
terça-feira, 28 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Sensações apalavradas
terei o tamanho das minhas cicatrizes e as pestanas a fazer tim-tim-tim,
terás fome de mim,
prender-me-ás à cama como nos abraçámos às nossas ilusões,
subirei àquele comboio chamado desejo,
gritarás o meu nome de boca virada para a estação do prazer,
declinar-te-ei nas conjugações do passado,
desprezarás os volumes que imitam o contorno do meu corpo,
arrumarás num canto do mapa as ruas que levam a nós,
colocarás cartazes em cima dos destroços
dois minutos depois de cair o pano, o director de som escolherá para o nosso fim uma banda sonora na moda."
(Golgona Anghel)
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Grow old with you...

Num banquinho de jardim…
Voltei a ser criança, com o mesmo brilho nos olhos, perdida entre o passado e o presente, acompanhada pelo tic tac do relógio que teimava em correr fora do seu ritmo normal...
Num banquinho de jardim…
Compreendi finalmente que a felicidade reside em momentos efémeros que não devem ser registados, pois a sua beleza reside precisamente do gosto que nos deixam na alma... do teu abraço enquanto juntos escrevemos o destino nas nuvens, deitados naquele mar de sonhos verdes e naturais...
Num banquinho de jardim…
Senti que, de facto, um “para sempre” pode existir...
quinta-feira, 9 de abril de 2009
domingo, 5 de abril de 2009
5.04.09 - Mr.M (1)

Conhecer o teu mundo pelas tuas memórias...
A forma mais original de descobrir mais umas páginas da tua história...
"E áquela hora por ela marcada de noite ou de dia
O Chico da Nora na encruzilhada esperava a Maria
Seguiam depois, bem juntos os dois, ao longo da estrada
Matar de desejos, a sede com beijos
Na fonte sagrada"
sábado, 4 de abril de 2009
Antes era assim...

Gosto muito de bolo de chocolate mas confesso que sem recheio não fica tão bom, digamos que fica mais seco. Quando fazemos um bolo, ao juntar os ingredientes devemos ter atenção e verificar se os seus componentes não se vão alterar, se as suas propriedades se vão manter. Á medida que os vamos juntando, o movimento deve ser contínuo, as claras não devem bater nem demais nem menos e a envolvência final deve ser suave para que o bolo fique fofo e as claras não se desfazerem. Esta é a minha noção de fazer um bolo em condições. Não existem regras específicas, no entanto, se não cumprirmos determinados requisitos o bolo não sai bom e lá se vão uns quantos ingredientes para o “lixo”.
O mesmo acontece com as amizades, não existem regras para ser bom ou mau amigo mas tal como num bolo, não nos podemos restringir apenas a alguns componentes. Quando existe um grupo, quando no nosso coração existem muitos amigos é com todos eles que vivemos e não apenas com dois ou três. Tal como um bolo não se faz com ovos e açúcar uma amizade não se faz apenas com duas pessoas quando existem mais no nosso coração. Tu preferes ficar com o açúcar e os ovos para fazer o bolo da tua vida. Tens mostrado querer fazer uma receita inovadora, apenas com esses dois ingredientes. O problema é que quando quiseres juntar algum ingrediente novo ou que dê um toque especial ao teu “bolo”, ele já não estará lá. Nessa altura esse elemento já perdeu a validade, já terá passado demasiado tempo e as suas propriedades já não serão as mesmas…
É exactamente isso que eu vejo na nossa amizade, não somos nada mais do que um bolo de chocolate sem recheio, que secou…
terça-feira, 31 de março de 2009
Queimar por dentro
...
"Quando se ama não é para sempre...mas para além de sempre. Para além de sempre talvez fique a eternidade, que será uma espécie de lugar que nos transforma nos protagonistas do presente de quem amamos, e nos leva a que ansiemos ser o quanto basta para que o seu passado se ofusque, para o nosso bem"
...
Eduardo Sá
quarta-feira, 25 de março de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
Let it rain

A chuva começa a cair lentamente. Eles encontram-se frente a frente. Olham um para o outro como se fosse a primeira vez. Com o seu olhar tentam dizer aquilo que é impossível traduzir em palavras, tudo aquilo que só o silêncio sabe contar. Ela e os seus olhos negros, ele e os seus olhos verdes, brilhantes de saudades, meigos como o seu toque, doces como a sua pele. Ela, a mulher que o espera, ele, o guerreiro de uma batalha infinita que começou há muitas vidas atrás. Ele, venceu a guerra e este é o seu regresso. Olham-se interminavelmente. Os seus olhos percorrem as saudades de outros tempos, a paixão de viver e o desejo de serem um. Muitas vidas se passaram, muitas batalhas decorreram mas eles permaneceram vivos, esperando o renascer, sabendo que esse dia chegaria. A chuva começa a tornar-se cada vez mais forte e eles continuam a olhar-se. Começam a andar, lentamente, passo a passo…. Param. Encontram-se frente a frente, como da primeira vez. Agora é diferente, os tempos são diferentes, os contornos do desenho têm outra textura, agora é o tempo certo. Os seus olhos encontram-se profundamente cravados um no outro. São um espelho. O reflexo de um tem a figura do outro. As formas encaixam na perfeição, como se fossem desenhados para se encontrarem, para se completarem. O abraço. O contacto com a alma de um faz nascer o espírito do outro. Permanecem assim, agarrados, consumidos pelos momentos, pela magia, pela vida que os circunda. A chuva consumiu tudo á sua volta, no entanto, eles permanecem. O abraço é tão forte como a chuva que cai, que trespassa as pedras da calçada, que alimenta os campos e que faz a vida crescer. Eles são vida e vidas um no outro e agora são um…finalmente!
Dedicated to: My poet @
24 de Março.
sábado, 14 de março de 2009
The Kiss
domingo, 8 de março de 2009
Speaking eyes
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Florbela Espanca
Dedicated to: Dante, o poeta :)
9 de Março de 2009
sábado, 7 de março de 2009
cai o pano...

O pano vermelho correu. As pessoas bateram palmas e saíram do salão comentando o maravilhoso espectáculo ao qual tinham assistido anteriormente. Decorreram 20 anos naquela peça. No palco, os actores retiram-se todos, excepto a actriz principal. Ela levanta-se, volta a abrir a cortina, pega nas suas roupas, desce as escadas devagar, e entre as filas da plateia, vai-se recordando de todas as palmas que ouviu, de todas as vezes que agradeceu a presença daqueles que fizeram parte da sua vida durante aqueles 20 anos. Quando esta prestes a sair da sala, olha para trás…
Recorda cada momento de aprendizagem, cada lágrima, cada aperto no peito, cada monologo que inventou para si mesma cada vez que actuou naquele palco, que não é nada mais do que o palco da vida. A realidade espera-a fora daquela sala, já pode tirar a “máscara” que tem usado há uns messes atrás, já pode sorrir…verdadeiramente!
Volta então a sua cabeça para a frente...levanta o queixo...abre os olhos...ergue-se e…sai porta fora...
7 de Março de 2009.
sexta-feira, 6 de março de 2009
sábado, 28 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
...

Hoje sinto o mundo a fugir-me entre os dedos...hoje sinto que nada mais sou do que aquilo que não consigo ver...hoje quero ser apenas eu...um bocadinho do que já fui com a força que construí...hoje sinto a falta...hoje queria apenas entender tudo...hoje não queria ser eu...hoje queria ser outra pessoa...hoje queria apanhar um autocarro e ir embora...hoje queria ver o mar...hoje queria voar daqui para fora...hoje sinto-me aprisionada...hoje quero estar sozinha...é assim tão difícil entender-me?...
Hoje...quero ser a criança do sorriso de 5 anos...que precisa de abraço, de carinho, que precisa de colo, de palavras bonitas que fazem sonhar, que precisa de sentir afecto, que precisa sentir que é amada, desejada...hoje quero apenas SER!
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
ReborNiz

“Levantas-te a correr…
Queres ir… mas para onde e para quem?
É grande o teu sonho, é grande o seu poder…
Mas será que ele é tão forte como tu?
E há motivos para dizer que nos nossos sonhos são gémeos falsos
Tu queres o céu só para ti…
E eu só quero poder voar…
E o corpo vai sentir o que eu escolher
E é só para ele que eu quero escolher
E nesta imensidão eu quero ver o ser…gigante”

"E é bom quando nos pegam na mão…
E é bom sentir amor ou o sexo de alguém…
…Mesmo que seja carnaval…"
[Fato Feto - Carnivale/Cadillac]







