sexta-feira, 4 de julho de 2008

Amor ao som do crepitar de uma vela

"A nossa vida era toda a vida... O nosso amor era o perfume do amor... Vivíamos horas impossíveis, cheias de sermos nós... E isto porque sabíamos, com toda a carne da nossa carne, que não éramos uma realidade...

Éramos impessoais, ocos de nós, outra coisa qualquer... Éramos aquela paisagem esfumada em consciência de si própria... E assim como ela era duas - de realidade que era, a ilusão - assim éramos nós obscuramente dois, nenhum de nós sabendo bem se o outro não ele próprio, se o incerto outro viveria..."



Floresta do Alheamento - Fernando Pessoa

3 comentários:

Anônimo disse...

Eu gosto tanto de Fernando Pessoa *.*

Tava desejando que saisse Fernando Pessoa no exame de Portugues e saiu lusiadas -.-'
Mas tambem o exame nao era dificil, a ver vamos que nota vou ter :x

#Malograda#

Guilherme F disse...

"Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar.
É um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais."

Álvaro de Campos ;) *

Rubi Girão disse...

Estávamos tão preocupados a morrer a nossa vida cada um para seu lado que não reparámos que éramos um só!
(ou assim qualquer coisa do género)




http://www.escritanapaisagem.net/2008/janela.asp