quarta-feira, 9 de julho de 2008

Reflexão

Mais uma noite, sim sonhei contigo. Não sei que mensagem é que a minha mente me quer transmitir, mas já me dava descanso, praticamente não há uma noite que não entres nos meus sonhos, não há uma noite que eu não te sinta. Gostava de fiar a dormir todo o dia, na esperança de que aqueles sonhos continuassem. Esta noite foi o mais bonito de todos, finalmente nos beijámos, finalmente te senti na minha pele, finalmente senti aquele fogo no peito, que tudo consome e que sabe tão bem…Que sonho! Estávamos tão perto um do outro, dei-te as mãos e tu não disseste nada, fizeste um olhar de quem não está minimamente interessado e eu, ávida de ti, olhei-te no olhos, tímida como um gato pequeno que acabou de sair da barriga da mãe, ainda consigo ouvir o som da tua voz “o que eide eu fazer contigo rapariga?”, disseste isto com tanta ternura que não resisti, cheguei-me mais perto e beijei-te, e tu beijas-te-me e eu senti-me no paraíso, os teus lábios, doces, a tua língua quente, aquela magia toda a nossa volta, e estava tão bem ali contigo, nitidamente era o meu sonho realizado, até que o carteiro me bate a porta e tu desvaneces-te no ar, como sempre, os meus sonhos acabam sempre interrompidos por alguém. Mas já voltei a realidade do costume, não te poder ter.
Decidi parar para pensar no que ando a fazer á minha vida, quais as minhas verdadeiras necessidades e o que se passa no meu peito mas para isso preciso de estar sozinha e refletir bem no que realmente quero e preciso, ter mesmo a certeza que é isto que quero. Hoje sei o que sinto, sei quem quero mas não tenho forças para nada, por isso vou ficar no meu canto, no silencio, a refletir sobres as verdades da minha vida…

4 comentários:

Rubi Girão disse...

Eu tinha feito um comment muita giro... mas esta caca da net empancou e agora ele desapareceu... dass



Estava a dizer que a minha teoria da felicidade não se referia aos homens em particular mas a todas as situações.

Sou das piores pessoas pa dizer isto mas as coisas não são tão más como parecem. Enervo-me com coisas que enervam geralmente as pessoas susceptíveis, mas quando passa apercebo-me da parvoíce que é. A seu tempo vou corrigindo isto, estamos sempre em evolução, e se não estamos... pior.

Hoje sinto-me na paz, não sei porquê. Enfim espero que dure. Arrumo o meu armário e o meu quarto, o caos vai desaparecendo, os mosquitos saem pela janela e a paz entra por ela.

Nunca gostei de brincar às bonecas e nunca fui boa a brincar aos bonecos. É a vida!

Rubi Girão disse...

E de sexo de amores dessas coisas todas... acredita que ainda não sai da meninice. Como te disse nunca soube brincar aos bonecos, só agora começo a brincar e mesmo assim...

A solidão esteve sempre comigo. Não tive irmãos. Era a mais ingénua das crianças e por isso não era divertido brincar comigo. Aprendi a ter como companhia os meus cães, os meus gatos, os gatos dos vizinhos, os cães da rua. O meu amiguinho aqui de Évora foi agora na paz, estou só outra vez. Não sei que novo amigo arranjo, mas algum terá de ser se não fico maluca.
As pessoas nunca foram muito boa companhia, continuam a não ser. Vou-lhes dando oportunidades mas acaba sempre tudo na mesma... solidão.

Anônimo disse...

Sonhos?!

Só nos podemos realizar...! @

Rubi Girão disse...

Projecto mÃe

Márcio Pereira / Telma Santos
(Universidade de Évora)
PT
Performance
10 de Julho,
21h30
Convento do Carmo, Évora

Duração: 30 minutos
Classificação: M/16
Coreografia, Cenografia e Interpretação Márcio Pereira e Telma Santos
Música, Desenho e Montagem Cénica Pedro Mendes

É num contexto de rituais domésticos onde permanece a ternura mas também surge a consciência do afastamento e o confronto com a ruralidade que nos encontramos. Quero falar dela. Sim, da minha mãe: “É isto que é. Prestes a nascer, prestes a sentir. Algo de novo vem a caminho. Só que, na inexperiência, fica-se perplexo, inábil, à espera que aconteça. E depois não se sabe o que vem, sente-se o mistério. Mas sem cuidado da lembrança, que já não se encontra, por mais que se deseje. E assim fico. Perplexa, inábil, à espera. Tenho medo de me esquecer do quê.”
E quero dizer-lhe que consegui, que a encontrei: “Como é que eu te arranco daí?” perguntaste. “Sabes aquela chave pequenina, indissociável de todas as coisas do mundo? É lá que me encontras.” -”Onde?”. - “Na minha mãe”. E sim, falar-lhe de mim: “A comida sempre esteve boa Mãe e o leite nunca chegou a estar frio... as mantas que colocavas na minha cama nas noites de Inverno, permanecem sobre o meu corpo... e a tua voz suave ao acordar ainda hoje me faz falta. Ao mesmo tempo não consigo, nem quero estar próximo de ti. Porquê? Não sei.

Márcio Pereira e Telma Santos



Podemos ter gostos diferentes no que toca a teatros... mas garanto-te que este é britalíssimo...