O céu estava estrelado, a noite quente e avizinhavam-se descobertas incríveis. Quatro pessoas, quatro mulheres, juntam-se para uma noite agradável e unem-se de uma forma inexplicável. Existem espíritos destinados a cruzarem-se, novamente. Tudo está ligado, tudo está destinado. Tudo o que acontece tem um motivo, tem uma explicação que nos é desconhecida. Há lições a aprender, essas quatro almas têm a chave juntas.
O Sofrimento torna-se injustificável quando sabemos qual o motivo de algo nos estar a acontecer. O sofrimento deixa de ser considerado natural, torna-se absurdo. Experiências que se entrecruzam, saberes milenares surgem, sem explicação aparente. O conhecimento é a chave de todos os problemas, o conhecimento que desconhecemos completamente mas que se revela, que chega através de sinais, de pequenas pistas. São esses os sinais que devemos agarrar e tentar descodificar. Os desafios são constantes e só conseguimos enfrentá-los da forma correcta quando o nosso espírito evolui, quando crescemos espiritualmente. O caminho é difícil e penoso mas as consequências são ilimitadas, para o nosso espírito e nas nossas vidas. As lições que aprendemos na vida têm vários rostos e é necessário sabermos quem são os nossos desafios. Desafios são aqueles que nos fazem crescer ou que podemos ajudar a crescer, de uma forma ou de outra, mas não sabemos quem são.
O Passado é a nossa maior arma. Devemos consultá-lo para compreender o presente mas não viver nele. O Passado pode trazer muitas respostas mas deve ficar no seu lugar. O que aconteceu, passou. Obviamente que deixa marcas mas não podemos viver de marcas o resto do tempo, não podemos viver no Passado, ele impede-nos de caminhar, de forma segura, no Presente. Agradeço ao Destino por me ter feito cruzar com estas três mulheres, pelos momentos que passámos e pela sabedoria que me transmitiram. Agradeço ao destino também todos os desafios que me tem colocado no caminho e pelas pessoas maravilhosas que tenho conhecido, são elas que me tem guiado e são elas que através da dor e do amor me têm feito crescer e vão continuar a ajudar-me na minha evolução, enquanto ser espiritual.
domingo, 30 de agosto de 2009
Destino, o grande mestre
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
A razão das palavras...
"- E depois ficam calados...
- E porque é que ficam calados?
- Porque já não têm mais nada de importante para dizer...
Fikei a pensar na tua resposta: "Ficam calados porque ja não têm mais nada de importante para dizer". E fiquei a pensar no que me tinhas dito antes, sobre os sabraoui: "Como não têm nada, absolutamente nada, poupam tudo. Poupam água, comida, poupam as energias vigiando de noite para evitar o calor. Até poupam nas palavras".
- Mas tu não poupas as palavras: tu escreves. Todas as noites...gastas uma hora a escrever um diário nesse teu caderno...
- Escrever não é falar.
- Não? Qual é a diferença?
- É exactamente o oposto. Escrever é usar as palavras que se guardaram. Se tu falares demais já não escreves, porque não te resta nada para dizer."
[Há urgência em falar pensando, guardando todo o tempo na nossa mente...porque afinal já tudo foi dito, na ausência das palavras...]
domingo, 9 de agosto de 2009
Ensaio sobre a Cegueira

"O medo cega, disse a rapariga dos óculos escuros, São palavras certas, já éramos cegos no momento em que cegámos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos, Quem está a falar, perguntou o médico, Um cego, respondeu a voz, só um cego, é o que temos aqui. Então perguntou o velho da venda preta, Quantos cegos serão precisos para fazer uma cegueira. Ninguém lhe soube responder."
"Lutar foi sempre, mais ou menos, uma forma de cegueira, Isto é diferente, Farás o que melhor te parecer, mas não te esqueças daquilo que nós somos aqui, cegos, simplesmente cegos, cegos sem retóricas nem comiserações, o mundo caridoso e pitoresco dos ceguinhos acabou, agora é o reino duro, cruel e implacável dos cegos, Se tu pudesses ver o que eu sou obrigada a ver, quererias estar cego, Acredito, mas não preciso, cego já estou, Perdoa-me, meu querido, se tu soubesses, Sei, sei, levei a minha vida a olhar para dentro dos olhos das pessoas, é o único lugar do corpo onde talvez ainda exista uma alma, e se eles se perderam"
Será que é necessário o mundo ficar cego para compreender verdadeiramente o conceito de "familia humana"?
quarta-feira, 29 de julho de 2009
You decorated my life...

"All my life was a paper once plain, pure and white
Till you moved with your pen changin' moods now and then
Till the balance was right
Then you added some music, every note was in place
And anybody could see all the changes in me by the look on my face
And you decorated my life, created a world where dreams are apart
And you decorated my life by paintin' your love all over my heart
You decorated my life
Like a rhyme with no reason in an unfinished song
There was no harmony life meant nothin' to me, until you cam along
And you brought out the colors, what a gentle surprise
Now I'm able to see all the things life can be shinin' soft in your eyes
And you decorated my life, created a world where dreams are a part
And you decorated my life by paintin' your love all over my heart
You decorated my life"
Kenny Rogers.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
A viagem actual de ontem...

Tenho saudades de viagens de outros tempos. Tempos em que não conhecia os caminhos por onde andava, onde só queria percorrer rapidamente os quilómetros que faltavam para chegar ao destino final. Foi nessa altura que aprendi a saborear o Alentejo, a degustar lentamente cada pedaço de céu verde, de natureza, de vida. Naquela altura, os comboios eram diferentes e eu também. Eles eram mais velhos, com pouco conforto e uma janela enorme. Contrariamente, eu era mais nova, com um coração confortavelmente virgem e uma janela aberta á experiência e ao mundo.
No tempo do coração virgem as janelas do comboio fascinavam-me. Lembro-me que davam para baixar e eu ficava de pé, com os braços de fora, apenas a saborear o vento húmido e depois quente á medida que chegava ao Alentejo. A natureza era sentida e apreciada de uma forma diferente, podia ver o movimento inexistente, podia ver a vida a deslocar-se e senti-la no vento que batia na minha cara. Actualmente as viagens não têm a mesma piada, a experiência é muito diferente. Os comboios são mais confortáveis, quase não se sente o movimento, tem casas de banho e podemos fazer quase de tudo mas as janelas estão totalmente fechadas, tornando o ambiente mais frio onde a natureza quase não se pode sentir.
Na memória ficou o cheiro do vento, da natureza na minha face, o cheiro das cidades e do campo, do apito do comboio quando chegava ao destino. Na minha mente ficou aquela adolescente que percorria os caminhos até á capital nos quais aprendeu a sentir a Natureza da Vida.
sábado, 11 de julho de 2009
"Évora doce...Mulher Rainha"

"...pinta um quadro giro da nossa cidade e fala um bocado de Évora enquanto princesa, enquanto mulher rainha, entre uma crise de identidade de ser uma cidade urbana ou uma cidade do interior, uma cidade do campo, e isso acho que se vê um pouco na dinâmica da cidade, na nossa mentalidade. Reflecte-se no dia-a-dia das pessoas e nas nossas vivências, no fundo não somos nem uma coisa nem outra.
A coisa que mais gosto em Évora é poder em cinco minutos estar onde eu quiser. Em Évora consegue ter-se a perspectiva de muito rapidamente estar dentro e estar fora. Adoro ver a cidade pelo seu contorno, no seu conjunto. Depois, cá dentro da cidade não há sitios em concreto onde eu goste mais de estar, porque o que eu gosto mesmo é de poder andar pelas ruas da cidade e ver como ela cresce, sentir onde está a evoluir, onde são os centros de maior animação, etc...é no fundo muito mais do que as pessoas fazem na cidade e como a vivem do que a cidade em si."
Duarte in "Viva por cá"
terça-feira, 30 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
sábado, 20 de junho de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
sexta-feira, 12 de junho de 2009
terça-feira, 19 de maio de 2009
Fácil de Entender...

Quando a tempestade surge...
Quando o que é certo se torna estranho e irreconhecível...
Quando o sorriso se transforma em mar salgado...
Quando a raiva impera sobre o bom senso...
Quando o medo se apodera de mim...
Quando a violência se instala nas palavras e nos actos...
TU estiveste e estás aqui...
TU abraças as lágrimas tal como abraças os sorrisos...
TU pousas os teus olhos sobre a minha alma frágil...
TU beijas o meu coração de forma suave...
TU és o meu oásis no meio de um deserto escuro, seco e frio...
Tratar de mim, olhar para mim, escutar quem sou,
e se ao menos tudo fosse igual a ti"
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Queres reformar-te comigo?

You have come into my life and made me whole
Forever let me wake to see you each and every morning
Let me hear you whisper softly in my ear
In my eyes I see no one else but you
Theres no other love like our love
And yes, oh yes, Ill always want you near me
Ive waited for you for so long
Youre the love of my life, youre my Dante!"
segunda-feira, 4 de maio de 2009
5.05.09 - Mr.M (2)
Gosto quando amuas, quando ficas tímido, quando os teus olhos me dizem aquilo que não precisas de dizer visto que já o escreveste em mim com aquela tinta que fica gravada...
Gosto quando me beijas, quando me tocas ou simplesmente quando me dás a mão como se fosse a primeira vez, a verdade é que todos os dias me apaixono por ti, outravez :)
Gosto quando te ris, quando as tuas gargalhadas me fazem rir, mesmo quando não me apetece ou quando fazes ou dizes alguma coisa que realmente não tem piada nenhuma...
Gosto quando discutimos a nossa concepção de arte e de exigência...gosto quando bebemos chocolate quente juntos a ouvir histórias de antigamente...gosto quando nos surpreendem com uma taça de morangos com chantilly precisamente na noite que mais precisávamos...
Gosto quando tentamos ver filmes que nunca terminamos...gosto quando criamos uma banda sonora só nossa...
Gosto quando os meus pais se riem de ti e quando nos rimos todos juntos...como uma verdadeira família...
Gosto quando me olhas, quando me observas e quando me desenhas na tua mente...com aqueles contorno que só tu sabes definir...
Gosto quando me abraças e o mundo simplesmente desaparece...gosto quando me fazes carinhos mesmo em momentos que eu "reclamo"...gosto do brilho dos teus olhos quando te encontras nos meus...
Gosto de ti apenas porque és o meu espelho,em todos os sentidos...
terça-feira, 28 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Sensações apalavradas
terei o tamanho das minhas cicatrizes e as pestanas a fazer tim-tim-tim,
terás fome de mim,
prender-me-ás à cama como nos abraçámos às nossas ilusões,
subirei àquele comboio chamado desejo,
gritarás o meu nome de boca virada para a estação do prazer,
declinar-te-ei nas conjugações do passado,
desprezarás os volumes que imitam o contorno do meu corpo,
arrumarás num canto do mapa as ruas que levam a nós,
colocarás cartazes em cima dos destroços
dois minutos depois de cair o pano, o director de som escolherá para o nosso fim uma banda sonora na moda."
(Golgona Anghel)
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Grow old with you...

Num banquinho de jardim…
Voltei a ser criança, com o mesmo brilho nos olhos, perdida entre o passado e o presente, acompanhada pelo tic tac do relógio que teimava em correr fora do seu ritmo normal...
Num banquinho de jardim…
Compreendi finalmente que a felicidade reside em momentos efémeros que não devem ser registados, pois a sua beleza reside precisamente do gosto que nos deixam na alma... do teu abraço enquanto juntos escrevemos o destino nas nuvens, deitados naquele mar de sonhos verdes e naturais...
Num banquinho de jardim…
Senti que, de facto, um “para sempre” pode existir...
quinta-feira, 9 de abril de 2009
domingo, 5 de abril de 2009
5.04.09 - Mr.M (1)

Conhecer o teu mundo pelas tuas memórias...
A forma mais original de descobrir mais umas páginas da tua história...
"E áquela hora por ela marcada de noite ou de dia
O Chico da Nora na encruzilhada esperava a Maria
Seguiam depois, bem juntos os dois, ao longo da estrada
Matar de desejos, a sede com beijos
Na fonte sagrada"









