Primeiro, a história começou com uma Omissão quase perfeita, na altura em eu não sabia bem em que realidade viver…Mais tarde, toda esta Omissão deu lugar a um Descoordenamento interno que durou cerca de dois anos…Hoje, Mordo o Coração daqueles que “por mim passam”, com as minhas palavras, os meus sentimentos, os meus pensamentos, as minhas vitórias e derrotas, bem como todos as epifanias que fui tendo ao longo destes quatro anos de sobrevivência deste espaço.
Após quatro anos de resistência na minha vida, decido terminar com este “diário” bem como com este ciclo na minha vida, que já ”tantos” seguidores conhecem. Não quero mais que aqueles que não me pertencem nem fazem parte de mim me “leiam” e como tal, vou mudar-me, vou mudar a minha residência e “ viver” num espaço onde me sinta realmente livre para escrever e ser quem sou, sabendo que não estou a ser “vigiada” ou “perseguida inconscientemente”!
Os que me “morderam o coração” serão contactos, os restantes...
quinta-feira, 18 de março de 2010
Último momento narcisico...
terça-feira, 16 de março de 2010
Do you know me at all?
I can't lose no more time it's now or never
and I'll try to remember who i used to be
I've got one last chance to get myself together"
'Cause I don't belong to anyone
Nobody belongs to me"
(It's the way, it's the way, it's the way that I want it)
segunda-feira, 8 de março de 2010
Lição de Vida Nº1


Paixão. Aquele sentimento incontrolável que enche cada poro do nosso corpo e penetra a alma com uma profundidade quase impossível de alcançar. Esqueço-me com frequência que sou uma pessoa apaixonada, que o meu combustível são as borboletas no estômago e a vontade constante de sorrir e rir de tudo, como se estivesse embriagada de amor, não o estando, de facto. Gosto de sair à rua e mesmo estando a chover eu sinto o sol a queimar-me a pele, sinto o seu calor no meu corpo, sinto a vida e entrar em mim e uma vontade constante de me rir de mim própria. Sinto-me ridiculamente feliz. Como uma criança pequena quando lhe dão uma caixa de chocolates inteira só para ela ou quando vai ao jardim brincar e corre pelo parque inteiro balbuciando palavras inexistentes na sua linguagem tão própria. Sinto que o sol deste dia me transmitiu uma energia contagiante e só me apetece dançar. Apetece-me sair de casa e viver a vida, conhecer outras almas perdidas como eu no meio da chuva e dançar com elas, rodopiar o tango da vida e terminar exausta de ter dançado toda a minha vida, desta forma apaixonada. Nesse momento poderei dizer que vivi a minha vida da minha maneira e não me arrependo de um passo de dança que fiz ao som de uma melodia inventada por dois amantes.
Um dia ainda vou envergar um vestido vermelho, prender o cabelo, calçar uns sapatos e dançar contigo a dança do amor...ao som da eternidade que nos acompanha com uma melodia interminavelmente apaixonada..
domingo, 7 de março de 2010
Odeio-te
Odeio-te. Odeio-te por tudo o que me fazes sentir. Odeio-te por fazeres as minhas lágrimas caírem, odeio-te por todas as vezes que me fizeste sorrir e que não me saem da cabeça. Odeio-te por cada viagem que fizemos juntos, por cada estrela que me mostraste num céu só nosso, por cada brilho no olhar que me deste e não reconheço mais em mim. Odeio-te por me fazeres sentir completa, por me amares desse jeito tão teu que nem tenho palavras para descrever. Odeio-te por encaixares como mais ninguém conseguiu até hoje. Odeio-te por todas as vezes que me abraçaste como se o mundo fosse acabar. Odeio-te por cada filme que vimos juntos, enrolados um no outro, por entre carinhos, ternura e afecto, que só nós sabemos como é. Odeio-te por cada olhar que trocamos, em silêncios eternos, como se o mundo tivesse parado. Odeio-te por ainda sentir o teu perfume em mim. Odeio-te por cada beijo que me roubaste, por cada toque, por cada palavra no meu ouvido. Odeio-te por todas as marcas de amor e prazer que cravaste no meu peito. Odeio por te querer matar dentro de mim e não ter coragem, não ser capaz de te desenhar com outras linhas, de te pintar com outros tons ou simplesmente substituir a tela, como fiz tantas outras vezes. Odeio-te. Odeio-te. Odeio-te. Odeio-te tanto e gostava ainda mais de conseguir afastar-me de tudo o que és e de tudo o que significas. Gostava de conseguir não pensar em perder-te (quando, no fundo, já te perdi), de não pensar que alguém te vai roubar de mim (quando, no fundo, já não me pertences), de não pensar que um dia me posso arrepender e não posso voltar atrás. Odeio-te por cada música tua que tocaste dentro do meu peito. Odeio-te por cada palavra, por cada gesto, por cada texto, por cada dia que encheste a minha vida de ti. Odeio-te por cada mudança que fizeste por mim, por cada gesto, por cada evolução tua, por cada mês que celebrei do teu lado. Odeio-te por não conseguires ver-te ao invés de olhares para mim e para o que eu estou a sentir. Odeio-te por cada minuto de saudades tuas, do teu cheiro, do teu corpo, da tua essência que me fazes sentir. Odeio-te por cada mensagem onde me dizes que também me odeias. Odeio-te ainda mais quando sei que tudo isto é inverso, que tudo isto é controverso e que as palavras que uso fazem e não fazem sentido numa miríade de sensações e sentimentos que nem eu própria sei definir, apenas sei que te Odeio. Hoje, amanha e depois. O ódio ainda vai permanecer muito tempo dentro de mim, da forma mais tranquila que eu conseguir encontrar para tu não permaneceres.
sábado, 6 de março de 2010
Leituras eternas ao cair da tarde
“Vivemos todos num labirinto. Olho-me ao espelho e mal reconheço o homem que nele se reflecte. Estou gordo. Inchado. Tenho olheiras. A pele cinzenta à volta dos olhos. E pêlos, pêlos horríveis que saem todas as semanas do nariz e das orelhas. Faço 55 anos em Outubro.
Nos braços nasceram-me sinais. Todos os anos nascem, o médico diz que é natural, tão natural como a barriga de álcool e a falta de vista. Agora, ando sempre de óculos na ponta do nariz. Até me dão um ar vagamente interessante. Se quiser, ainda seduzo mulheres com menos de 40 anos. Faço 55 anos em Outubro.
Olho para o espelho e não me vejo como sou. Na imagem estou lá eu, há 20 anos atrás, antes dos pêlos indesejados, da miopia que chegou sem pré-aviso, da barriga que não pára de crescer, quando ainda acreditava que só valia a pena estar com uma mulher por quem tivesse a maior tesão do mundo. Não o tesão habitual, que um homem pode ter por qualquer corpo quando olha e cobiça. O tesão do podre, da posse, da carne, o tesão que te dá vontade de cravar um ferro em brasa com as tuas iniciais no corpo dela, para que ela seja só tua, mesmo que fuja e nunca mais volte.
A minha mulher já não é nem bonita. Os traços da cara tornaram-se fortes, duros, marcados como linhas a tinta da china. Só o olhar se mantém vivo, atento, expressivo, como o de uma leoa. Tenho medo do olhar dela, por isso escondo o meu atrás dos óculos, uso a miopia como arma de defesa. Não sei se amo, sei que não posso viver sem ela. Estamos os dois a envelhecer, estamos os dois cansados de beber e de comer e de fumar tanto. Estamos os dois perdidos no mesmo labirinto. Às vezes, encontramo-nos no meio das nossas bebedeiras civilizadas e eu vejo-a jovem, bela, magra, ainda poupada às minhas ausências e falhas, e penso que estou quase outra vez a apaixonar-me por ela.“
Outra história da Raposa e do Principezinho
"A raposa olhou para aquele rapaz bonito e com um ar frágil e percebeu imediatamente que era um Príncipe. Em volta, não havia ninguém, apenas a cor dourada do trigo e o céu azul lá em cima, numa abóbada muito suave, a perder de vista. O Príncipe não tinha vindo de carro nem desembarcado de nenhuma nave espacial, por isso a raposa achou que ele tinha caído do céu, e depois riu-se para dentro, como quem descobre um defeito um bocado parvo na sua própria personalidade, porque nada cai do céu, tudo o que se consegue na vida custa muito a ganhar e é infinitamente mais fácil perder tudo do que manter o mais importante. Mas, por outro lado, mesmo que tivesse caído do céu, se aquele rapaz tão bonito lhe tinha aparecido no caminho, alguma função iria ter na sua vida solitária e errante, sempre à procura de um abrigo que lhe servisse de casa, de um amigo que pudesse amar, de uma outra vida vivida em partilha, que já tinha lido em romances e visto em filmes, mas que nunca conhecera.
Como era muito curiosa e simpática, meteu conversa com ele.
- Quem és tu?
- Sou um Príncipe que quer conhecer o mundo. E tu?
- Sou uma raposa solitária e viajada que está farta de correr o mundo e quer encontrar uma casa.
- Isso deve ser aborrecido - respondeu o Príncipe.
- O quê? Ser solitária ou estar farta?
- Estar farta. Eu sempre fui um solitário e preciso da solidão para entender o mundo. E viajar é tão bom, como te podes ter cansada?
- É da idade - respondeu a raposa. E, com um suspiro, deitou-se e colocou graciosamente o focinho bicudo e brilhante entre as patas da frente, como quem passa muito tempo a pensar.
- Mas tu pareces tão nova! - estranhou o Príncipe.
- É da alimentação - respondeu a predadora - só como carne fresca. E dos tratamentos de pele.
- Eu acho-te muito bonita - arriscou o Príncipe, com um sorriso muito tímido.
- Obrigada. Eu também te acho muito belo. Um bocadinho triste, talvez.
Ficaram os dois a olhar um p/ o outro, partilhando um silêncio tranquilo e cheio de idéias, como só acontece entre velhos amigos. E eles já eram velhos amigos.
- Onde está a tua família? A tua mãe, o teu pai e os teus irmãos?
- Os meus pais são de outro planeta e não tenho irmãos.
- Oh!... - exclamou a raposa, desapontada - então não sabes brincar, nem discutir, nem partilhar brinquedos…
- Mas também não me importo. Como tenho um planeta para cuidar, tive que crescer muito depressa e prefiro pensar e conhecer, em vez de brincar e partilhar.
- Eu tive 7 irmãos - contou a raposa, orgulhosa - por isso cresci a brincar.
Levantou o focinho, depois as patas dianteiras, depois o torso, e ficou sentada, muito direita, a olhar fixamente para os olhos do Príncipe. Já estava apaixonada por ele e queria prender-lhe o olhar para sempre, porque sabia que o ia perder e queria guardar o melhor dele. Mas os olhos dele eram difíceis de agarrar, porque as imagens lá dentro estavam sempre a mudar e a raposa percebeu que ele estava perdido e não sabia o que queria.
- Queres fazer um jogo comigo? - perguntou, com um sorriso matreiro.
- Não sei se consigo - respondeu o rapazinho, agarrando nervosamente as pontas do cachecol.
- É muito fácil. Eu faço-te uma pergunta e tu respondes. E como é tudo a brincar, podes responder o que quiseres. Gostavas de ser uma raposa?
- Não
- Porquê?
- Porque não podia mandar em ninguém.
- Assim não jogo - disse a raposa, subitamente entristecida - tu só sabes falar a sério.
- Não é verdade - respondeu o rapazinho - eu só sei é dizer a verdade e quase ninguém aguenta a verdade o tempo todo. Por isso é que ando sozinho.
A raposa baixou outra vez o torso e voltou a encaixar o focinho por entre as patas. Tinha que pensar muito bem no que ia dizer a seguir, porque, como estava apaixonada, ardia ao mesmo tempo de medo e de vontade e queria fazer as coisas o melhor possível.
- Eu acho que tu podias escolher ser feliz.
- Mas eu sou feliz - respondeu o Príncipe. Eu amo o conhecimento e vivo de acordo com a minha paixão; viajar, correr o mundo, conhecer seres maravilhosos, como tu… - e, dizendo isto, sentou-se ao lado da raposa e pousou a sua mão branca e lisa no lombo dela. A raposa estremeceu das patas à cabeça. Queria guardar para sempre aquele toque, o calor da mão dele a inundá-la por dentro. Queria tornar-se num animal doméstico devoto ao seu dono. Queria mudar de vida e alcançar a outra, a sonhada e desejada, depois de tantos livros e filmes. Mas ele também tinha que querer o mesmo que ela, ou corriam o risco de ficar apenas os melhores amigos.
Então a raposa pensou, pensou e decidiu ficar calada. Tudo o que dissesse dali para frente ia estragar o seu sonho, o momento perfeito que lhe tinha caído do céu. Sabia que queria que aquele momento se eternizasse, por isso fechou os olhos.
Tudo tem um princípio e tudo tem um fim, pensou. Mas não vou pensar no que não está nas minhas mãos. E, sem falar, enroscou-se a ele, como se fosse para sempre."
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Vou contar-te um segredo...
"Ao espelho, onde vês o reflexo entre o homem que és e aquele que gostarias de ser, respiras fundo e desejas que essa mulher chegue um dia, não demasiado cedo para te assustar nem demasiado tarde, porque, entretanto, pode aparecer outra e tu vais deixar-te ir, convencido de que é essa, e não eu, a mulher da tua vida.
O que tu não sabes, meu querubim cansado, é que do outro lado do espelho eu te vigio, como se fosse o teu avesso, e te protejo como se fosse o teu presente, e te desejo, como se pudesse ser o teu futuro.
Mas ainda é demasiado cedo, é ainda tempo de guardar no silêncio dos dias a vontade de te querer. É ainda de manhã, tu estás atrasado para o trabalho e eu estou adiantada na tua vida. Por isso respiro fundo do outro lado da tua imagem e espero - sentada no baloiço, lá mesmo em cima, para que não me vejas - que um dia dês o salto para o outro lado da tua vida. E sejas quem sempre sonhaste, para que te vejas ao espelho como eu já te vejo. Como és."
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Meu amor, não é tarde nem cedo para quem se quer tanto...
“(…) Nietzsche, que tinha tanto de louco como de sábio, escreveu que a grandeza de um homem está em ser uma ponte e não uma meta. Mas ninguém consegue construir uma ponte sozinho, nem carregar um piano, nem mudar uma casa, por isso aprendi algo mais difícil; aprendi a ficar quieta quando aquilo que mais quero e desejo não depende só de mim. E com essa nova e preciosa lição veio a paz, a tranquilidade, a harmonia dos dias sossegados e das noites de sono profundo.
(…)
Cada escravo carrega a chave da sua liberdade. E tu tens a tua perdida no fundo do mar. Do teu mar de dúvidas, de solidão, de incertezas, por detrás do teu muro de auto-suficiência onde te escondes, imaginando-te protegido por uma armadura, porque cresceste sozinho num mundo que te era estranho e que agora se tornou familiar, mas que não faz parte do teu passado nem combina bem com a tua herança genética.
(…)
Cada vez que converso contigo ou te escrevo a pedir-te que aprendas a ser livre, porque acredito que só assim conseguirás aproximar-te dos teus sonhos, respondes-me com amargura e silêncio.
Temo que tudo o que escrevo ou digo não sirva para nada.(...)”
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Broken Strings
You can't feel anything
That your heart don't want to feel
I can't tell you something that ain't real
Oh the truth hurts
And lies worse
How can I give anymore
When I love you a little less than before
[ A verdade é mesmo esta. Não se pode tocar com cordas partidas. Não dá, nem tentem. Ou se arranjam as antigas e se volta a tocar a mesma melodia ou se compram cordas novas. Sem cordas não se toca, sem se tocar não há música, sem música não há sintonia. As pessoas não são cordas mas a melodia tem de continuar...e eu sem música não vivo. Ponto Final. ]
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Manifesto Manifesto
"Querem os nossos sentimentos pois então aqui os têm. Bem ou mal, é isto. Viemos para Évora, muitos de nós, porque tínhamos um sonho, um sonho que era o Teatro, era uma palavra tão estranha como o sonho que cegamente habitávamos. Viemos com a esperança ilusória de que o nosso sonho ou a determinação obstinada do nosso coração nos tinham guiado a este lugar estranho habitado por corpos e palavras e uma imaginação que voava livremente. Eu quero falar-vos de liberdade. Eu quero falar-vos de paixão. Eu quero falar-vos de sonhos. A liberdade é sempre minha. Sempre. Isso é inquestionável. Para me exprimir plenamente, a minha criação não pode ser moldada de acordo com interesses pessoais de outros ou por questões estéticas alheias. Aqui só há interesses, só isso. E os interesses de uns influenciam o crescimento da criação de pessoas que vieram atrás de uma peixão, de sonhos, que vieram atrás de uma liberdade que só pode ser alcançada por meios artísticos. Tenho cada vez mais a noção de que se não me pudesse exprimir aqui no teatro e por formas artísticas, eu, pessoalmente, já estava preso por atentado ao pudor, por exemplo. O problema não são só os interesses. O problema é a falta de compreensão, a falta de paixão, a falta de coração, a falta de vontade. Focamos os nossos problemas no lixo que se acumula, nas fracas infra-estruturas, nas deficientes condições sanitárias e esquecemo-nos de uma lição que o Teatro nos ensinou. Que o teatro não é uma coisa material – tendemos sempre a desviar a nossa atenção disso. E desviamos do quê? Podem vocês perguntar. Chama-se paixão. Chama-se estar apaixonado. Estar apaixonado é cuidar e não desistir quando estamos magoados. Somos pequenos quase sempre e esquecemo-nos de que a universidade não serve para comer e calar, mas para comer e dar a comer de volta, mesmo quando algumas pessoas não têm a boca aberta. Não vim para aqui para ser mais um. Quero marcar a diferença. Como posso fazê-lo quando quem me deveria abrir as asas cortamas? Quando os que me deveriam fazer crescer me empurram mais para baixo? Somos pequeninos e os grandes matam-nos os sonhos. Se calhar de alguma coisa que nunca sentimos vivo. Andam-se aí a matar palavras. Mostram-nos mundos só para dizer que não podemos tocar. Ou podemos tocar mas não podemos provar. Fazem o papel de Deus quando são só humanos que se esqueceram daquilo que um dia também amaram. Não sou de guerras nem de lutas. Sou artista, sou vulnerável. Não brinquem com aquilo que amo. Não me impinjam tempos, nem formas, nem matérias. O teatro é livre e só assim é que vale a pena. Nós somos livres e só assim é que os sonhos e o amor permanecem vivos. Mesmo quando tudo parece morto, estático, inerte e sem solução.
Hoje o meu pai chorou comigo ao telefone por eu já não querer estar aqui, porque me ouviu chorar. E disse-me, mas gostas tanto disso, gostavas tanto de estar aí. E o que é que eu digo a isto? Agora não tenho nada para dizer. Há um homem que admirei a minha vida toda, que dizia, como se falasse comigo. “Mais vale morrer de pé do que viver ajoelhado”. Acabou-se o tempo de silêncio, de fingir que as atitudes não magoam, e que nós só temos de comer. Isto sou eu a arrotar e cheira quem quer. A arte não vale a pena se não a mudarmos, se não gritarmos bem alto, se não exprimirmos, se não fizermos ouvir o nosso pé a bater no chão. Se não estamos aqui para marcar vidas então estamos aqui para quê?"
Cláudia Miriam, Daniel Moutinho, Joana Velez e Tânia Dias.
3º ano do curso de Teatro da Universidade de Évora.
Projecto O.V.N.I.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Aceitação incondicional
(...)“Aceitar é construir sobre a realidade que conheço, que tenho. Aceitar-se pressupõe conhecer-se, saber interrogar-se e amar-se. Aceitar-se implica auto-estimar-se. A auto-estima é a auto-avaliação amorosa do nosso próprio conceito. Por outras palavras, é a aceitação positiva incondicional do que somos, sentindo-nos pessoas valiosas.” Aceitar-se é a possibilidade de dialogar de verdade consigo mesmo. Quando conseguimos dialogar com o nosso mundo interior e aceitá-lo de forma incondicional, estaremos mais aptos a aceitar um possível problema que possa surgir(...).
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Quatro meses depois...
"Obrigado pela praxe que me deste. Foi com grande determinação, sujidade, pulmões e figado que passei por este tempo, e hoje te agradeço pelo que me fizeste passar."
Após quatro meses "ouvir" isto fez valer a pena todas as noites, todos os dias e todos os momentos de Praxe! Saber que pelo menos um "bicho" gostou e viveu a tradição como deve ser!Valeu a pena saber que, desta vez, o disse não porque foi obrigado mas porque o sente, de verdade...
[Obrigado D.]
domingo, 24 de janeiro de 2010
What dreams may come
“Eu só queria que envelhecêssemos juntos, que ríssemos um para o outro enquanto os nossos corpos caíam aos bocados que estivéssemos juntos no fim…
Obrigado por todos os teus gestos de bondade.
Obrigado por seres alguém em cuja companhia me orgulhava de estar.
Pela tua coragem, pela tua doçura.
Pelo ar que tinhas sempre e pelo meu desejo constante em te tocar.
Eras a minha vida.
Peço desculpa por todas as ocasiões em que não consegui ajudar-te,
Eu não me perdoo, mas consigo perdoar-te a ti.
Por seres tão maravilhosa que levas um homem a trocar o Céu pelo lnferno só para estar ao pé de ti...
Gostaria que envelhecêssemos juntos. Podemos fazer isso aqui?
Eu quero tudo, desde que seja ao teu lado.
E será.
E que tal voltarmos à Terra?
Que tal renascermos?
É a única coisa que não podemos ter aqui.
Encontrarmo-nos novamente pela primeira vez.
Apaixonarmo-nos.
Como é que eu te encontro? Se te encontrei no Inferno…”
[What dreams may come]
Dedicated To Us, my Dante @@
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Human angels

"Quando perdi tudo, realizei que nada era meu. Nós vimos sozinhos para este mundo e partimos sozinhos. E as pessoas que se cruzam connosco ajudam-nos a fazer o caminho. Mas não são nossas. Somos filhos de uma harmonia que tem um objecto final e que eu não sei qual é. Todos somos importantes mas ninguém pertence a ninguém."
[Inês Baptista, Morrer é só não ser visto]
Primeiro de 2010...

2009: o ano do desafio, o ano da descoberta interior, o ano em que conheci aquele que considero o homem da minha vida, o ano de maior dúvida e incerteza mas também o ano de consolidação de amizades e construção de outras ainda melhores. O ano do fogo, da calma da agua, a força da terra e do ar. Os quatro elementos juntos na minha vida para me mostrarem a verdadeira lição de 2009.
Palavras-Chave: Chocolate, música, amizade, chuva, distância, fogo, guitarra, energia, força, amor, eternidade...
2010: para este ano apenas peço LUZ!
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Feliz Natal..
Gosto do Natal, sempre gostei. Gosto de fazer árvore de natal mesmo quando apenas coloco os enfeites finais e a estrelinha no topo. Gosto de fazer o presépio com musgo artificial e farinha, ainda que seja pela primeira vez. Gosto de ver a casa toda enfeitada com objectos alusivos a esta quadra. Gosto da magia das luzes que iluminam as cidades. Gosto de comer castanhas assadas com o meu namorado ou de beber chocolate quente enquanto lhe sujo o casaco com as palhinhas. Gosto de aprender a fazer os doces de natal, mesmo sabendo que amanha já não me vou lembrar. Gosto de andar pela casa à noite, iluminada pelos efeitos das luzinhas no escuro. Gosto de passear pela cidade de mãos dadas com o Amor e sentir o frio no meu corpo e a paz no meu coração. Gosto de comprar prendas para as minhas verdadeiras amigas, ainda que seja a primeira vez que o faço. Gosto do fogo da lareira que já não existe mas que um dia já aqueceu uma família inteira. Gosto de dar, gosto de dizer que gosto das pessoas, sem um motivo aparente. Gosto de tentar andar de patins no gelo, mesmo quando caio três vezes seguidas. Gosto de trocar prendas sem saber o que me vai calhar. Gosto de ir as compras e querer oferecer tudo a toda a gente. Gosto das minhas prendas, gosto de desembrulhar lentamente, de espreitar, de abanar, de apalpar antes de ver, sabendo que será algo que certamente vou gostar. Gosto quando ofereço presépios miniatura em forma de sino á minha “verdadeira” avozinha e a vejo sorrir de alegria, apenas porque me lembrei dela. Gosto de prendas pequeninas mas com um grande valor simbólico. Gosto do espírito de solidariedade, de amor e de harmonia que existe na minha casa. Gosto de estar sentada com os meus pais a ver filmes infantis o dia inteiro e sentir-me criança com eles, novamente. Gosto do jantar de natal. Gosto de ter de esperar pela meia-noite para abrir as prendas, embora isso quase nunca aconteça. Gosto de imaginar, todos os anos, o meu natal ideal, com a casa cheia e uma família enorme com quem partilhar todos estes momentos. Gosto de pensar que um dia vou conseguir ter um Natal perfeito, embora saiba que nada acontece como desejamos ou planeamos. Gosto de pensar que este foi o melhor Natal que já tive, com verdadeiro significado familiar.
Não gosto de mensagens de Natal feitas, enviadas por pessoas que durante o ano nem sequer falam comigo e se lembram que eu existo só porque é Natal. Não gosto de me sentir “obrigada” a responder a todos os que me mandam mensagens desse género. Não gosto de sentir que não aproveitei uma noite porque bebi demasiado. Não gosto do excesso de consumismo, embora eu também contribua para ele. Não gosto de só se lembrarem das pessoas com dificuldades nestas alturas. Não gosto de as notícias e os jornais usarem esta época para ganharem dinheiro e audiências. Não gosto da Hipocrisia, característica destas alturas. Não gosto de pensar que já não tenho os meus avós como tinha quando era pequena e a família enchia a minha cozinha. Não gosto de já não ouvir barulho de fundo quando falo com os meus pais. Não gosto de me lembrar que o meu avô faz anos dois dias depois do Natal e que eu sinto tanto a falta dele. Não gosto de não ter tempo para estar com a minha família porque a universidade me toma tempo e paciência. Não gosto do Natal terminar sempre, solitariamente, depois de se abrirem as prendas. Não gosto que a noite de Natal termine tão depressa. Não gosto de passar o Natal longe do meu irmão e do meu afilhado de quem morro de saudades. Não gosto de saber que não tenho uma família unida, como gostaria. Não gosto que estes momentos sejam tão efémeros. Não gosto de já não ser criança no Natal, embora saiba o meu sorriso e olhar brilhante vão permanecer para sempre ou pelo menos eu gostava que assim fosse.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Perfect Never Ending Story...

"Look at the way she shakin
Make you want to touch it, make you want to taste it
Have you lustin' for her, go crazy face it


She's so much more than you're used to
She know's just how to move to seduce you
She gone do the right thing and touch the right spot
Dance in you're lap till you're ready to pop
She always ready, when you want it she want it
Like a nympho, the info...
In her fantasy, there's plain to see
Just how it be, on me, backstrokin', sweat soaking
All into my set sheets
When she ready to ride, I'm ready to roll
Different style, different move, damn I like the way you move
Girl you got me thinking about, all the things I do to you
Let's get it poppin' shorty we can switch positions
From the couch to the counters in my kitchen..."

["In the arms of the angel...Fly away from here"]

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