sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Siempre me quedará...

Sempre ficará em mim o gosto doce da presença. Sempre ficará em mim o som da voz, a diferença do idioma dentro de mim. Sempre ficará em mim a esperança que a minha vida dê uma volta de 260 graus e tudo mude novamente. Sempre ficará em mim a paz e calma que sinto. Sempre ficará em mim o vicio de continuar com este "risco", tenho vontade de arriscar tudo novamente só para lhe sentir o gosto no olhar, no corpo, na mente. Sempre ficará no meu pensamento o primeiro dia de tantos messes passados. Sempre me ficará no corpo a sensação de só me sentir eu quando a sua presença existe.Sempre me ficará o desejo de ter para mim esse vicio que se instalou e que teima em não sair. Sempre ficará em mim o sonho de viver longe daqui...de partir para onde esta destinado eu ir, onde me sinto eu, onde me sinto viva, onde me sinto completa. Sempre me ficará o sorriso do mundo nos seus olhos.Sempre me ficara o gosto de não saber como será daqui em diante. Sempre me ficará a recordação da minha consciência me trair quando não queria...Sempre me ficara...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Past.Love.Death.Present.


"Não perdi nada, apenas ilusões de que tudo podia ser meu para sempre..."

(Miguel Sousa Tavares)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Horas Tardias...



[Breaking Benjamin - Forget it]

It's a crime you let it happen to me
Nevermind, I'll let it happen to you
Out of mind, forget it there's nothing to lose
But my mind and all the things I wanted

Everytime I get it I throw it away
It's a sign, I get it, I wanna stay
By the time I lose it I'm not afraid
I'm alive but I can Surely fake it

How can I believe when this cloud hangs over me
You're the part of me that I don't wanna see

Forget it

There's a place I see you follow me
Just a taste of all that might come to be
I'm alone but holding breath you can breathe
To question every answer counted

Just fade away
Please let me stay
Caught in your way

Forget it

It's a crime you let it happen to me
Out of mind, I love it, easy to please
Nevermind, forget it, just memories

On a page inside a spiral notebook

Just fade away
Please let me stay
Caught in your way

I can live forever here

Forget it

How can I believe when this cloud hangs over me
You're a part of me that I don't wanna see

I can live forever here



[Esquecer-te seria esquecer uma parte de mim que já não me pertence...]

sábado, 10 de janeiro de 2009

...


Quando menos esperas, acontece, sem entenderes o porque, o quando ou o onde, simplesmente surge. Não tens que tentar evitar, porque vai acontecer na mesma. Não tens que dizer que não, porque tu própria te vais trair. Não tens que te afastar pois vai procurar-te. Não tens de te esconder, pois vai encontrar-te, onde quer que te estejas. Não tens que sorrir, mostrar-te simpática, estender os braços, chegar mais perto, encontrar-te com. Não. Apenas tens de estar, sozinha, como sempre te encontraste, rodeada de pessoas, como sempre desejaste, e surge. Apenas tens de estar tu própria, a fazer a tua própria vida, com a tua própria personalidade, os teus próprios gestos, a tua própria essência. Não tens que pensar qual será o dia porque nunca o vais adivinhar. Não tens que sonhar com o momento porque nunca será como imaginaste. Não tens que pensar o que vais dizer pois as palavras vão ficar entaladas na tua garganta, sem conseguirem sair. Não tens que pensar o que levarás vestido, pois nunca saberás qual o momento. Não tens que associar o momento a uma música porque não existe música capaz de traduzir aquilo que vais sentir. Não tens que imaginar uma pintura que não sabes fazer ou mesmo um instrumento que não sabes tocar. Não tens que te deitar e pensares no assunto, porque a imagem não vai surgir na tua mente. Não tens que pensar que vais sonhar com, pois quando menos esperas, os teus sonhos são invadidos…

Morderam-te o coração ao mais alto nível.
Parabéns.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Mistura de Chamas.



“Não tivemos tempo para nada, o tempo é um ladrão, mas tu és um ladrão ainda mais esperto, porque roubas tempo ao tempo e foi assim que entraste a saíste da minha vida como um furacão, chamei-te El Niño e tu riste-te com a tristeza das crianças quando estão cansadas, e eu agora vou assistindo a cada dia que passa ao crescimento de um fosso imenso entre nós, apesar de todo o amor que sentimos um pelo outro. Aprendi a deixar partir as pessoas porque sei que nascemos e morremos sozinhos, que tudo o que é realmente importante na vida descobre-se e aprende-se na solidão.

Só há uma maneira de uma pessoa ser mesmo feliz, sabes qual é?
Aprende-se com o tempo e descobre-se com a vida. É o truque mais difícil do mundo para quem nunca o recebeu e mais fácil para quem já o teve. Quando quiseres descansar e olhar para dentro, verás que não é assim tão difícil. Como tudo o resto, é só querer.


É muito difícil voltar a amar. Amar sem tempo, sem exigências, sem medo. Amar por amar, querer sem pensar, sonhar sem recear, deixar o barco partir outra vez. O barco balança mas a âncora não sobe, as velas enrolam-se de recato e cansaço, o vento não sopra e muito pouco muda. Mas porque é impossível sobreviver no deserto ou navegar para sempre, há instantes de amor, momentos perfeitos em que sentimos outra vez o sangue a ferver, os olhos mudam de cor e as mãos voltam, por breves segundos, a entrelaçar-se, quando alguém nos diz ao ouvido:
- Estás enganada, pode ser isto o amor.
E pode, e deve e nós até queremos que seja, mas o coração não obedece a nada senão à sua própria vontade e o amor continua a ser um mistério que não sabemos como começa nem quando acaba."


[Margarida Rebelo Pinto]

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Nao sei pintar...



Pego no pincel e nas tintas. Não sei desenhar, não sei pintar mas vou arriscar. A tela está vazia. Gostava de me sentir assim, nova, branca, vazia…pronta a pintar! Mas não. As tintas da minha tela interior estão gastas de tanto serem repintadas, redesenhadas, riscadas, apagadas. Tem um aspecto velho (Dizem que são mais valiosas!). Algumas partes já estão tão surradas que fazem buraquinhos pequeninos, parecidos com os picotados que fazíamos na primária, com um pedaço de esponja por baixo. Acho é por ai que entra e sai a dor. A dor tem cor?. A minha dor tem várias cores. Uns dias é amarela e quente como o sol, outros dias pintada com leves tons de azul, tem segundos que é vermelha como a paixão, outros que tem rabiscos de roxo, de preto e branco. As dores têm várias formas, várias cores, vários cheios e sabores, são personalizadas e sentidas de forma individual, havendo excepções, raras, em que são dores colectivas (uma intoxicação sentimental, por exemplo).

Pego no pincel e nas tintas. Não sei desenhar, não sei pintar, mas vou arriscar. Pego no lápis, e ainda a tremer, faço um risco. Não me faz sentido, não me diz nada, mas volto a tentar. Faço outro risco, acompanhado de sombras e contínuo. Parece-me menos mal, desta vez… O resultado: duas caras cheias, dois olhos abertos mas que não se vêem, dois braços que não se abraçam, duas pernas que não andam, dois corações que não querem sentir…

Pego no pincel e nas tintas. Não sei desenhar, não sei pintar, mas vou arriscar…

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Cruzamentos.

Noites sem fim. Escrevo no ar, aquilo que quero que entendas, sem palavras. Escrevo com o corpo, aquilo que estou a sentir. Escondo as feridas e tapo as cicatrizes para que não tenhas pena nem compaixão de mim, para que não fujas, como os outros, dos meus fantasmas. Não gostava que fugisses, quem sabe desta vez é diferente. Quem sabe desta vez o sorriso não se desvanece. Quem sabe desta vez o abraço se prolongue. Recuso a paixão. Recuso nomear sequer aquilo que me preenche de forma tão intensa e mágica. Recuso-me a querer-te mais do que já te quero. Se há alturas em que acredito no poder da razão, esta é uma delas. A doçura que nos envolve tem o teu nome. A suavidade de um beijo que preenche inteiramente um segundo. O toque mais leve e ao mesmo tempo mais seguro que senti. A essência. Os sentimentos não têm nome nem prazo de validade. Noites sem fim… ocorridas num minuto, sentidas ao segundo, intensas nas horas…

["Marco o teu número 1000x só quero apanhar-te"]

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Morder-te o coração...




A eterna criança apaixonada. a mulher de 20 anos que abriga dentro dela uma criança de 5...um misto de magia, mistério e surpresa...aquela que gosta de morder o coração das outras pessoas...com as palavras...aquela que gosta de ser mordida por dentro...da forma mais intensa possível...

Morder-te o coração.
Uma nova paixão.
Um novo visual.
Merecemos.



["Sozinha pode ser sempre a dois! afinal não somos completos sozinhos!"]

sábado, 3 de janeiro de 2009

O imprevisível torna-se (sempre) mais um vicio!



VOCES.o video."eu nunca". sessão de fotos. pessoas novas. sentimento de união. FAMILIA. carinho. celeiros. concertos brutais. melhor pda. melhor fim de noite. melhor que isto? IMPOSSIVEL =)



[O que foi que aconteceu - Ana Moura]

Aconteceu
Eu não estava à tua espera
E tu não me procuravas
Nem sabias quem eu era
Eu estava ali só porque tinha que estar
E tu chegaste porque tinhas que chegar

Olhei para ti
O mundo inteiro parou
Nesse instante a minha vida
A minha vida mudou
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos?
O que foi que aconteceu?
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos, meu amor?
O que foi que aconteceu?

Aconteceu
Chama-lhe sorte ou azar
Eu não estava à tua espera
E tu voltaste a passar
Nunca senti bater o meu coração
Como senti ao sentir a tua mão
Na tua boca o tempo voltou atrás
E se fui louca
Essa loucura
Essa loucura foi paz
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos?
O que foi que aconteceu?
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos, meu amor?
O que foi que aconteceu?

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Pedaços de mim que ficam...



2008.

Este foi o ano da descoberta. Descobri a amizade, a verdadeira. Para mim, a amizade é um processo que se constrói, todos os dias um bocadinho, por duas pessoas que gostam uma da outra, com demonstrações ou não, com palavras ou não, com silêncio ou não, com sorriso ou não, é apenas saber estar. Quando está apenas um, quando se fazem julgamentos, quando se fala sem se conhecer, quando não se respeita a individualidade do outro nem se preocupa em saber como ele se sente, se está bem ou mal e não se respeita a sua dor, não vale a pena insistir mais. A amizade para mim é muito mais que isso. A amizade não é medo, não é insegurança, não é despersonalização, não é inveja. A amizade é algo que nos põe um sorriso no rosto, que nos aproxima das pessoas, com quem podemos dizer aquilo que nos vem a cabeça, com quem podemos contar para uma gargalhada mas também para um abraço, um conforto. Quando queremos desabafar, a última coisa naquele momento que queremos é sermos julgados, ainda mais por pessoas tão significativas. Merecemos ouvir as verdades, por muito duras que sejam, mas não sermos julgados pelo que somos ou fazemos. Não podem querer que cresçamos de um dia para o outro e as criticas não ajudam, em nada. Pelo contrário, apenas magoam mais a cada dia e faz com que nos afastemos. E “amizade” dissolve-se.

Este ano foi o ano das paixões. Descobri que sou uma mulher de paixões assolapadas, que tenho que estar constantemente apaixonada para me sentir viva. Apaixonada pela minha família, pelos meus amigos, pelo meu curso, pelos meus projectos e quem sabe…por um homem merecedor. Descobri que é a paixão que me dá forças, que é o olhar brilhante que me faz ser realmente feliz, que é esta excitação que me provoca que me faz ser tudo aquilo que sou. Descobri que gosto de ser quem sou, da forma que sou, todos os dias, sem excepção. E quem gosta verdadeiramente de mim, gosta deste jeito mesmo. Infantil. Mimada. Inteligente. Sensível. Carinhosa. Insegura. Corajosa. Lutadora. Determinada. Vaidosa. Solidária. Lamechas…

Este ano foi o ano do amor. Descobri que os sentimentos podem surgir em duas semanas e durar um ano. Descobri que as pessoas não mudam, adaptam-se temporariamente. Descobri, também, que não vale a pena insistir em sentimentos individuais, que já terminaram há muito tempo mas que o que persiste é uma habituação. Descobri que ser sincera e verdadeira, despir uma alma para uma pessoa que pensamos ser o amor da nossa vida, não é uma boa opção. Por muito que se ame, por muito que se lute, por muito que se queira a pessoa para a toda a vida, deve haver sempre um mínimo de protecção, a nossa concha deve estar sempre pronta a nos receber de volta, no momento certo. Descobri que embora sinta sempre a falta de alguém, o que gosto mesmo é de estar sozinha. Independente de ninguém, a nível emocional.

Este foi o ano dos projectos. Quando 2008 começou, disse para mim mesma “este ano vou fazer aquilo que já quero fazer há muito tempo e que não fazia por preguiça” e assim fiz. Houve muitos dias cansativos, de trabalho acumulado, alguns desajustes de sono e de paciência, mas foi a melhor coisa que podia ter feito, até hoje. Os meus novos projectos proporcionaram-me conhecer muitas pessoas, desenvolver projectos, tornar-me mais (euro) activa, inserida dentro de uma fundação que me abriu as portas para os sonhos e para outros países também.

Este ano foi ano da família. Finalmente as pontas dos laços voltaram a unir-se. As aproximações chegaram ao coração e o bem-estar regressou, os mimos e o carinho são a constante dos meus dias, das pessoas mais importantes para mim nesta vida. Tudo isso graças a um pequeno “empurrãozinho” mental que me fez lutar pelo meu tesouro esquecido, a minha família. No final deste ano ganhei ainda uma “avozinha”, que me mostrou que a vida pode ser muito negra, que podemos sempre ter muita tristeza nos nossos dias mas que quando sabemos chegar ao coração, pelo menos durante algumas horas, as pessoas conseguem ser felizes, mesmo que depois os olhos voltem a ficar baços e o sorriso se dissolva. Aprendi a ouvir a mesma história todos os dias, a me perguntarem sempre a mesma coisa como se fosse a primeira vez e a saber sorrir, como da primeira vez.


Agora quero receber 2009 com um sorriso! =)


























terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Devorar palavras...



Vicio adquirido. Tenho uma enorme vontade de ler. Ler todas as palavras que não li até hoje, apetecia-me ter muitas e muitas horas para ler tudo aquilo que não li durante todo este tempo. Poderia estar semanas, meses a ler aquilo que não li até hoje. Porque sou preguiçosa, porque digo não ter tempo, porque talvez tenha medo de me rever num livro e não saiba reagir á explosão de sentimentos que ele possa gerar. Coragem. Sinto uma enorme necessidade de ler, página por página, pensamento por pensamento, ávida de mais, cada vez mais. Preciso de ler, de voltar a ler como lia antes, ler as palavras, os textos, as páginas, os sentimentos, as emoções, as pessoas. Sinto-me com tanta força para devorar todos esses momentos que, por instantes, me sinto grande.
Um dia vou escrever um livro. Talvez conte a minha história. Talvez conte a história de outras pessoas. Outras pessoas que não são eu e que fazem parte de mim ao mesmo tempo. Um dia vou editar um livro, não um livro qualquer, quero um livro que descreva algo de diferente, algo pessoal, algo muito meu, algo de inconfundível. Um dia vou escrever um livro. Esta noite, deixando os sonhos de lado, não quero escrever um livro mas sim devorar a minha mais recente e apaixonante aquisição. Sinto que vou ler a noite toda, vou saborear todos aqueles sentimentos que aquelas palavras conseguem reproduzir dentro de mim. Quem sabe faça uma loucura e arranje forma de ver este teatro. Quem sabe…Por hoje, quero preencher as restantes horas desta noite com aquelas páginas que não são nada mais que a realidade estampada nas letras nas palavras. Esta noite vou devorar palavras…

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Rever-me na música...

Um desafio da minha Gémea Giga para mim:

O desafio consiste no seguinte:

1 - Escolher uma foto individual;
2 - Escolher uma banda ou artista;
3 - Responder às perguntas do desafio com músicas da banda/artista escolhido;
4 - Desafiar mais quatro pessoas.

Banda/Artista: Alicia Keys

1. És homem ou mulher? A woman's worth
2. Descreve-te: Your secrets
3. O que as pessoas acham de ti? Superwoman
4. Como descreves o teu último (antes do actual) relacionamento? Heartburn
5. Descreve o estado actual da tua relação amorosa: Lesson Learned
6. Onde querias estar agora? Sweet Day
7. O que pensas a respeito do amor? Don't Give Up
8. Como é a tua vida? Fight
9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Prelude To A Kiss
10 Escreve uma frase sábia: “Porque um homem só é um homem se for um homem o suficiente...

Para amá-la quando você estiver certa
Para amá-la quando você estiver errada
Amá-la quando estiver fraca
Amá-la quando estiver forte ( Amar quando você estiver forte)
Te deixar pra cima quando o mundo estiver te deixando pra baixo
Ele lhe dá seu último, porque pensa em você primeiro
Dando-lhe conforto, quando ele acha que você está machucada
Isso que é feito quando você realmente ama alguém


As próximas vítimas são:
Cláudia Silva, Denise, Sara e Rubi =)

Oba!!

sábado, 20 de dezembro de 2008

Por outras palavras...


Só hoje senti
que o rumo a seguir
levava pra longe
senti que este chão
já não tinha espaço

pra tudo o que foge
não sei o motivo pra ir
só sei que não posso ficar
não sei o que vem a seguir
mas quero procurar


e hoje deixei
de tentar erguer
os planos de sempre

aqueles que são
pra outro amanhã
que há-de ser diferente

não quero levar o que dei
talvez nem sequer o que é meu
é que hoje parece bastar
um pouco de céu
um pouco de céu

só hoje esperei
já sem desespero

que a noite caísse
nenhuma palavra
foi hoje diferente

do que já se disse
e há qualquer coisa a nascer
bem dentro no fundo de mim
e há uma força a vencer
qualquer outro fim


não quero levar o que dei
talvez nem sequer o que é meu
é que hoje parece bastar
um pouco de céu
um pouco de céu

[Um pouco de céu - Mafalda Veiga]


[Por vezes, um pouco de céu, nosso, é o suficiente!]

Nas linhas anteriores...


[Por outras palavras – Mafalda Veiga]

Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
Mais uma madrugada
Ninguém disse que o riso nos pertence
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
Mais uma gargalhada
E deixar-me devorar pelos sentidos
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundo

E morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim

[Balançar - Mafalda Veiga]

Pedes-me um tempo para balanço de vida
mas eu sou de letras não me sei dividir
para mim um balanço é mesmo balançar
balançar até dar balanço e sair


Pedes-me um sonho para fazer de chão
mas eu desses não tenho
só dos de voar
e agarras a minha mão com a tua mão
e prendes-me a dizer que me estás a salvar

De quê? De viver o perigo? De quê? De rasgar o peito com o quê?
De morrer mas de que paixão?
De quê? Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde e não ter,
nem sentir o vento ardente a soprar o coração



["O Imprevisível acaba por se tornar (sempre) mais um vicio"]

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

(Re)começar,encontrar,definir



A vantagem de vivermos muito tempo é podermos começar de novo sempre que quisermos. Sinto sempre que cada vez que tentar fazer um "re-start" que não vou conseguir e que vou cometer sempre os mesmos erros, porque sou especialista em bater com a cabeça na parede duas, três, quatro vezes..etc. No entanto, não deixo de tentar fazer tudo novamente só porque já fracassei algumas vezes."Aquilo que não nos mata,só nos torna mais fortes". Foi com o meu primeiro fracasso que aprendi a saber fracassar, aprendendo no momento seguinte a limpar as lágrimas e seguir em frente,a erguer-me. Estamos sempre a mudar e tentar adaptar nos a essas mudanças,constantemente, pelo que, é perfeitamente legitimo querermos (re)começar muitas vezes,para tentar fazer tudo "certinho". O pior é que quando nos apercebemos de que nunca o fizemos nem o vamos fazer, que aquele momento já passou,que não volta atrás e que temos de aprender a viver com ele e com as suas consequências, por mais dores de cabeça que isso nos cause, por mais lágrimas que nos roubem,por mais raiva que nos provoquem, por mais insegurança que nos transmita. São eles que nos fazem aprender,são eles que nos fazem evoluir.
O tempo deu-me a hipótese de recomeçar tudo de novo,de andar um pouco para trás levando comigo as lições presentes e ver em cada sorriso uma nova cor,em cada gesto uma intenção diferente,em cada olhar um novo alcance...mostrou-me os erros,as faltas cometidas,os maus julgamentos,os sentimentos que são/eram verdadeiros ou não e desenhou-me um novo caminho, uma nova oportunidade...

Re-começar um novo caminho para um destino diferente...
Re-encontrar a essência que deixei em algum lugar,por segundos...
Re-definir objectivos,percursos,atitudes...

"Viver a vida que eu não vivi da forma que eu não imaginei,que eu não escolhi!!"

domingo, 14 de dezembro de 2008

O verdadeiro anjo.


"Há quanto tempos nos conhecemos? Parece que desde sempre fizeste parte da minha vida!"

"Há 2 anos e meio..."

"Por mais gente que mude na minha vida... tu estás sempre lá"



O verdadeiro anjo. Aquele que sempre me levantou e que eu sempre consegui fazer sorrir, uns dias tu, outros dias eu, aquele com quem partilhei muitos bons e maus momentos da minha vida. Não importa há quanto tempo nos conhecemos, importa sim, tudo o que conseguimos construir até hoje, sempre tão "perto". Importa sim todas as noites e tardes e dias inteiros que não nos "largávamos" sempre com as nossas brincadeiras e parvoíces. Somos muito iguais, sempre fomos, ao ponto de pensarmos sermos almas gémeas lembraste? Até era a tua namorada via telefónica :P. Parecíamos duas crianças a brincar com o fogo, mas tudo isso nos fez compreender o quanto gostamos um do outro, o quanto valeu a pena tudo o que passámos, o quanto a distância fortaleceu este tão grande sentimento. Sempre tão verdadeiro, tão doce e tão intenso...assim são as VERDADEIRAS AMIZADES!

Uma guitarra e uma rosa. A rosa pelo respeito que sempre tivemos e mantemos um pelo outro, todos os dias. A guitarra porque foi a música que nos uniu. A música interior, a musica das palavras, a musica dos sons e até a música do silêncio.A música. A nossa música...

Parabéns a Nós <3 @


sábado, 13 de dezembro de 2008

"Cinderela"


"Como eu disse, não é nada de especial ou pelo menos não é a minha intenção que o seja, quero apenas deixar-te algo que acho que já merecias ao fim de todo este tempo de dedicação a mim e a este grupinho que (re)encontramos! Foi uma noite sem dúvida muito interessante! Por entre sabores desconhecidos e comidas novas viajámos nas nossas recordações, naquilo que foi e é a nossa vida, os nossos sonhos, os nossos desejos, as nossas aspirações. Por entre vozes que se juntaram para cantar sobre a tristeza que emana das saudades do antes descobri uma pessoa espectacular, ou melhor, tive a certeza de que és uma pessoa na qual posso mesmo confiar e construir aquela amizade, como se diz, incondicional? para toda a vida? algo do género... Por entre acordes e notas de ontem e de hoje revivemos a nossa infância, por entre maça-canela descobrimos como é bom "estar" com o outro, escutando o seu silencio, com uma voz magnifica como fundo! Por entre horas e minutos que voaram conheci a menina da primária e a mulher que se transformou, que chorou, que gritou de raiva mas que continua a saber sorrir e saber amar os amigos com esse gostinho doce de um gelado frito! Quero mais do mesmo,muitas e muitas vezes! Aqui <3"

por: Niz para Ela" :)

As melhores amizades são aquelas que guardamos desde a nossa meninice

"Hoje apetece.me dizer coisa bonita :)"

13 de Dezembro 2008-> o dia das recordações

Recortes anónimos...

"...Há pessoas que se apaixonam várias vezes por ano, outras que só se apaixonam uma ou duas vezes numa década, outras ainda que só se apaixonaram uma vez na vida e algumas, as mais tristes, que nunca se apaixonaram. E há ainda aquelas pessoas que estão sempre apaixonadas, como se o amor fosse uma droga dura. E é.
Por isso é muito frequente que toxicodependentes em pleno programa de recuperação se apaixonem. As drogas criam dependência, o amor também. As drogas dão às pessoas momentos de felicidade e de bem estar, o amor também. A privação dá grandes ressacas e um desgosto de amor também.
Demora-se mais tempo a esquecer do que seria desejável. As nossas células não são racionais nem passíveis de lavagens cerebrais. É uma dor que fica no peito e que dói e que dura.

Mas um dia passa. E quando passa, podemos começar tudo outra vez do zero: o desgoverno dos batimentos cardíacos, as palmas das mãos suadas, a garganta seca, a falta de sono e de apetite e uma vontade imensa de conquistar o mundo. As mensagens parvas, os emails apaixonados, carregados de MP3 para cada momento, estradas e rotas, aviões, carros e comboios que são como asas do nosso desejo e as cores do mundo mais nítidas sob o nosso olhar enfeitiçado.
O estado de graça pode ser temporário, mas a memória é eterna e será sempre perfeita. É preciso acreditar como da primeira vez, é preciso confiar, é preciso pensar que a tal pessoa certa para nós existe mesmo e que todos podemos ter sorte na vida.

É claro que não há receitas mágicas, mas manter o espírito aberto, o optimismo e o romantismo ajudam à festa. E depois, é como na cozinha, use a sua imaginação. Doses q.b. de sal e pimenta, de açúcar e de ovos, de mimo e de respeito, de cama e de conversa, de profundidade e de risota, de amor e de humor, de desejo e de paz.
Dá trabalho, mas também dá prazer. E quem corre por gosto nunca se cansa, mesmo quando pensa que já não consegue correr. Consegue sempre, basta querer!!"

Vai na volta e até faz sentido... ;)

Vai na volta e algumas coisas ainda valem a pena!=P

Deficiente! =P @



[Só porque gosto dos teus dias lamechas...em que mostras coisas bonitas@]

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Walking away.


I'm walking away from the troubles in my life...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Esta noite..

Não.
Não quero adormecer mais uma noite sem ti.
Não.
Não quero que esta noite acabe igual a todas as outras, sozinha.
Não.
Não hoje, não esta noite, não agora, por favor…
Não.
Quero poder-te ouvir a tua voz perto do meu ouvido.
Quero poder sentir-te arder diante de mim.
Quero poder dizer-te em silencio tudo aquilo que fica por dizer.
Não.
Não quero adormecer nesta cama fria e grande para uma pessoa só.
Não.
Não quero deixar de sentir que também estás comigo.
Não.
Não quero dizer-te tudo o vai dentro de mim, não hoje.

Hoje apenas não quero adormecer e ter mais um dia normal, sem ti.
Ocupaste-me.