lado como meu despertador particular. Prefiro conjugar os verbos estar, partilhar e viver, sem pensar no que isso implica. Viver um dia atrás do outro, de vez em quando pensar no futuro, de vez em quando ter saudades do passado, mas não perder o fio dos dias, a paz construída que me dá serenidade e segurança. Não vale isso muito mais do que andar aos tiros para o ar, numa de tentativa e erro, a cansar o corpo e coração, em guerras de amor? "


Ela entrou naquele redemoinho de sentimentos, emoções, caminhos, escolhas…ela queria entrar, queria sentir a fricção das partículas, o fogo que se gerava dessa mesma fricção, a velocidade com que as mesmas eram projectadas, queria medir a distância que essas mesmas partículas poderiam alcançar…mas ela não estava preparada, a sua constituição, ainda frágil, permitiu que entrasse, que sentisse, embora não da forma certa, e ela saiu…magoada, machucada, ferida de medo. Ela acreditava que “se os momentos nos acontecem é porque estamos preparados para lidar com eles, no agora, no já…” mas…será que isto, neste momento, faz sentido? Será que estava preparada para lidar com todo este “atrito” na sua vida? Será que foi isto que ela “pediu”? Mas ela nem me lembra de ter pedido nada…e agora está a recompor os bocadinhos que restaram desta espiral emocional… Não, de facto não estava preparada para esta “tempestade” atómica, ela estava e está demasiado frágil, demasiado debilitada e sente-se pequena demais para conseguir encontrar o seu caminho no meio deste labirinto de emoções…
"Tudo o que preciso é sentar-me num sofá e pedir um chocolate quente, andar a chuva uma noite inteira, até que as horas se esqueçam de passar e eu me esqueça de quem sou..."



Os códigos funcionam sempre da mesma forma. Primeiro, a pomba faz danças no maravilhoso e azul céu infinito. Os olhos que miram tão belo animal enchem-se de esperanças, de prazer, de brilho ao ver tão atractivo espectáculo. Todos os dias aqueles olhos percorrem o azul e às vezes o cinzento do céu para ver tão bela ave em tão magnífico teatro. Os dias vão passando, e sempre que aqueles olhos miram tão gracioso animal. Lentamente, dentro de si, começa a nascer o sentimento de possessão, “eu quero”, “é este animal que eu preciso, é este voo que me vai permitir ser feliz…”. Inicialmente pensa-se que se trata de um fascínio, de um querer apenas que aquela ave “dance” para aqueles olhos brilhantes, para aquele corpo que se manifesta quando vê tal animal, para aquela alma que é totalmente consumida por aquela atracção.
Progressivamente aquela atracção toma proporções gigantescas na vida daquele olhar brilhante e aquela ave e o seu espectáculo no céu brilhante passa a ser uma dos motivos que fazem aqueles olhos sentirem-se completos. Todos os dias, aquele corpo sedento liberta aquela ave e deixa-a voar, para sentir-se livre enquanto aquele animal voa. O que acaba por acontecer, é que a ave habitua-se aquele tratamento digna de uma estrela mundial, e começa a esperar, ansiosamente, que aquele olhar venha todos os dias e a toda hora vê-la, contempla-la, falar com ela, dizer-lhe que ela a sua razão de viver, que a ama, que não vive sem ela. Aquele olhar sente intensamente tudo o que diz, a ave envolve-se naquela dança profunda de sedução e fica dependente daquele olhar. Tudo é perfeito, tudo faz sentido, a ave espera a visita daquele olhar perfeito e aquele corpo com olhos de querer todos os dias volta, mais uma vez, para amar e admirar a pureza e a beleza daquele animal singular.
Porém, um dia, a ave espera, espera, espera e aquela olhar brilhante não aparece. A ave quer voar até ele mas não sabe o caminho para lá chegar, a ave quer chegar até aquele corpo de mãos generosamente apaixonadas e desprende-se das amarras. Voa até ao seu olhar brilhante, que a completa e é então nessa altura que tudo se desfaz! Aquele olhar brilhante já não lhe pertence, aquelas mãos grandes que a soltavam todos os dias e a alimentavam já não a querem agarrar, nesse momento aquela pomba branca, de paz e pureza, vê finalmente a verdade: aquele olhar brilhante já não existe, é uma outra pessoa, aquele corpo é o mesmo mas governado por outro fascínio, por uma outra essência que não combina mais com aquela pomba pura mas sim com um falcão desafiador.
Naquele momento o céu fica negro, a pomba voa para bem longe daquele olhar que já desconhece e o falcão continua a voar sobre os céus…com o seu ar majestoso, elegante, atraente, desconhecido, misterioso…e o olhar brilhante de fascínio regressa…
Porque não deixar as aves voarem livres no céu em vez de tentar matar-lhes a sua liberdade natural? Porque não poder admirar a beleza das duas aves sem, no entanto, tentar possuí-las?
Porque não voltar todos os dias para as admirar até aquele corpo de olhos de amor estar pronto para compreender como se voa?
"A mulher taurina é clara, diz o que pensa o que muitas vezes é confundido com rudeza. Se não simpatiza com alguém, será praticamente impossível conseguir que volte atrás nessa percepção.
As mulheres taurinas, na maioria das vezes, usam o olhar para definirem o que sentem, o olhar é infinitamente complexo e cheio de matizes, incendeia-se por paixão ou fúria; é doce por amor e triste quando sente que lhe fizeram uma injustiça.
As mulheres taurinas são trabalhadoras obcecadas. Têm a mania da organização e desesperam quando algo foge ao seu controlo, são "ligeiramente" obstinadas no que toca à defesa dos seus interesses e ideias.
Na cama, a mulher taurina é fogo que arde e se vê. A mulher taurina gosta de sexo, gosta do prazer, mas não tem muita pressa para lá chegar. Para se apreciar totalmente uma mulher taurina é importante levá-la a jantar a um bom restaurante, escolher um bom vinho e cortejá-la. Se seguir escrupulosamente todos estes passos e se ela estiver interessada em si, vai ter a noite da sua vida, porque tabu é palavra que não existe no seu dicionário.
A mulher taurina é honesta e leal. Confia nas pessoas por princípio e fica muito chocada quando percebe que as pessoas não compartilham essa visão da vida. É quase incompreensível para uma Taurina a deslealdade, o cinismo, a hipocrisia. Muitos confundem este modo de ver a vida com inocência, nada mais errado, para uma Taurina os objectivos atingem-se trabalhando, sendo honesto. As taurinas ficam chocadas quando se apercebem que para muitos vale tudo para subir mais uns degraus na escada da vida. Um aviso à navegação, caso esteja a pensar trair ou cometer uma deslealdade para com uma taurina, compre uma armadura ou, melhor ainda, um bilhete de ida para uma terra longínqua, para estar longe do seu alcance quando ela descobrir. Não se deixe enganar pelo seu falso ar bonacheirão, as fúrias de uma Taurina são um espectáculo assustador.
A mulher taurina poderá (muito raramente) perdoar uma traição, mas garanto-lhe que nunca esquecerá. Um deslize de momentos e terá uma longa vida de provações caso queira continuar a ser amigo ou amante dela. Mas se respeitar e apreciar a maneira de ver a vida de uma mulher Taurina, terá a melhor amiga/amante/mulher que se pode sonhar. Nada, é demais para as pessoas de quem a mulher Taurina gosta, os mimos serão constantes, as pequenas atenções, as coisa que ninguém nota mas que fazem a nossa vida melhor, esse é o território em que melhor se move. Talvez não seja capaz dos grandes gestos dramáticos, mas nunca duvide do seu amor/amizade. Só se um dia a perder se aperceberá de como a sua simples e discreta presença fazia a diferença.
A mulher Taurina gosta muito de receber mimos, gosta do que é bom, das texturas sensuais, dos cheiros intensos e quase primitivos, de boa música, boa comida e sobretudo de companhia interessante e estimulante."