quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Pedaços de mim que ficam...



2008.

Este foi o ano da descoberta. Descobri a amizade, a verdadeira. Para mim, a amizade é um processo que se constrói, todos os dias um bocadinho, por duas pessoas que gostam uma da outra, com demonstrações ou não, com palavras ou não, com silêncio ou não, com sorriso ou não, é apenas saber estar. Quando está apenas um, quando se fazem julgamentos, quando se fala sem se conhecer, quando não se respeita a individualidade do outro nem se preocupa em saber como ele se sente, se está bem ou mal e não se respeita a sua dor, não vale a pena insistir mais. A amizade para mim é muito mais que isso. A amizade não é medo, não é insegurança, não é despersonalização, não é inveja. A amizade é algo que nos põe um sorriso no rosto, que nos aproxima das pessoas, com quem podemos dizer aquilo que nos vem a cabeça, com quem podemos contar para uma gargalhada mas também para um abraço, um conforto. Quando queremos desabafar, a última coisa naquele momento que queremos é sermos julgados, ainda mais por pessoas tão significativas. Merecemos ouvir as verdades, por muito duras que sejam, mas não sermos julgados pelo que somos ou fazemos. Não podem querer que cresçamos de um dia para o outro e as criticas não ajudam, em nada. Pelo contrário, apenas magoam mais a cada dia e faz com que nos afastemos. E “amizade” dissolve-se.

Este ano foi o ano das paixões. Descobri que sou uma mulher de paixões assolapadas, que tenho que estar constantemente apaixonada para me sentir viva. Apaixonada pela minha família, pelos meus amigos, pelo meu curso, pelos meus projectos e quem sabe…por um homem merecedor. Descobri que é a paixão que me dá forças, que é o olhar brilhante que me faz ser realmente feliz, que é esta excitação que me provoca que me faz ser tudo aquilo que sou. Descobri que gosto de ser quem sou, da forma que sou, todos os dias, sem excepção. E quem gosta verdadeiramente de mim, gosta deste jeito mesmo. Infantil. Mimada. Inteligente. Sensível. Carinhosa. Insegura. Corajosa. Lutadora. Determinada. Vaidosa. Solidária. Lamechas…

Este ano foi o ano do amor. Descobri que os sentimentos podem surgir em duas semanas e durar um ano. Descobri que as pessoas não mudam, adaptam-se temporariamente. Descobri, também, que não vale a pena insistir em sentimentos individuais, que já terminaram há muito tempo mas que o que persiste é uma habituação. Descobri que ser sincera e verdadeira, despir uma alma para uma pessoa que pensamos ser o amor da nossa vida, não é uma boa opção. Por muito que se ame, por muito que se lute, por muito que se queira a pessoa para a toda a vida, deve haver sempre um mínimo de protecção, a nossa concha deve estar sempre pronta a nos receber de volta, no momento certo. Descobri que embora sinta sempre a falta de alguém, o que gosto mesmo é de estar sozinha. Independente de ninguém, a nível emocional.

Este foi o ano dos projectos. Quando 2008 começou, disse para mim mesma “este ano vou fazer aquilo que já quero fazer há muito tempo e que não fazia por preguiça” e assim fiz. Houve muitos dias cansativos, de trabalho acumulado, alguns desajustes de sono e de paciência, mas foi a melhor coisa que podia ter feito, até hoje. Os meus novos projectos proporcionaram-me conhecer muitas pessoas, desenvolver projectos, tornar-me mais (euro) activa, inserida dentro de uma fundação que me abriu as portas para os sonhos e para outros países também.

Este ano foi ano da família. Finalmente as pontas dos laços voltaram a unir-se. As aproximações chegaram ao coração e o bem-estar regressou, os mimos e o carinho são a constante dos meus dias, das pessoas mais importantes para mim nesta vida. Tudo isso graças a um pequeno “empurrãozinho” mental que me fez lutar pelo meu tesouro esquecido, a minha família. No final deste ano ganhei ainda uma “avozinha”, que me mostrou que a vida pode ser muito negra, que podemos sempre ter muita tristeza nos nossos dias mas que quando sabemos chegar ao coração, pelo menos durante algumas horas, as pessoas conseguem ser felizes, mesmo que depois os olhos voltem a ficar baços e o sorriso se dissolva. Aprendi a ouvir a mesma história todos os dias, a me perguntarem sempre a mesma coisa como se fosse a primeira vez e a saber sorrir, como da primeira vez.


Agora quero receber 2009 com um sorriso! =)


























terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Devorar palavras...



Vicio adquirido. Tenho uma enorme vontade de ler. Ler todas as palavras que não li até hoje, apetecia-me ter muitas e muitas horas para ler tudo aquilo que não li durante todo este tempo. Poderia estar semanas, meses a ler aquilo que não li até hoje. Porque sou preguiçosa, porque digo não ter tempo, porque talvez tenha medo de me rever num livro e não saiba reagir á explosão de sentimentos que ele possa gerar. Coragem. Sinto uma enorme necessidade de ler, página por página, pensamento por pensamento, ávida de mais, cada vez mais. Preciso de ler, de voltar a ler como lia antes, ler as palavras, os textos, as páginas, os sentimentos, as emoções, as pessoas. Sinto-me com tanta força para devorar todos esses momentos que, por instantes, me sinto grande.
Um dia vou escrever um livro. Talvez conte a minha história. Talvez conte a história de outras pessoas. Outras pessoas que não são eu e que fazem parte de mim ao mesmo tempo. Um dia vou editar um livro, não um livro qualquer, quero um livro que descreva algo de diferente, algo pessoal, algo muito meu, algo de inconfundível. Um dia vou escrever um livro. Esta noite, deixando os sonhos de lado, não quero escrever um livro mas sim devorar a minha mais recente e apaixonante aquisição. Sinto que vou ler a noite toda, vou saborear todos aqueles sentimentos que aquelas palavras conseguem reproduzir dentro de mim. Quem sabe faça uma loucura e arranje forma de ver este teatro. Quem sabe…Por hoje, quero preencher as restantes horas desta noite com aquelas páginas que não são nada mais que a realidade estampada nas letras nas palavras. Esta noite vou devorar palavras…

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Rever-me na música...

Um desafio da minha Gémea Giga para mim:

O desafio consiste no seguinte:

1 - Escolher uma foto individual;
2 - Escolher uma banda ou artista;
3 - Responder às perguntas do desafio com músicas da banda/artista escolhido;
4 - Desafiar mais quatro pessoas.

Banda/Artista: Alicia Keys

1. És homem ou mulher? A woman's worth
2. Descreve-te: Your secrets
3. O que as pessoas acham de ti? Superwoman
4. Como descreves o teu último (antes do actual) relacionamento? Heartburn
5. Descreve o estado actual da tua relação amorosa: Lesson Learned
6. Onde querias estar agora? Sweet Day
7. O que pensas a respeito do amor? Don't Give Up
8. Como é a tua vida? Fight
9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Prelude To A Kiss
10 Escreve uma frase sábia: “Porque um homem só é um homem se for um homem o suficiente...

Para amá-la quando você estiver certa
Para amá-la quando você estiver errada
Amá-la quando estiver fraca
Amá-la quando estiver forte ( Amar quando você estiver forte)
Te deixar pra cima quando o mundo estiver te deixando pra baixo
Ele lhe dá seu último, porque pensa em você primeiro
Dando-lhe conforto, quando ele acha que você está machucada
Isso que é feito quando você realmente ama alguém


As próximas vítimas são:
Cláudia Silva, Denise, Sara e Rubi =)

Oba!!

sábado, 20 de dezembro de 2008

Por outras palavras...


Só hoje senti
que o rumo a seguir
levava pra longe
senti que este chão
já não tinha espaço

pra tudo o que foge
não sei o motivo pra ir
só sei que não posso ficar
não sei o que vem a seguir
mas quero procurar


e hoje deixei
de tentar erguer
os planos de sempre

aqueles que são
pra outro amanhã
que há-de ser diferente

não quero levar o que dei
talvez nem sequer o que é meu
é que hoje parece bastar
um pouco de céu
um pouco de céu

só hoje esperei
já sem desespero

que a noite caísse
nenhuma palavra
foi hoje diferente

do que já se disse
e há qualquer coisa a nascer
bem dentro no fundo de mim
e há uma força a vencer
qualquer outro fim


não quero levar o que dei
talvez nem sequer o que é meu
é que hoje parece bastar
um pouco de céu
um pouco de céu

[Um pouco de céu - Mafalda Veiga]


[Por vezes, um pouco de céu, nosso, é o suficiente!]

Nas linhas anteriores...


[Por outras palavras – Mafalda Veiga]

Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
Mais uma madrugada
Ninguém disse que o riso nos pertence
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
Mais uma gargalhada
E deixar-me devorar pelos sentidos
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundo

E morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim

[Balançar - Mafalda Veiga]

Pedes-me um tempo para balanço de vida
mas eu sou de letras não me sei dividir
para mim um balanço é mesmo balançar
balançar até dar balanço e sair


Pedes-me um sonho para fazer de chão
mas eu desses não tenho
só dos de voar
e agarras a minha mão com a tua mão
e prendes-me a dizer que me estás a salvar

De quê? De viver o perigo? De quê? De rasgar o peito com o quê?
De morrer mas de que paixão?
De quê? Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde e não ter,
nem sentir o vento ardente a soprar o coração



["O Imprevisível acaba por se tornar (sempre) mais um vicio"]

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

(Re)começar,encontrar,definir



A vantagem de vivermos muito tempo é podermos começar de novo sempre que quisermos. Sinto sempre que cada vez que tentar fazer um "re-start" que não vou conseguir e que vou cometer sempre os mesmos erros, porque sou especialista em bater com a cabeça na parede duas, três, quatro vezes..etc. No entanto, não deixo de tentar fazer tudo novamente só porque já fracassei algumas vezes."Aquilo que não nos mata,só nos torna mais fortes". Foi com o meu primeiro fracasso que aprendi a saber fracassar, aprendendo no momento seguinte a limpar as lágrimas e seguir em frente,a erguer-me. Estamos sempre a mudar e tentar adaptar nos a essas mudanças,constantemente, pelo que, é perfeitamente legitimo querermos (re)começar muitas vezes,para tentar fazer tudo "certinho". O pior é que quando nos apercebemos de que nunca o fizemos nem o vamos fazer, que aquele momento já passou,que não volta atrás e que temos de aprender a viver com ele e com as suas consequências, por mais dores de cabeça que isso nos cause, por mais lágrimas que nos roubem,por mais raiva que nos provoquem, por mais insegurança que nos transmita. São eles que nos fazem aprender,são eles que nos fazem evoluir.
O tempo deu-me a hipótese de recomeçar tudo de novo,de andar um pouco para trás levando comigo as lições presentes e ver em cada sorriso uma nova cor,em cada gesto uma intenção diferente,em cada olhar um novo alcance...mostrou-me os erros,as faltas cometidas,os maus julgamentos,os sentimentos que são/eram verdadeiros ou não e desenhou-me um novo caminho, uma nova oportunidade...

Re-começar um novo caminho para um destino diferente...
Re-encontrar a essência que deixei em algum lugar,por segundos...
Re-definir objectivos,percursos,atitudes...

"Viver a vida que eu não vivi da forma que eu não imaginei,que eu não escolhi!!"

domingo, 14 de dezembro de 2008

O verdadeiro anjo.


"Há quanto tempos nos conhecemos? Parece que desde sempre fizeste parte da minha vida!"

"Há 2 anos e meio..."

"Por mais gente que mude na minha vida... tu estás sempre lá"



O verdadeiro anjo. Aquele que sempre me levantou e que eu sempre consegui fazer sorrir, uns dias tu, outros dias eu, aquele com quem partilhei muitos bons e maus momentos da minha vida. Não importa há quanto tempo nos conhecemos, importa sim, tudo o que conseguimos construir até hoje, sempre tão "perto". Importa sim todas as noites e tardes e dias inteiros que não nos "largávamos" sempre com as nossas brincadeiras e parvoíces. Somos muito iguais, sempre fomos, ao ponto de pensarmos sermos almas gémeas lembraste? Até era a tua namorada via telefónica :P. Parecíamos duas crianças a brincar com o fogo, mas tudo isso nos fez compreender o quanto gostamos um do outro, o quanto valeu a pena tudo o que passámos, o quanto a distância fortaleceu este tão grande sentimento. Sempre tão verdadeiro, tão doce e tão intenso...assim são as VERDADEIRAS AMIZADES!

Uma guitarra e uma rosa. A rosa pelo respeito que sempre tivemos e mantemos um pelo outro, todos os dias. A guitarra porque foi a música que nos uniu. A música interior, a musica das palavras, a musica dos sons e até a música do silêncio.A música. A nossa música...

Parabéns a Nós <3 @


sábado, 13 de dezembro de 2008

"Cinderela"


"Como eu disse, não é nada de especial ou pelo menos não é a minha intenção que o seja, quero apenas deixar-te algo que acho que já merecias ao fim de todo este tempo de dedicação a mim e a este grupinho que (re)encontramos! Foi uma noite sem dúvida muito interessante! Por entre sabores desconhecidos e comidas novas viajámos nas nossas recordações, naquilo que foi e é a nossa vida, os nossos sonhos, os nossos desejos, as nossas aspirações. Por entre vozes que se juntaram para cantar sobre a tristeza que emana das saudades do antes descobri uma pessoa espectacular, ou melhor, tive a certeza de que és uma pessoa na qual posso mesmo confiar e construir aquela amizade, como se diz, incondicional? para toda a vida? algo do género... Por entre acordes e notas de ontem e de hoje revivemos a nossa infância, por entre maça-canela descobrimos como é bom "estar" com o outro, escutando o seu silencio, com uma voz magnifica como fundo! Por entre horas e minutos que voaram conheci a menina da primária e a mulher que se transformou, que chorou, que gritou de raiva mas que continua a saber sorrir e saber amar os amigos com esse gostinho doce de um gelado frito! Quero mais do mesmo,muitas e muitas vezes! Aqui <3"

por: Niz para Ela" :)

As melhores amizades são aquelas que guardamos desde a nossa meninice

"Hoje apetece.me dizer coisa bonita :)"

13 de Dezembro 2008-> o dia das recordações

Recortes anónimos...

"...Há pessoas que se apaixonam várias vezes por ano, outras que só se apaixonam uma ou duas vezes numa década, outras ainda que só se apaixonaram uma vez na vida e algumas, as mais tristes, que nunca se apaixonaram. E há ainda aquelas pessoas que estão sempre apaixonadas, como se o amor fosse uma droga dura. E é.
Por isso é muito frequente que toxicodependentes em pleno programa de recuperação se apaixonem. As drogas criam dependência, o amor também. As drogas dão às pessoas momentos de felicidade e de bem estar, o amor também. A privação dá grandes ressacas e um desgosto de amor também.
Demora-se mais tempo a esquecer do que seria desejável. As nossas células não são racionais nem passíveis de lavagens cerebrais. É uma dor que fica no peito e que dói e que dura.

Mas um dia passa. E quando passa, podemos começar tudo outra vez do zero: o desgoverno dos batimentos cardíacos, as palmas das mãos suadas, a garganta seca, a falta de sono e de apetite e uma vontade imensa de conquistar o mundo. As mensagens parvas, os emails apaixonados, carregados de MP3 para cada momento, estradas e rotas, aviões, carros e comboios que são como asas do nosso desejo e as cores do mundo mais nítidas sob o nosso olhar enfeitiçado.
O estado de graça pode ser temporário, mas a memória é eterna e será sempre perfeita. É preciso acreditar como da primeira vez, é preciso confiar, é preciso pensar que a tal pessoa certa para nós existe mesmo e que todos podemos ter sorte na vida.

É claro que não há receitas mágicas, mas manter o espírito aberto, o optimismo e o romantismo ajudam à festa. E depois, é como na cozinha, use a sua imaginação. Doses q.b. de sal e pimenta, de açúcar e de ovos, de mimo e de respeito, de cama e de conversa, de profundidade e de risota, de amor e de humor, de desejo e de paz.
Dá trabalho, mas também dá prazer. E quem corre por gosto nunca se cansa, mesmo quando pensa que já não consegue correr. Consegue sempre, basta querer!!"

Vai na volta e até faz sentido... ;)

Vai na volta e algumas coisas ainda valem a pena!=P

Deficiente! =P @



[Só porque gosto dos teus dias lamechas...em que mostras coisas bonitas@]

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Walking away.


I'm walking away from the troubles in my life...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Esta noite..

Não.
Não quero adormecer mais uma noite sem ti.
Não.
Não quero que esta noite acabe igual a todas as outras, sozinha.
Não.
Não hoje, não esta noite, não agora, por favor…
Não.
Quero poder-te ouvir a tua voz perto do meu ouvido.
Quero poder sentir-te arder diante de mim.
Quero poder dizer-te em silencio tudo aquilo que fica por dizer.
Não.
Não quero adormecer nesta cama fria e grande para uma pessoa só.
Não.
Não quero deixar de sentir que também estás comigo.
Não.
Não quero dizer-te tudo o vai dentro de mim, não hoje.

Hoje apenas não quero adormecer e ter mais um dia normal, sem ti.
Ocupaste-me.

No image. No feelings.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

p.s I love you



O mais importante fica sempre por dizer...




"Sabes como é que eu sei que vai resultar? Porque todas as manhas quando acordo o primeiro impulso que tenho é o de olhar para o teu rosto"

"Eu não vou a lado nenhum!"

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Dia Internacional do Voluntário






Ser voluntário é....

É regar todos os dias seres para conseguirem ter a capacidade de semearem brincadeiras e florirem sorrisos. É tornar radiantes os dias de chuva e colorir momentos marcantes.

Ser voluntário é ser uma torrada quente que salta todos os dias numa linda manhã para alimentar quem mais necessita. É fantasiar um mundo feliz e alegre para evitar medos e receios e criar felicidade. É mostrar que voar, pular, brincar e ajudar é importante.

É partilhar um coração com vários coraçõezinhos, é despertar o bom que há em nós e nos outros, é ajudar e ser ajudado, é estar presente, é dedicar e aprender.

Ser voluntário é ser responsável, interessado e corajoso, é ter sentimentos, é demonstrar que se pode ter valor e ser um diamante nos bolsos dos outros, é ser bondoso sem receber nada em troca, é ter um coração GIGANTE, é sentir-se útil.

Ser voluntário é ter alguém com quem falar e ajudar, é uma maneira de relativizar os próprios problemas e dar atenção a outros mais graves. É tentar dar o dia de amanhã, ontem ou hoje.

Ser esta fantástica pessoa é mostrar que quem espera sempre alcança e que nesse dia irá estar presente sem perder a esperança, sonhando com o final feliz que todos esperam a cada segundo que passa.


Retirado do Blog “Outros Caminhos”
http://outroscaminhos.blogs.sapo.pt/32405.html

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Os dados estão lançados..

"Tu olhas para uma pessoa, uma pessoa que sabes que não é uma pessoa qualquer, porque o teu olhar fixa-se nela e quando ela olha para ti e sente o mesmo que tu, sentes que alguma coisa vai acontecer. Não sabes nada ainda, mas intuis, intuis com os teus sentidos, com o teu corpo e às vezes com o teu coração que aquela pessoa pode ter qualquer coisa para te dar, que não sabes o que é, mas sabes que um dia vais descobrir e que esse dia pode ser nesse momento, e é então que tiras os dados do bolso e os lanças para cima da mesa.
Quando nos interessamos por alguém, nunca sabemos no que vai dar. Lançamos os dados como quem os deixa cair quase por acaso e muitas vezes nem queremos saber quanto deram: um e um, dois e quatro, três e três, cinco e dois, é sempre um mistério, porque a sorte também manda na vida, manda mais do que queríamos e menos do que gostávamos, por isso desconfiamos dela sempre que nos é favorável, mas aceitamos as suas traições como a ordem natural das coisas, por mais absurdas que sejam."


Margarida Rebelo Pinto - "Seis e seis"

domingo, 30 de novembro de 2008

Passagens...

Quero dançar contigo e com as palavras perdidas numa noite fria e escura em que dormimos agarrados aos momentos fugazes que aconteceram...

As Duas camas.
As Mãos dadas.
As Horas.
O Anjo que dormia.
O Beijo de Bom dia.

Saudade que aperta...

sábado, 29 de novembro de 2008

Floresta de Emoções

"Dávamo-nos as mãos e os nossos olhares perguntavam-se o que seria o ser sensual e o querer realizar em carne a ilusão do amor...
Desconhecíamo-nos, como se houvéssemos aparecido às nossas almas depois de uma viagem através de sonhos..."



Fernando Pessoa in "Floresta do Alheamento".

Faz mais sentido ser assim...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Da próxima vez..


Porque há letras, palavras, que fazem todo em sentido em determinados momentos da nossa vida...

" Da próxima vez, vou estar atento à tua fisgada
Encruzilhar-me na tua bancada
Ficar num canto e não me mexer

Da próxima vez vou querer toda a tua atenção
Vou esperar que me estendas a mão
E que me deixes cair a seguir

Mais que uma vez puseste à prova o teu sexto sentido
Depois dás o dito por não dito
Como eu gostava de te compreender...

Queria ter, só um pouco desse teu talento
Tiro as vogais e ponho os acentos
Estou preparado pro que der e vier"




Uma coisa é aprender a esperar. Outra é ignorar.
Uma coisa é ir com calma. Outra é não ir, de forma alguma.
Uma coisa é tentar conhecer. Outra é esperar que já conheçamos.
Uma coisa é respeitar. Outra coisa é brincar com o respeito.
Uma coisa é mentir com as palavras. Outra coisa é brincar com as atitudes.
Uma coisa é dizer o que se pensa. Outra é esconder-se o que (não se) sente.
Uma coisa é ser sincero. Outra coisa é inventar desculpas.
Uma coisa é falar no futuro. Outra coisa é pensar nele.
Uma coisa é dar um beijo. Outra é dar mais que isso.


Uma coisa é sentir algo por alguém.
Quando o palhaço acorda do mundo de fantasia, o circo acaba!
The End.



"Deito fora todas as pautas que escrevi para ti um dia"...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

20 de Novembro de 2006


2 anos.
Ela entrou dentro daquele autocarros, pelas 7horas da manha, despediu-se da família, que tinha o maior sorriso de orgulho do mundo e levou com elas todos os sonhos, medos, dúvidas e incertezas que sentia. Os 18 anos de vida revelavam a cada segundo a sua inexperiência, a sua insegurança, o medo de não conseguir, de falhar, de desiludir todos aqueles que amava e que acreditavam nela. Era tudo tão novo, tão diferente, tão adulto. Sentia-se pequenina no meio daqueles homens todos, vestidos da mesma maneira e que se comportavam todos da mesma forma. Mas, á medida que o tempo foi passando deixou de se sentir pequena sentiu-se progressivamente, do mesmo tamanho que todos os outros. Aprendeu que as pessoas não se medem pela sua patente, embora ela conte, mas sim pelas suas atitudes. Aprendeu também a valorizar a amizade, o amor, a camaradagem, a saudade e a independência. Cresceu. Durante três messes não aprendeu apenas a disparar uma arma, a formar-se em grupo, a comportar-se de forma adequada, a ajudar quem precisava, a liderar alguém, não! As lições que retirou desses messes não se escrevem em meras palavras, tem de ser vividas, na pele, com o suor que derramamos, com o nosso corpo que range, com tudo aquilo que somos, em pleno. E sem saber, tudo aquilo que se aprende lá dentro acabamos por aplicar no nosso quotidiano, com as pessoas que conhecemos, sem nos lembrarmos do local onde aprendemos.

Resta a saudade daqueles tempos ingénuos…
Dos domingos…em que ficamos todos na conversa até as tantas!
Das sextas feiras…em que vínhamos para casa
Do juramento de bandeira…em que me senti tão orgulhosa de tudo…
Da semana de campo…
Da marcha de 12 quilómetros…que fiz depois de 4 dias sem dormir, comer…

Do dia 27 de Fevereiro: o dia em que sai daquele mundo que tanto me ensinou…

“Onde há glória todo o perigo é doce”
“Vontade e Valor”


CFGCPE0607
Carregueira.
RI1.

domingo, 16 de novembro de 2008

Momentos nocturnos



"You see the smile that's on my mouth
Is hiding the words that don't come out"