segunda-feira, 28 de julho de 2008

Des (ilusão)

Naquele dia ela acordou diferente, enfiou-se dentro do autocarro e partiu em busca de aventura. Não esperava o que encontrou, aquilo que a distancia tinha aproximado, o sentimento que se tinha construído naquelas duas semanas desvanecia-se agora em minutos, horas, numa tarde que tinha tudo para ser perfeita. Mas não foi, nem perto.
A praia e a música acompanharam aqueles dias, aquelas tardes, aquelas madrugadas libertinosas. Mas algo se mexeu, algo que não devia, a desilusão surgiu do lado que não era esperado. E essa mesma desilusão fez surgir a dura realidade: que há momentos felizes mas realidades impossíveis. Então, ela sedenta dele, decidiu aproveitar apenas esses momentos, que conseguíram mudar todas as perspectivas anteriores e a fizeram sentir-se como há muito não sentia. Os últimos minutos daquela madrugada foram recheados de tantos momentos inesquecíveis que se tornaram únicos. Com a praia como cenário, aquelas duas pessoas agarradas, unidas, quase pareciam inseparáveis. No entanto, é esse quase que faz toda a diferença. Ela precisa de mais, de muito mais do que momentos, de muito mais que meras palavras.

Ela precisa de atitudes, de provas verdadeiras de amor, de sentimento verdadeiro. Neste momento ela não acredita apenas em palavras, em olhares ternos, em carinhos físicos, ela precisa de mais, de muito mais. Ela precisa de um homem que tenha sempre uma palavra a dizer quando necessário, que a entenda como ela é, que goste dos seus defeitos acima de tudo, que a compreenda, que a oiça, que a estime, que lhe seja fiel, que realmente a saiba amar com tudo o que tem durante o tempo necessário para uma felicidade quase perfeita. Neste momento, ela não pode nem quer viver de ilusões, de amores passageiros, de minutos perfeitos e muito menos de tardes de desilusão.
Ela é muito mais do que isso e precisa de muito mais do que apenas isso. Por tudo isto, ela abre a mão das ilusões e agarra os momentos agradáveis, quase perfeitos que existiram. E contínua, livre, solteira, o seu longo caminho…

3 comentários:

Anônimo disse...

Dizem que a vida é feita de momentos, mas o coração preenche-se, conquista-se com gestos, com palavras, com atitudes e não com simples momentos que nos fizeram sentir bem, pois quando esses momentos se vão, ficamos só nós novamente e muitas vezes sem o coração verdadeiramente tranquilo, sem que sintamos que esses momentos nos tivessem preenchido verdadeiramente....
Cenários perfeitos e felicidades ideiais não existem, infelizmente...mas realidades impossiveis tb nao...
Como alguem me disse uma vez: Impossiveis são realidades à espera de serem concretizadas...! ;)

bj *

Guilherme F disse...

"Apetece-te, faz!", já sabes ;) há que viver os momentos, e aproveitar as pequenas alegrias. Procurar a felicidade é procurar um grão de areia no deserto. Há muitos, mas nunca se encontra o certo, pois há demasiados. O que interessa são os momentos alegres que apanhas pelo caminho e que aproveitas. E pelo meio, abre as mãos das ilusões, que essas irão sempre ser muitas, por certo. <3 *

Rubi Girão disse...

jdsilfj hvohlmnjxlchfpilfc ihoiuhdqbdh

Beijos*

Rubi :)

PS. só para dizer que li...