"Obrigado pela praxe que me deste. Foi com grande determinação, sujidade, pulmões e figado que passei por este tempo, e hoje te agradeço pelo que me fizeste passar."
Após quatro meses "ouvir" isto fez valer a pena todas as noites, todos os dias e todos os momentos de Praxe! Saber que pelo menos um "bicho" gostou e viveu a tradição como deve ser!Valeu a pena saber que, desta vez, o disse não porque foi obrigado mas porque o sente, de verdade...
[Obrigado D.]
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Quatro meses depois...
domingo, 24 de janeiro de 2010
What dreams may come
“Eu só queria que envelhecêssemos juntos, que ríssemos um para o outro enquanto os nossos corpos caíam aos bocados que estivéssemos juntos no fim…
Obrigado por todos os teus gestos de bondade.
Obrigado por seres alguém em cuja companhia me orgulhava de estar.
Pela tua coragem, pela tua doçura.
Pelo ar que tinhas sempre e pelo meu desejo constante em te tocar.
Eras a minha vida.
Peço desculpa por todas as ocasiões em que não consegui ajudar-te,
Eu não me perdoo, mas consigo perdoar-te a ti.
Por seres tão maravilhosa que levas um homem a trocar o Céu pelo lnferno só para estar ao pé de ti...
Gostaria que envelhecêssemos juntos. Podemos fazer isso aqui?
Eu quero tudo, desde que seja ao teu lado.
E será.
E que tal voltarmos à Terra?
Que tal renascermos?
É a única coisa que não podemos ter aqui.
Encontrarmo-nos novamente pela primeira vez.
Apaixonarmo-nos.
Como é que eu te encontro? Se te encontrei no Inferno…”
[What dreams may come]
Dedicated To Us, my Dante @@
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Human angels

"Quando perdi tudo, realizei que nada era meu. Nós vimos sozinhos para este mundo e partimos sozinhos. E as pessoas que se cruzam connosco ajudam-nos a fazer o caminho. Mas não são nossas. Somos filhos de uma harmonia que tem um objecto final e que eu não sei qual é. Todos somos importantes mas ninguém pertence a ninguém."
[Inês Baptista, Morrer é só não ser visto]
Primeiro de 2010...

2009: o ano do desafio, o ano da descoberta interior, o ano em que conheci aquele que considero o homem da minha vida, o ano de maior dúvida e incerteza mas também o ano de consolidação de amizades e construção de outras ainda melhores. O ano do fogo, da calma da agua, a força da terra e do ar. Os quatro elementos juntos na minha vida para me mostrarem a verdadeira lição de 2009.
Palavras-Chave: Chocolate, música, amizade, chuva, distância, fogo, guitarra, energia, força, amor, eternidade...
2010: para este ano apenas peço LUZ!
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Feliz Natal..
Gosto do Natal, sempre gostei. Gosto de fazer árvore de natal mesmo quando apenas coloco os enfeites finais e a estrelinha no topo. Gosto de fazer o presépio com musgo artificial e farinha, ainda que seja pela primeira vez. Gosto de ver a casa toda enfeitada com objectos alusivos a esta quadra. Gosto da magia das luzes que iluminam as cidades. Gosto de comer castanhas assadas com o meu namorado ou de beber chocolate quente enquanto lhe sujo o casaco com as palhinhas. Gosto de aprender a fazer os doces de natal, mesmo sabendo que amanha já não me vou lembrar. Gosto de andar pela casa à noite, iluminada pelos efeitos das luzinhas no escuro. Gosto de passear pela cidade de mãos dadas com o Amor e sentir o frio no meu corpo e a paz no meu coração. Gosto de comprar prendas para as minhas verdadeiras amigas, ainda que seja a primeira vez que o faço. Gosto do fogo da lareira que já não existe mas que um dia já aqueceu uma família inteira. Gosto de dar, gosto de dizer que gosto das pessoas, sem um motivo aparente. Gosto de tentar andar de patins no gelo, mesmo quando caio três vezes seguidas. Gosto de trocar prendas sem saber o que me vai calhar. Gosto de ir as compras e querer oferecer tudo a toda a gente. Gosto das minhas prendas, gosto de desembrulhar lentamente, de espreitar, de abanar, de apalpar antes de ver, sabendo que será algo que certamente vou gostar. Gosto quando ofereço presépios miniatura em forma de sino á minha “verdadeira” avozinha e a vejo sorrir de alegria, apenas porque me lembrei dela. Gosto de prendas pequeninas mas com um grande valor simbólico. Gosto do espírito de solidariedade, de amor e de harmonia que existe na minha casa. Gosto de estar sentada com os meus pais a ver filmes infantis o dia inteiro e sentir-me criança com eles, novamente. Gosto do jantar de natal. Gosto de ter de esperar pela meia-noite para abrir as prendas, embora isso quase nunca aconteça. Gosto de imaginar, todos os anos, o meu natal ideal, com a casa cheia e uma família enorme com quem partilhar todos estes momentos. Gosto de pensar que um dia vou conseguir ter um Natal perfeito, embora saiba que nada acontece como desejamos ou planeamos. Gosto de pensar que este foi o melhor Natal que já tive, com verdadeiro significado familiar.
Não gosto de mensagens de Natal feitas, enviadas por pessoas que durante o ano nem sequer falam comigo e se lembram que eu existo só porque é Natal. Não gosto de me sentir “obrigada” a responder a todos os que me mandam mensagens desse género. Não gosto de sentir que não aproveitei uma noite porque bebi demasiado. Não gosto do excesso de consumismo, embora eu também contribua para ele. Não gosto de só se lembrarem das pessoas com dificuldades nestas alturas. Não gosto de as notícias e os jornais usarem esta época para ganharem dinheiro e audiências. Não gosto da Hipocrisia, característica destas alturas. Não gosto de pensar que já não tenho os meus avós como tinha quando era pequena e a família enchia a minha cozinha. Não gosto de já não ouvir barulho de fundo quando falo com os meus pais. Não gosto de me lembrar que o meu avô faz anos dois dias depois do Natal e que eu sinto tanto a falta dele. Não gosto de não ter tempo para estar com a minha família porque a universidade me toma tempo e paciência. Não gosto do Natal terminar sempre, solitariamente, depois de se abrirem as prendas. Não gosto que a noite de Natal termine tão depressa. Não gosto de passar o Natal longe do meu irmão e do meu afilhado de quem morro de saudades. Não gosto de saber que não tenho uma família unida, como gostaria. Não gosto que estes momentos sejam tão efémeros. Não gosto de já não ser criança no Natal, embora saiba o meu sorriso e olhar brilhante vão permanecer para sempre ou pelo menos eu gostava que assim fosse.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Perfect Never Ending Story...

"Look at the way she shakin
Make you want to touch it, make you want to taste it
Have you lustin' for her, go crazy face it


She's so much more than you're used to
She know's just how to move to seduce you
She gone do the right thing and touch the right spot
Dance in you're lap till you're ready to pop
She always ready, when you want it she want it
Like a nympho, the info...
In her fantasy, there's plain to see
Just how it be, on me, backstrokin', sweat soaking
All into my set sheets
When she ready to ride, I'm ready to roll
Different style, different move, damn I like the way you move
Girl you got me thinking about, all the things I do to you
Let's get it poppin' shorty we can switch positions
From the couch to the counters in my kitchen..."

["In the arms of the angel...Fly away from here"]
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Parafraseando o poeta...

"...E alguém se cruzou no meu caminho para consumar a minha constante aprendizagem.
Nesta época caracterizada pela estabilidade, o fantasma da instabilidade é apenas uma centelha distante, no fundo de um comprido túnel que metaforiza a minha vida. E se acaso esse fantasma ousar aproximar-se, seguirei a via apreendida do não pensamento. Agirei, ao invés, e não mais ficarei parado no túnel à espera do fantasma.
Por último, existe algo em mim que me sossega o espírito quando nada mais me assola o pensamento: a certeza de que eu… sou único".
[és único...és o único bailarino que sabe dançar a valsa eterna da vida da forma mais pura possível...até que o nosso mundo pare de girar...]
Chuva de amor...
domingo, 29 de novembro de 2009
um passado recente...
when everything else is gone"
[Incubus - Dig]
sábado, 28 de novembro de 2009
Crianças de amor...
Minha culpa
Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem
Quem sou? Um fogo-fátuo, uma miragem...
Sou um reflexo... um canto de paisagem
Ou apenas cenário! Um vaivém
Como a sorte: hoje aqui, depois além!
Sei lá quem sou? Sei lá! Sou a roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!...
Sou um verme que um dia quis ser astro...
Uma estátua truncada de alabastro..
Uma chaga sangrenta do Senhor...
Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador...
A vida
É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!
Todos somos no mundo <
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!
A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...
Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.
Que queres, meu Amor, se é isto a vida!
Tarde de mais...
Quando chegaste enfim, para te ver
Abriu-se a noite em mágico luar;
E para o som de teus passos conhecer
Pôs-se o silêncio, em volta, a escutar...
Chegaste, enfim! Milagre de endoidar!
Viu-se nessa hora o que não pode ser:
Em plena noite, a noite iluminar
E as pedras do caminho florescer!
Beijando a areia de oiro dos desertos
Procurara-te em vão! Braços abertos,
Pés nus, olhos a rir, a boca em flor!
E há cem anos que eu era nova e linda!...
E a minha boca morta grita ainda:
Porque chegaste tarde, ó meu Amor?!...
[Florbela Espanca - "Tão pobres somos que as mesmas palavras nos servem para exprimir a mentira e a verdade..."]
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Viver a dois...
"E namorar é isto mesmo, viver a dois.
Dá muito trabalho viver a dois, mesmo que não se viva debaixo do mesmo tecto. É como se a nossa vida deixasse de ser completamente nossa; há outro, uma outra pessoa que também a vive connosco, que faz parte dela. Uma pessoa que cuida de nós e de quem precisamos de cuidar. Alguém que, antes de nós, já viveu uma vida inteira, já amou outras pessoas e já lambeu as feridas. Alguém que é um conjunto intrigante e complexo de defeitos, qualidades e experiências, alguém único e difícil de entender, tal como nós. Mas, acima de tudo trata-se de alguém que gosta de nós. E que gosta tanto que é connosco que quer partilhar a vida.
Prefiro procurar no outro as diferenças que nos unem. Prefiro investir, programas viagens com meses de antecedência, sonhar casas em terrenos baldios, dar a mão, oferecer músicas e palavras, dormir agarrada e acordar com o mais belo sorriso do mundo ao lado como meu despertador particular. Prefiro conjugar os verbos estar, partilhar e viver, sem pensar no que isso implica. Viver um dia atrás do outro, de vez em quando pensar no futuro, de vez em quando ter saudades do passado, mas não perder o fio dos dias, a paz construída que me dá serenidade e segurança. Não vale isso muito mais do que andar aos tiros para o ar, numa de tentativa e erro, a cansar o corpo e coração, em guerras de amor? "
(Margarida Rebelo Pinto - Para a vida)
M&N - 13 @
terça-feira, 3 de novembro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Espiralizando..


Ela entrou naquele redemoinho de sentimentos, emoções, caminhos, escolhas…ela queria entrar, queria sentir a fricção das partículas, o fogo que se gerava dessa mesma fricção, a velocidade com que as mesmas eram projectadas, queria medir a distância que essas mesmas partículas poderiam alcançar…mas ela não estava preparada, a sua constituição, ainda frágil, permitiu que entrasse, que sentisse, embora não da forma certa, e ela saiu…magoada, machucada, ferida de medo. Ela acreditava que “se os momentos nos acontecem é porque estamos preparados para lidar com eles, no agora, no já…” mas…será que isto, neste momento, faz sentido? Será que estava preparada para lidar com todo este “atrito” na sua vida? Será que foi isto que ela “pediu”? Mas ela nem me lembra de ter pedido nada…e agora está a recompor os bocadinhos que restaram desta espiral emocional… Não, de facto não estava preparada para esta “tempestade” atómica, ela estava e está demasiado frágil, demasiado debilitada e sente-se pequena demais para conseguir encontrar o seu caminho no meio deste labirinto de emoções…
"Tudo o que preciso é sentar-me num sofá e pedir um chocolate quente, andar a chuva uma noite inteira, até que as horas se esqueçam de passar e eu me esqueça de quem sou..."
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Learning my lesson
domingo, 18 de outubro de 2009
I need a break, please...

"Quem pudesse gritar para despertarmos! Estou a ouvir-me gritar dentro de mim, mas já não sei o caminho da minha vontade para a minha garganta...
...
Quanto mais claro
Vejo em mim, mais escuro é o que vejo.
Quanto mais compreendo
Menos me sinto compreendido. Ó horror
paradoxal deste pensar...
...
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela."
Fernando, o Pessoa ;)
Um pausa...um entretanto...um até já...um volto já...um até breve...
sábado, 17 de outubro de 2009
Watching the time...

E que importância tem?
Se assim, tu vês em mim
Alguém melhor que alguém
Sei que minto, pois o que sinto
Não é diferente de ti
Não cedo, este segredo
E frágil e é meu
Eu nao sei...
Tanto, sobre tanta coisa
Que as vezes tenho medo
De dizer aquelas coisas
Que fazem chorar
Quem te disse, coisas tristes
Nao era igual a mim
Sim, eu sei, que choro
Mas eu posso, querer diferente para ti"
Silence 4 - Eu não sei dizer...






