sábado, 6 de março de 2010

With or without you


5 de Março de 2009

"I can't live with or without you..."

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Vou contar-te um segredo...

"Ao espelho, onde vês o reflexo entre o homem que és e aquele que gostarias de ser, respiras fundo e desejas que essa mulher chegue um dia, não demasiado cedo para te assustar nem demasiado tarde, porque, entretanto, pode aparecer outra e tu vais deixar-te ir, convencido de que é essa, e não eu, a mulher da tua vida.

O que tu não sabes, meu querubim cansado, é que do outro lado do espelho eu te vigio, como se fosse o teu avesso, e te protejo como se fosse o teu presente, e te desejo, como se pudesse ser o teu futuro.

Mas ainda é demasiado cedo, é ainda tempo de guardar no silêncio dos dias a vontade de te querer. É ainda de manhã, tu estás atrasado para o trabalho e eu estou adiantada na tua vida. Por isso respiro fundo do outro lado da tua imagem e espero - sentada no baloiço, lá mesmo em cima, para que não me vejas - que um dia dês o salto para o outro lado da tua vida. E sejas quem sempre sonhaste, para que te vejas ao espelho como eu já te vejo. Como és."

[Margarida Rebelo Pinto in "Vou contar-te um segredo..."]

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Meu amor, não é tarde nem cedo para quem se quer tanto...

“(…) Nietzsche, que tinha tanto de louco como de sábio, escreveu que a grandeza de um homem está em ser uma ponte e não uma meta. Mas ninguém consegue construir uma ponte sozinho, nem carregar um piano, nem mudar uma casa, por isso aprendi algo mais difícil; aprendi a ficar quieta quando aquilo que mais quero e desejo não depende só de mim. E com essa nova e preciosa lição veio a paz, a tranquilidade, a harmonia dos dias sossegados e das noites de sono profundo.
(…)
Cada escravo carrega a chave da sua liberdade. E tu tens a tua perdida no fundo do mar. Do teu mar de dúvidas, de solidão, de incertezas, por detrás do teu muro de auto-suficiência onde te escondes, imaginando-te protegido por uma armadura, porque cresceste sozinho num mundo que te era estranho e que agora se tornou familiar, mas que não faz parte do teu passado nem combina bem com a tua herança genética.
(…)
Cada vez que converso contigo ou te escrevo a pedir-te que aprendas a ser livre, porque acredito que só assim conseguirás aproximar-te dos teus sonhos, respondes-me com amargura e silêncio.

Temo que tudo o que escrevo ou digo não sirva para nada
.(...)”

[Margarida Rebelo Pinto in "Diário da Tua Ausência"]

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Broken Strings



You can't play on broken strings
You can't feel anything
That your heart don't want to feel
I can't tell you something that ain't real

Oh the truth hurts
And lies worse
How can I give anymore
When I love you a little less than before


[ A verdade é mesmo esta. Não se pode tocar com cordas partidas. Não dá, nem tentem. Ou se arranjam as antigas e se volta a tocar a mesma melodia ou se compram cordas novas. Sem cordas não se toca, sem se tocar não há música, sem música não há sintonia. As pessoas não são cordas mas a melodia tem de continuar...e eu sem música não vivo. Ponto Final. ]

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Manifesto Manifesto


"Querem os nossos sentimentos pois então aqui os têm. Bem ou mal, é isto. Viemos para Évora, muitos de nós, porque tínhamos um sonho, um sonho que era o Teatro, era uma palavra tão estranha como o sonho que cegamente habitávamos. Viemos com a esperança ilusória de que o nosso sonho ou a determinação obstinada do nosso coração nos tinham guiado a este lugar estranho habitado por corpos e palavras e uma imaginação que voava livremente. Eu quero falar-vos de liberdade. Eu quero falar-vos de paixão. Eu quero falar-vos de sonhos. A liberdade é sempre minha. Sempre. Isso é inquestionável. Para me exprimir plenamente, a minha criação não pode ser moldada de acordo com interesses pessoais de outros ou por questões estéticas alheias. Aqui só há interesses, só isso. E os interesses de uns influenciam o crescimento da criação de pessoas que vieram atrás de uma peixão, de sonhos, que vieram atrás de uma liberdade que só pode ser alcançada por meios artísticos. Tenho cada vez mais a noção de que se não me pudesse exprimir aqui no teatro e por formas artísticas, eu, pessoalmente, já estava preso por atentado ao pudor, por exemplo. O problema não são só os interesses. O problema é a falta de compreensão, a falta de paixão, a falta de coração, a falta de vontade. Focamos os nossos problemas no lixo que se acumula, nas fracas infra-estruturas, nas deficientes condições sanitárias e esquecemo-nos de uma lição que o Teatro nos ensinou. Que o teatro não é uma coisa material – tendemos sempre a desviar a nossa atenção disso. E desviamos do quê? Podem vocês perguntar. Chama-se paixão. Chama-se estar apaixonado. Estar apaixonado é cuidar e não desistir quando estamos magoados. Somos pequenos quase sempre e esquecemo-nos de que a universidade não serve para comer e calar, mas para comer e dar a comer de volta, mesmo quando algumas pessoas não têm a boca aberta. Não vim para aqui para ser mais um. Quero marcar a diferença. Como posso fazê-lo quando quem me deveria abrir as asas cortamas? Quando os que me deveriam fazer crescer me empurram mais para baixo? Somos pequeninos e os grandes matam-nos os sonhos. Se calhar de alguma coisa que nunca sentimos vivo. Andam-se aí a matar palavras. Mostram-nos mundos só para dizer que não podemos tocar. Ou podemos tocar mas não podemos provar. Fazem o papel de Deus quando são só humanos que se esqueceram daquilo que um dia também amaram. Não sou de guerras nem de lutas. Sou artista, sou vulnerável. Não brinquem com aquilo que amo. Não me impinjam tempos, nem formas, nem matérias. O teatro é livre e só assim é que vale a pena. Nós somos livres e só assim é que os sonhos e o amor permanecem vivos. Mesmo quando tudo parece morto, estático, inerte e sem solução.
Hoje o meu pai chorou comigo ao telefone por eu já não querer estar aqui, porque me ouviu chorar. E disse-me, mas gostas tanto disso, gostavas tanto de estar aí. E o que é que eu digo a isto? Agora não tenho nada para dizer. Há um homem que admirei a minha vida toda, que dizia, como se falasse comigo. “Mais vale morrer de pé do que viver ajoelhado”. Acabou-se o tempo de silêncio, de fingir que as atitudes não magoam, e que nós só temos de comer. Isto sou eu a arrotar e cheira quem quer. A arte não vale a pena se não a mudarmos, se não gritarmos bem alto, se não exprimirmos, se não fizermos ouvir o nosso pé a bater no chão. Se não estamos aqui para marcar vidas então estamos aqui para quê?"
Cláudia Miriam, Daniel Moutinho, Joana Velez e Tânia Dias.
3º ano do curso de Teatro da Universidade de Évora.
Projecto O.V.N.I.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Até Já!



PRÓXIMA PARAGEM: MUDAR DE VIDA!!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Aceitação incondicional

(...)“Aceitar é construir sobre a realidade que conheço, que tenho. Aceitar-se pressupõe conhecer-se, saber interrogar-se e amar-se. Aceitar-se implica auto-estimar-se. A auto-estima é a auto-avaliação amorosa do nosso próprio conceito. Por outras palavras, é a aceitação positiva incondicional do que somos, sentindo-nos pessoas valiosas.” Aceitar-se é a possibilidade de dialogar de verdade consigo mesmo. Quando conseguimos dialogar com o nosso mundo interior e aceitá-lo de forma incondicional, estaremos mais aptos a aceitar um possível problema que possa surgir(...).

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Quatro meses depois...


"Obrigado pela praxe que me deste. Foi com grande determinação, sujidade, pulmões e figado que passei por este tempo, e hoje te agradeço pelo que me fizeste passar."

Após quatro meses "ouvir" isto fez valer a pena todas as noites, todos os dias e todos os momentos de Praxe! Saber que pelo menos um "bicho" gostou e viveu a tradição como deve ser!Valeu a pena saber que, desta vez, o disse não porque foi obrigado mas porque o sente, de verdade...


[Obrigado D.]

domingo, 24 de janeiro de 2010

What dreams may come

Eu só queria que envelhecêssemos juntos, que ríssemos um para o outro enquanto os nossos corpos caíam aos bocados que estivéssemos juntos no fim…

Obrigado por todos os teus gestos de bondade.
Obrigado por seres alguém em cuja companhia me orgulhava de estar.
Pela tua coragem, pela tua doçura.
Pelo ar que tinhas sempre e pelo meu desejo constante em te tocar.
Eras a minha vida.
Peço desculpa por todas as ocasiões em que não consegui ajudar-te,
Eu não me perdoo, mas consigo perdoar-te a ti.

Por seres tão maravilhosa que levas um homem a trocar o Céu pelo lnferno só para estar ao pé de ti...


Gostaria que envelhecêssemos juntos. Podemos fazer isso aqui?
Eu quero tudo, desde que seja ao teu lado.
E será.
E que tal voltarmos à Terra?
Que tal renascermos?
É a única coisa que não podemos ter aqui.
Encontrarmo-nos novamente pela primeira vez.
Apaixonarmo-nos.

Como é que eu te encontro? Se te encontrei no Inferno…”



[What dreams may come]
Dedicated To Us, my Dante @@

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Human angels


"Quando perdi tudo, realizei que nada era meu. Nós vimos sozinhos para este mundo e partimos sozinhos. E as pessoas que se cruzam connosco ajudam-nos a fazer o caminho. Mas não são nossas. Somos filhos de uma harmonia que tem um objecto final e que eu não sei qual é. Todos somos importantes mas ninguém pertence a ninguém."


[Inês Baptista, Morrer é só não ser visto]

Primeiro de 2010...


2009: o ano do desafio, o ano da descoberta interior, o ano em que conheci aquele que considero o homem da minha vida, o ano de maior dúvida e incerteza mas também o ano de consolidação de amizades e construção de outras ainda melhores. O ano do fogo, da calma da agua, a força da terra e do ar. Os quatro elementos juntos na minha vida para me mostrarem a verdadeira lição de 2009.

Palavras-Chave: Chocolate, música, amizade, chuva, distância, fogo, guitarra, energia, força, amor, eternidade...

2010: para este ano apenas peço LUZ!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal..



Gosto do Natal, sempre gostei. Gosto de fazer árvore de natal mesmo quando apenas coloco os enfeites finais e a estrelinha no topo. Gosto de fazer o presépio com musgo artificial e farinha, ainda que seja pela primeira vez. Gosto de ver a casa toda enfeitada com objectos alusivos a esta quadra. Gosto da magia das luzes que iluminam as cidades. Gosto de comer castanhas assadas com o meu namorado ou de beber chocolate quente enquanto lhe sujo o casaco com as palhinhas. Gosto de aprender a fazer os doces de natal, mesmo sabendo que amanha já não me vou lembrar. Gosto de andar pela casa à noite, iluminada pelos efeitos das luzinhas no escuro. Gosto de passear pela cidade de mãos dadas com o Amor e sentir o frio no meu corpo e a paz no meu coração. Gosto de comprar prendas para as minhas verdadeiras amigas, ainda que seja a primeira vez que o faço. Gosto do fogo da lareira que já não existe mas que um dia já aqueceu uma família inteira. Gosto de dar, gosto de dizer que gosto das pessoas, sem um motivo aparente. Gosto de tentar andar de patins no gelo, mesmo quando caio três vezes seguidas. Gosto de trocar prendas sem saber o que me vai calhar. Gosto de ir as compras e querer oferecer tudo a toda a gente. Gosto das minhas prendas, gosto de desembrulhar lentamente, de espreitar, de abanar, de apalpar antes de ver, sabendo que será algo que certamente vou gostar. Gosto quando ofereço presépios miniatura em forma de sino á minha “verdadeira” avozinha e a vejo sorrir de alegria, apenas porque me lembrei dela. Gosto de prendas pequeninas mas com um grande valor simbólico. Gosto do espírito de solidariedade, de amor e de harmonia que existe na minha casa. Gosto de estar sentada com os meus pais a ver filmes infantis o dia inteiro e sentir-me criança com eles, novamente. Gosto do jantar de natal. Gosto de ter de esperar pela meia-noite para abrir as prendas, embora isso quase nunca aconteça. Gosto de imaginar, todos os anos, o meu natal ideal, com a casa cheia e uma família enorme com quem partilhar todos estes momentos. Gosto de pensar que um dia vou conseguir ter um Natal perfeito, embora saiba que nada acontece como desejamos ou planeamos. Gosto de pensar que este foi o melhor Natal que já tive, com verdadeiro significado familiar.

Não gosto de mensagens de Natal feitas, enviadas por pessoas que durante o ano nem sequer falam comigo e se lembram que eu existo só porque é Natal. Não gosto de me sentir “obrigada” a responder a todos os que me mandam mensagens desse género. Não gosto de sentir que não aproveitei uma noite porque bebi demasiado. Não gosto do excesso de consumismo, embora eu também contribua para ele. Não gosto de só se lembrarem das pessoas com dificuldades nestas alturas. Não gosto de as notícias e os jornais usarem esta época para ganharem dinheiro e audiências. Não gosto da Hipocrisia, característica destas alturas. Não gosto de pensar que já não tenho os meus avós como tinha quando era pequena e a família enchia a minha cozinha. Não gosto de já não ouvir barulho de fundo quando falo com os meus pais. Não gosto de me lembrar que o meu avô faz anos dois dias depois do Natal e que eu sinto tanto a falta dele. Não gosto de não ter tempo para estar com a minha família porque a universidade me toma tempo e paciência. Não gosto do Natal terminar sempre, solitariamente, depois de se abrirem as prendas. Não gosto que a noite de Natal termine tão depressa. Não gosto de passar o Natal longe do meu irmão e do meu afilhado de quem morro de saudades. Não gosto de saber que não tenho uma família unida, como gostaria. Não gosto que estes momentos sejam tão efémeros. Não gosto de já não ser criança no Natal, embora saiba o meu sorriso e olhar brilhante vão permanecer para sempre ou pelo menos eu gostava que assim fosse.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Perfect Never Ending Story...



"Look at the way she shakin
Make you want to touch it, make you want to taste it
Have you lustin' for her, go crazy face it






She's so much more than you're used to
She know's just how to move to seduce you
She gone do the right thing and touch the right spot




Dance in you're lap till you're ready to pop
She always ready, when you want it she want it
Like a nympho, the info...


In her fantasy, there's plain to see
Just how it be, on me, backstrokin', sweat soaking
All into my set sheets
When she ready to ride, I'm ready to roll


Different style, different move, damn I like the way you move
Girl you got me thinking about, all the things I do to you


Let's get it poppin' shorty we can switch positions
From the couch to the counters in my kitchen..."





["In the arms of the angel...Fly away from here"]

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Equilibrium



"Não supliques por fardos mais leves mas por ombros mais fortes!"

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Parafraseando o poeta...



"...E alguém se cruzou no meu caminho para consumar a minha constante aprendizagem.
Nesta época caracterizada pela estabilidade, o fantasma da instabilidade é apenas uma centelha distante, no fundo de um comprido túnel que metaforiza a minha vida. E se acaso esse fantasma ousar aproximar-se, seguirei a via apreendida do não pensamento. Agirei, ao invés, e não mais ficarei parado no túnel à espera do fantasma.
Por último, existe algo em mim que me sossega o espírito quando nada mais me assola o pensamento: a certeza de que eu… sou único".


[és único...és o único bailarino que sabe dançar a valsa eterna da vida da forma mais pura possível...até que o nosso mundo pare de girar...]

Chuva de amor...






"Left your stormy days
Don't you know you're mine?

You see it all behind
Don't you see the sky?
I want us all together
Do you know we're right?"




[Serj Tankian - Waiting here]

domingo, 29 de novembro de 2009

um passado recente...



"Remind me that we'll always have each other...
when everything else is gone"


[Incubus - Dig]

sábado, 28 de novembro de 2009

Crianças de amor...


Minha culpa


Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem
Quem sou? Um fogo-fátuo, uma miragem...
Sou um reflexo... um canto de paisagem
Ou apenas cenário! Um vaivém


Como a sorte: hoje aqui, depois além!
Sei lá quem sou? Sei lá! Sou a roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!...

Sou um verme que um dia quis ser astro...
Uma estátua truncada de alabastro..
Uma chaga sangrenta do Senhor...

Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador...



A vida


É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!


Todos somos no mundo <>,
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!

A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce

Que no mesmo momento é já perdida...

Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.
Que queres, meu Amor, se é isto a vida!


Tarde de mais...

Quando chegaste enfim, para te ver
Abriu-se a noite em mágico luar;
E para o som de teus passos conhecer
Pôs-se o silêncio, em volta, a escutar...


Chegaste, enfim! Milagre de endoidar!
Viu-se nessa hora o que não pode ser:
Em plena noite, a noite iluminar
E as pedras do caminho florescer!

Beijando a areia de oiro dos desertos
Procurara-te em vão! Braços abertos,
Pés nus, olhos a rir, a boca em flor!

E há cem anos que eu era nova e linda!...
E a minha boca morta grita ainda:
Porque chegaste tarde, ó meu Amor?!...





[Florbela Espanca - "Tão pobres somos que as mesmas palavras nos servem para exprimir a mentira e a verdade..."]




sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Viver a dois...


"E namorar é isto mesmo, viver a dois.
Dá muito trabalho viver a dois, mesmo que não se viva debaixo do mesmo tecto. É como se a nossa vida deixasse de ser completamente nossa; há outro, uma outra pessoa que também a vive connosco, que faz parte dela. Uma pessoa que cuida de nós e de quem precisamos de cuidar. Alguém que, antes de nós, já viveu uma vida inteira, já amou outras pessoas e já lambeu as feridas. Alguém que é um conjunto intrigante e complexo de defeitos, qualidades e experiências, alguém único e difícil de entender, tal como nós. Mas, acima de tudo trata-se de alguém que gosta de nós. E que gosta tanto que é connosco que quer partilhar a vida.

Prefiro procurar no outro as diferenças que nos unem. Prefiro investir, programas viagens com meses de antecedência, sonhar casas em terrenos baldios, dar a mão, oferecer músicas e palavras, dormir agarrada e acordar com o mais belo sorriso do mundo ao lado como meu despertador particular. Prefiro conjugar os verbos estar, partilhar e viver, sem pensar no que isso implica. Viver um dia atrás do outro, de vez em quando pensar no futuro, de vez em quando ter saudades do passado, mas não perder o fio dos dias, a paz construída que me dá serenidade e segurança. Não vale isso muito mais do que andar aos tiros para o ar, numa de tentativa e erro, a cansar o corpo e coração, em guerras de amor? "



(Margarida Rebelo Pinto - Para a vida)

M&N - 13 @


13. as memórias de um sonho que só nós vamos poder relembrar ao som de um crepitar de velas e o sabor do amor...