domingo, 6 de julho de 2008

Carpe Omnius

Sonho-te. Estás aqui comigo, como sempre estiveste. O brilho dos teus olhos ainda permanece em mim, durante todo este tempo. O teu sorriso tem acompanhado os meus dias, tristes de não te ver, tristes de não te ter por perto, como antes. Mostraste-me as lições mais bonitas e a maneira mais bonita de sentir, em silêncio, sem dizer uma palavra, observando de longe cada um dos meus movimentos, cada gesto, cada palavra. Antes tu apreciavas-me, quando o azul era verde e o amarelo era vermelho, quando tudo era descoordenado. Hoje, sinto que mudaste, que ambos mudámos, que uma árvore não é uma flor e uma flor não é uma cor, hoje vejo coordenamento em ti..ou pelo menos aparentas não te descoordenar facilmente. Sinto-te comigo, em cada passo que dou e que quero continuar a dar nesta estrada que decidi voltar a pisar..por ti, por um “nós” que um dia existiu e eu não soube agarrar…

“"Nada vale a pena, ó meu amor longínquo, senão o saber como é suave saber que nada vale a pena..." – Fernando Pessoa

3 comentários:

Anônimo disse...

Ainda que algumas coisas mudem, há outras tantas que permanecem, muitas vezes em silêncio...O importante é que as deixaste emitir o seu som, no seu estado mais puro e verdadeiro...

O resto, deixa acontecer...nem sempre se perde tudo de uma vez, nem sempre é impossivel recuperar a presença que já foi nossa...!

Beijinho @@@

Guilherme F disse...

Por vezes o mundo cai e revela um outro mundo. A vida é um teatro. Muda-se de cena, mudam-se os actores. O que conta é que por vezes estamos na assistência, noutras somos nós quem fazemos a peça ;) *

Anônimo disse...

Gostei muito do teu texto. É pequeno, mas diz muito.. E com essa música como fundo.. até arrepia. As coisas mudam, a vida é assim, é algo que está em plena mudança, ás vezes nem nos damos conta das mudanças e noutras damos conta e nao queremos que mudem. Até porque o ser humano tem medo da mudança. Concordo com a parte final do coment da andreia..

Beijinhos*

Malograda