quarta-feira, 26 de março de 2008

Tempestade

Sinto o mundo a fugir-me entre os dedos: as cores começam, lentamente a transformar-se, os perfumes começam a desaparecer, os ventos mudaram a sua direcção e o mar está agitado, cada vez mais agitado. O músculo alojado do lado esquerdo do corpo deixa de dar sinal, as emoções começam a perder a intensidade e o meu mundo está a voltar a ser preenchido a preto e branco novamente, porque eu gosto dele assim, porque é a minha maneira de lidar com a alienação da minha mente, porque é a forma que o meu ser tem de se equilibrar. O mundo pintado a preto e branco é o mundo onde eu estou sempre, mas sempre bem, independentemente de os outros estarem mal ou não, porque nada me abala, porque, simplesmente, não acredito em nada, apago essa capacidade de ver e sentir outros seres como eu, pessoas, acho. Porque quando conheci esse mundo encontrei a minha melhor amiga, a solidão. Aquela que me acolhia de braços abertos, aquela que me dava força sempre que estava deprimida, que me fazia levantar e me mostrava a beleza do mundo, do meu jeito. Esse mundo foi aquele onde fui a mais feliz e mais triste de sempre, feliz porque aprendi a estar sozinha, a ter apenas os essenciais, os do coração, perto de mim e os outros, os outros teriam muito que fazer para chegar a mim, porque eu simplesmente não deixava que entrassem nesse mundo e era tão mais feliz assim. A razão de toda essa minha felicidade é o facto de me proibir de “sentir”, ou seja, o desprezo e a despreocupação eram as minhas aliadas, as minhas irmãs, e o “barulho” exterior era musica que eu simplesmente não ouvia, porque não queria.

Claro que nesse mundo estava presa a muitos ideais de vida, que tantas pessoas à minha volta não entenderam, nem entenderão, porque há coisas que só sentido, só passando por elas, para se dar o valor. Há momentos, há dores tão profundas que nos fazem criar defesas, às vezes, ate de nós mesmos. A diferença das pessoas está, na altura em que as devem ou não baixar. As pedras que destrui com orgulho continuam lá, prontas a construir um novo castelo, apenas com janelas altas, o suficiente para alguém se colocar em bicos de pés e espreitar lá para dentro, porque o seu interior, ficará apenas reservado aos verdadeiros, aos essenciais, aos que merecem mesmo entrar.

terça-feira, 25 de março de 2008

Janela de mim..

Hoje quero, por momentos, deixar de ser eu, quero, por momentos, sair de mim e observar-me. Hoje quero ver aquela menina que vive dentro de mim, aquela menina que adora sonhar, que adora pintar a vida dela com desenhos a preto e branco, que ouve musicas tristes que, para ela, são odes ao equilíbrio. Aquela criança que sorri, de forma inocente, que se faz de ingénua porque não quer ver maldade em nada, porque enquanto assim é, pode imaginar o mundo das cores que quiser.
Tenho saudades da criança que desarrumava o quarto todo para brincar com as bonecas, da criança que sempre que recebia alguma coisa nova pulava louca de felicidade, mesmo que fosse uma simples caixa de papel, com cores. Porque para ela não lhe interessava o que era o presente, interessava-lhe que se lembravam dela, que lhe davam alguma coisa, por mais insignificante, que faziam sentir-se especial.
Tenho saudades da criança, que as vezes, por momentos, consegue rir-se de tudo e de nada e consegue ser feliz com nada perto de tudo o que tem.

Porque essa criança gosta de se aproximar das pessoas, de chegar-se devagarinho e de se sentir em “casa”, de sentir que aquele é o seu lugar, a sua nova casa, gosta de sentir que é especial, gosta de um abraço forte, no silêncio, gosta da saudade daquela pessoa que não vê há um dia ou dois, gosta de sentir a dor no peito da ausência, das palavras, dos actos, dos sorrisos e das gargalhadas daquele anjo que enche a sua vida de amor.
A criança do sorriso de 5 anos é o melhor de mim.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Utopias..

Sinto-me estranha hoje, não sei o que vai dentro de mim, não sei o que pensar com tanta coisa que me esta a encher a cabeça neste momento!. Não sei se é bom, se é mau, se me faz sorrir ou se me faz ter vontade de chorar, sinto falta de alguma coisa que não sei dar nome porque nem eu sei o que é. São aqueles dias em que sei que existo, simplesmente porque sim. Sem razão aparente, sem motivo suficientemente forte, apenas porque sim.
Sinto necessidade de outras coisas na minha vida, que não me façam estar sempre a pensar, que me façam parar a cabeça por momentos, preciso de me voltar a sentir útil mas não encontro forma de o atingir. Não encontro forma de arrancar este vazio que se voltou a instalar em mim novamente. Parece que a vida é uma droga, as coisas que antes nos fascinavam e nos preenchiam deixam de ser suficientes para nos curar os buracos fundos no caminho que queremos percorrer.
Não me sinto útil em nenhum aspecto neste momento, não sinto que haja alguma coisa que me faça sentir útil. E sim, sinto-me estúpida e sinto-me sozinha, sinto que preciso mais da vida do que o que possuo neste momento. Preciso de viver, preciso de me sentir viva, preciso de me sentir eu, preciso de trabalhar a sério, em alguma coisa que eu goste, preciso de alguma coisa, que me faça sentir eu mesma.
Porque, ás vezes, esqueço-me que não tenho só deveres mas também que tenho direitos. Tenho o direito de viver, de gritar, de falar, de estar com os mais importantes, de fazer alguma coisa por mim e não de me sentir inútil como me tenho sentido ultimamente. Sinto-me perdida dentro de uma ilusão, da qual, simplesmente, não estou a conseguir sair. A cada dia que passa, sinto-me a perder qualidades, sinto-me a perder fôlego, sinto-me cansada. Cansada de tudo. Cansada desta cidade, das pessoas que conheço desde que nasci, pessoas com quem nunca falei mas só as suas caras familiares já me enjoam. Sinto falta de alguma coisa nova, preciso de algo novo, preciso de fazer alguma coisa que me ajude a tapar estes buracos que começam a aumentar todos os dias mais um bocadinho e que eu, não querendo, acabo por deixar fugir, de mim. Tenho necessidades de sentir saudades de casa, de sentir saudades de tudo, se me sentir em casa quando volto após tempos que parecem anos longe do meu mundo.
O ser humano é sem dúvida um ser estranho, há pessoas que o que mais desejam é estar junto dos que amam, e eu, que tenho tudo á minha disposição, que sou privilegiada quero é estar longe de todos, o porquê, eu não sei, mas fazia-me bem, sentia-me livre, sentia-me eu mesma. Eu preciso de sentir saudades dos que amo, preciso de sentir saudades da minha casa, do meu quarto, dos meus amigos, da minha alma, preciso de me afastar de tudo e de todos.
Mas eu sei que o que desejo neste momento, é uma utopia, por enquanto. Neste momento, nada posso fazer por isso, nada posso fazer por este desejo enorme de desaparecer daqui, de ver outras caras, outras pessoas, outras paixões, outros locais.
Sinto saudades de me sentir perto, estando cada vez mais longe.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Gostava...

Gostava de estar abraçada a alguém que me fizesse festas e me desse força. Gostava que um dia alguém me limpasse estas lágrimas que teimo em esconder e fazer de conta que não existem. Gostava que alguém me tirasse este peso que sinto dentro de mim. Gostava que neste momento não sentisse vontade de desaparecer para bem longe e nunca mais ninguém me metesse a vista em cima. Gostava de conseguir sorrir como se a vida fosse perfeita. Gostava de poder resolver os problemas de toda a gente que eu amo. Gostava de não me sentir inútil quando sei que nada posso fazer, que nada posso dizer e o silencio que existe, em determinadas alturas, sufoca-me. Gostava que esse mesmo silencio por vezes não me tirasse o ar, as palavras e deixasse os meus pensamentos em paz.

Gostava que pudesses estar sempre perto e ver-te todos os dias. Gostava de poder ir sair contigo quando saiu das aulas, gostava de passear contigo pela cidade sempre que nos fosse possível, no fundo gostava que de vez em quando alguma coisa me fosse dada sem ter que lutar por ela e fazer tantos sacrifícios como já fiz. Gostava que estivesses mais presente na minha vida, de todos os dias. Mas nunca estiveste tao presente quanto eu gostaria e será que algum dia vais estar?.Hoje precisava do teu abraço quente e doce, do teu sorriso, do teu carinho. Hoje mais do que nunca precisava de ti. Estás presente em mim mas ausente ao mesmo tempo. Amo-te e tento ganhar forças, para mim e por nós, porque merecemos estar bem, porque nos amamos e eu acredito que juntos podemos vencer. Hoje só quero estar sozinha.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Explosão de emoções.



“ A melhor maneira de não nos desiludirmos com as pessoas é simplesmente não criarmos espectactivas sobre elas”

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Vocês

Este texto é especial porque fala de pessoas especiais, de pessoas novas na minha vida mas que parece que fazem parte dela há séculos. Pessoas totalmente diferentes de mim e que todos os dias me ensinam algo novo, pessoas que tem dificuldades, pessoas que se tornaram mais fortes devido a elas e que eu admiro por isso mesmo, por não se deixarem vencer quando as dificuldades surgem, por ganharem forças para resistir aos obstáculos e por ainda conseguirem transmitir sentimentos de segurança e de estabilidade aos outros, mesmo quando não os sentem dentro de si.
Amizade. Esta palavra que sempre esteve sempre muito presente na minha vida, no entanto nunca soube o seu verdadeiro significado, nunca lhe senti o sabor, nunca a souber ver, nunca a soube sentir. Se alguma vez ela existiu foi de forma tão leve que nem soube saborear. Até que vos conheci. E tive medo, porque era uma sensação desconhecida e que supostamente eu deveria conhecer. Porque não sabia como lidar com vocês, como me mostrar, como vos tratar. Porque o que me faziam sentir diariamente era tão bonito que tinha medo de me habituar e depois de tudo se desvanecer, como anteriormente já me tinha acontecido.
Lentamente, ensinara-me a respeitar as vossas diferenças, os vossos momentos, as vossas opiniões e as vossas maneiras de ser e de viver. Aprendi que o verdadeiro amigo não é o que diz “podes contar comigo” mas sim aquele que fica com a pessoa, de mãos dadas num momento de silêncio, sem dizer uma palavra porque elas nem sequer são necessárias, tudo é dito e sentido em silêncio. Aprendi que o verdadeiro amigo é aquele nos faz chorar com as verdades e não o que nos diz o que queremos ouvir.
Cada um de vocês me preenche de diversas maneiras. Uma com o seu olhar profundo e escuro mas tão doce e meigo que se torna irresistível, com uma frontalidade que chega a doer dizendo as palavras certas nos momentos correctos, que é dura nas palavras mas amiga nos actos e que tem um sorriso que ilumina o mundo. A outra, tão semelhante à primeira e ao mesmo tempo tão diferente, esta com um sorriso que me faz cócegas no interior que tem o poder nas palavras que diz e que enchem todos os momentos de boa disposição e de alegria, aquela que admiro por tudo e por quem tenho um fascínio inexplicável. A terceira é a doçura em pessoa, a ingenuidade nos actos, o humor nas palavras mas também o carinho dos abraços, do momentos, a paciência que tem para ouvir vezes sem conta a mesma historia e dizer vezes sem conta os mesmos conselhos. E por fim, a última pessoa com uma importância diferente, que me ensinou a ver os mundos ocultos, o mistério das palavras e a escutar as vibrações entre as pessoas.
Este último foi aquele que mais me ajudou a tomar a decisão correcta na minha vida e a ganhar forças para enfrentar as consequências dos meus actos.
Preciso de todos, de maneiras diferentes. Preciso todos os dias porque me completam, porque me aturam, porque me incentivam a ser cada vez melhor, porque me ajudam a seguir o caminho que devo seguir, porque me ouvem, porque me proporcionam momentos inesquecíveis e acima de tudo porque gostam de mim, como eu sou, com os defeitos e as qualidades que tenho. E isso para mim, já é um mundo.
Vocês, os imbatíveis do meu coração.

Guerreiros

Desde menina que me ensinaram a lutar pelo que queria, a nunca desistir do meu objectivo até o conquistar. E até hoje sempre lutei por mim, pelos que amo, pelo meu futuro, pelas minhas ambições e fui bem sucedida. Mas estas palavras não seriam tão significantes senão houvesse uma luta que se distinguisse no meio de todas as outras.
A luta que se destacou pelos seus obstáculos, pelas suas vivências, pelas mudanças e por fim, pela nossa evolução pessoal. Porque quando te conheci era bem diferente, não sabia bem o que significava o nosso sentimento, acho que a própria noção de relação me era estranha mas tu com o teu jeitinho conseguiste com que entendesse muitas coisas e me tornasse na tua namorada. A verdadeira. Cometi muitos erros, disse muitas palavras em vão, discuti muitas vezes por coisas mínimas mas aprendi muitas lições importantes. Aprendi a esperar que te apercebesses dos teus erros, mesmo quando tinha vontade de desistir de nós, mesmo quando achava que nunca poderíamos resultar, mesmo quando via que o fim estava próximo. Aprendi a entender as tuas necessidades bem como os teus medos. Aprendi a conhecer-te através do conhecimento de mim própria. Aprendi que são as diferenças que nos unem e não o contrário. Aprendemos a fazer sacrifícios por quem amamos, a ceder de forma saudável mas acima tudo aprendemos a nos respeitar enquanto pessoas, amigos e namorados. E essas, na minha opinião são as lições mais verdadeiras e significativas que poderia aprender e que te poderia ensinar.
Fomos guerreiros desde o início, lutámos sempre por nos melhorar e por melhorar a nossa relação, lutei contra todos os obstáculos que se entrepunham e quando começamos a lutar juntos a vitória chegou ainda mais depressa. E hoje consigo ver que todos os momentos maus que tivemos foram necessários, que as lágrimas foram a ponte, que a dor foi o mecanismo e que todas as palavras soltas foram o caminho para vermos o que era essencial: o amor que nos tem unido e nos continua a unir, dia após dia, que fortifica gesto após gesto e que se intensifica momento após momento.
Hoje sei que durante todo este tempo fomos guerreiros, usámos diversas armas mas vencemos a guerra e atingimos a vitória, de mãos dadas.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Living on a Prayer


She says weve got to hold on to what weve got
cause it doesnt make a difference
If we make it or not
Weve got each other and thats a lot
For love - well give it a shot

Take my hand and well make it - I swear
Livin on a prayer”

Há pequenos pedaços de breves frases que nos fazem voar exactamente no instante em que as lemos. Porque são pequenas frases como estas que me mostram todos os dias que valemos a pena, que a nossa luta não foi em vão, que quando nos temos apenas um ao outro, isso já preenche uma vida.
Porque me orgulhas todos os dias mais e quando penso que não me podes surpreender dás-me “prendinhas destas” que fico sem saber o que dizer. Porque me encantas com coisinhas mágicas que descobriste há pouco tempo, por me fascinas com momentos inesperados. Porque sinto em mim algo diferente, algo que me diz que somos um só.

És o meu paraíso.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Porquê?

Porquê? É esta a pergunta que me faço de todas as vezes que sinto esta dor em mim. Mesmo que finja que está tudo bem, nunca está tudo bem porque há coisas que por mais que pense ou tente nunca serão superadas. Porquê tenho de carregar este peso nas minhas costas há tanto tempo? Porque não posso simplesmente deixar de viver com esta angústia sempre que vejo algo relacionado, porque me irrito tanto?
Porque é que tenho vontade de chorar e o coração se cola ao meu peito tentando evitar que nem uma lágrima caia? Porquê?
Eu tento esquecer, tento ultrapassar mas parece que há coisas que nos perseguem, parece que é impossível…parece que mereço isto de alguma maneira, parece que é o meu destino sofrer com esta terrível e maravilhosa esperança. Porquê?
Porque não pode este sentimento, este novelo de emoções, esta dor profunda sempre que me lembro do assunto ir-se embora de vez?

Sinto-me desesperada, por mais que tente ignorar, dói-me, dói-me sempre e cada vez mais fundo, tento fazer que não me importo, que não mexe comigo, que já passou, tento respirar fundo mas parece que não me ajuda em nada, tenho ataques de raiva constantes e sinto ódio dentro de mim, mas porque? Qual é o motivo de tanta dor e de tanto sofrimento? Qual o motivo pelo qual sofro desta maneira tão estúpida mas que deixou tantas marcas e continua a abrir fendas em mim as vezes grandes de mais para se poderem suportar?
Há caminhos nos quais nunca devemos entrar, mas deveríamos ao menos conseguir sair deles, se são errados, se não são para nós, então porque continuar a sofrer por eles? Porque me caem as lágrimas ao escrever sobre isto? Porque é que o meu corpo entra em incêndio? Porque é que as minhas costas perdem força, porque é que os meus olhos não brilham e estão cheios de escuridão? Porque continuo a fazer este sorriso estúpido e idiota sempre que algo me lembra do assunto? Porquê?

Parece que foi ontem que tudo aconteceu, que me deram a noticia, que me tiraram as asas, que me cortaram as pernas, que me fizeram o maior golpe no coração até aquela altura, parece que ainda vejo o olhar e as lágrimas de alguns, as lágrimas que não paravam de cair, os abraços repetidos, o medo de tanta coisa e eu lá com o queixo bem levantado, com a cabeça bem erguida como me ensinaram. Até hoje nunca mais baixei a cabeça por motivo algum, como se diz, não devo nada a ninguém!

Talvez alguém me deva algo a mim, algo demasiado valioso, algo que não se compra, algo que não se adquire, alguém tentou um dia roubar-me a dignidade, só espero que viva com isso na consciência durante muito tempo.

“A personalidade é a chave de muitas portas mas é o carácter que as mantém abertas”

Infelizmente há pessoas que nem tem uma nem outra, pobres coitados, doentes de espírito, enfermos de viver…

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

The heart never lies

Some people laugh,
And some people cry,
And some people live,
And some people die,
And some people run,
Right into the fire,
And some people hide,
Their every desire


But we are the lovers,
If you don't believe me,
Then just look into my eyes,
Cause the heart never lies

And some people fight,
And some people fall,
Others pretend,
They don't care at all,
If you wanna fight,
I'll stand right beside you,
The day that you fall,
I'll be right behind you,
To pick up the pieces,

If you don't believe me,
Then just look into my eyes,
Cause the heart never lies

Woaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhooh
Woaaaaaaaaaaaaaaaaaaaoooooaaahhoooh

Another year over,
And we're still together,
It's not always easy,
But I'm here forever,


Yeah, we are the lovers,
I know you believe me,
When you look into my eyes,
Cause the heart never lies,
Cause the heart never lies, yeah,
Cause the heart never lies


Mcfly - The heart never lies



Porque há letras que dizem tudo e esta é uma delas.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Realidade

Abri os olhos para o real, a minha realidade. Abri os olhos para ver o que se passa à minha volta, para conseguir ver para além do coração. Abri os olhos para ver o que realmente és. O que realmente significavas e significas. Abri os olhos para mim, para entender que eu preciso de mim, de cuidar de mim, de estar comigo, de tratar do meu futuro, acima de tudo. E contigo, meu amor. Porque tu sim, estiveste sempre do meu lado, este tempo todo, deitaste a minha cabeça no meu colo, fizeste-me festas ate eu parar de chorar, abraçaste-me quando tinha medo, acalmavas-me quando tinha provas, levantavas-me do sofá e arrastavas-me para cama quando já não aguentava o cansaço, foste tu que estiveste lá, nas derrotas mas principalmente nas vitórias.
Do teu lado, conquistei tanta coisa, lado a lado contigo, de mãos dadas, de corações unidos. Foste tu que me deste os parabéns quando finalmente consegui o que eu desejava. Foste tu que me deste força sempre meu amor. Foste tu que me deste tanta coisa, tanto amor, tanta dedicação, tanta compreensão e paciência e que por vezes eu não vi nem soube reconhecer. Por vezes, apenas soube criticar e ver o que estava mal em vez de reconhecer o bem que me fazias, mas hoje finalmente consegui abri os olhos. Ambos abrimos os olhos.

Sinto-me tão feliz porque finalmente aquilo que fecho de olhos abertos e ainda melhor do que aquilo que vejo de olhos fechados. Nós.

Orgulhas-me. És essencial.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Anjo caído

Um anjo com grandes asas negras. Um anjo que se tornou meu amigo, que me contava historias todas as noites antes de dormir, que me fazia sempre sorrir e rir também, um anjo que me ouvia sempre e admirava as minhas palavras. Um anjo que abria as suas asas negras e me protegia com elas, onde ninguém me fazia mal, onde me sentia protegida. Um anjo com qual viaja e conhecia todos os enigmas do mundo. Um anjo que me ensinava todos os dias um lição diferente. Um anjo perdido nele mesmo mas o meu anjo da guarda. Um dia ele voou e deixou-se sozinha.
As asas perderam a cor e progressivamente as penas. Deixou-as algures perdidas pelo mundo. Era um anjo caído dos céus mas perdeu as asas e tornou-se comum, exactamente igual a tantos outros. No entanto, não deixa de ser um anjo. Um anjo perdido, um anjo caído, um anjo desassossegado. Um homem. Um Anjo que morreu. Um homem que permaneceu.

Mundos Mudos

Mundos mudos. Onde as pessoas não falam. Onde as pessoas não sentem. Onde as pessoas se impedem de viver. Onde as pessoas impedem a felicidade. Onde as pessoas se impedem de existir. Mas existem.
Seres que querem falar mas as palavras não saem, como se não soubessem falar e tudo o que querem dizer sai exactamente ao contrário. Seres que precisam de ser ouvidos mas as suas palavras estão cheias de enigmas e não há ninguém para os escutar e entender. Seres carentes de vida e de humanidade mas esses são os condenados, pois os humanos regrediram e continuam a regredir cada vez mais, adormecendo todas as suas capacidades sendo cada vez mais o que sempre foram, animais. E como animais que são, transformam-se por instinto e reagem por instinto, por insatisfação e por inveja, a pior praga fabricada pelo homem.
Mundos Mudos. Onde ninguém pára para escutar, onde ninguém se cala para ouvir, onde ninguém olha para observar e as palavras se perdem no ar, onde os sons se desvanecem ficando cada vez mais ténues até desaparecerem.
Existe música nesses mundos, música oculta que ninguém ouve, que ninguém entende, que ninguém quer ouvir. A musica que são as vibrações dos animais, os poucos sentimentos dos animais e as preocupações e angústias desses mesmos animais, um pouco racionais. A insuficiência de existir.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Será

"Será que me consegues ouvir
ou é tempo que pedes quando tentas sorrir.
Será que sabes que te trago na voz,
que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós.
Será que te lembras da cor do olhar
quando juntos a noite não quer acabar.
Será que sentes esta mão que te agarra
que te prende com a força do mar contra a barra.
Será que consegues ouvir-me dizer
que te amo tanto quanto noutro dia qualquer.

Eu sei que tu estarás sempre por mim
Não há noite sem dia, nem dia sem fim.
Eu sei que me queres, e me amas também
me desejas agora como nunca ninguém.
Não partas então, não me deixes sozinho"


Pedro Abrunhosa - Será

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Erros Humanos

Há aprendizagens na vida que são preciosas para a nossa construção pessoal. Há erros humanos que se podem tornar demasiado perigosos na nossa vida se não forem controlados. Não podemos querer construir pessoas como se fossem puzzles usando vários pedaços pessoas, não podemos nem devemos preencher espaços em branco com espaços de outra cor, de outra pessoa. Cada pessoa é única pelas suas características, sejam elas boas ou más, inatas ou aprendidas, façam elas sofrer ou sejam elas fruto de felicidade, isso não interessa. É errado fazer puzzles de pessoas, isso pode gerar confusões internas não só para o puzzlelista mas também para as peças desse mesmo puzzle. Porque acabamos por acreditar que com um bocadinho de uma pessoa e outro bocadinho de outra que tem as peças que precisamos seremos totalmente felizes e acabamos por ver que nem sempre o que precisamos na nossa vida é o que queremos. Acabamos por entender que nos iludimos, que julgamos gostar dos dois puzzles ao mesmo tempo e da mesma maneira, não vendo que afinal havia um puzzle mais simples e que nos era mais fácil de completar enquanto o outro era mais complexo e poderia levar muito mais tempo a montar. Não podemos sempre escolher o caminho mais simples, porque esse é o caminho que precisamos mas nem sempre é o que queremos, nem sempre é o caminho que mais nos completa, nem sempre é o caminho que nos trará felicidade. De outro modo, até pode ser um caminho feliz mas faltara sempre alguma coisa que rejeitámos do caminho mais complexo, gerando frustração ao concluir que erramos na nossa escolha. As pessoas não são puzzles, eu sei. Mas por vezes há que analisar as situações de forma racional, sem emoções, sem sentimentos, sem coração, como se ele fosse feita de pedra dura e suja. Erros humanos.
Hoje sei que estive quase a optar pelo caminho mais fácil, mais igual a mim, mais gémeo da minha essência. O que realmente queria e precisava, estava bem longe, bem dentro de mim, escondido dentro das minhas palavras, oculto pelos meus olhos, pelo brilho do caminho mais fácil. O que amo esta em tudo o que faço, em tudo o que digo, em tudo o que escrevo com o coração escancarado a realidade. Porque hoje não há medos, não há incertezas, hoje há segurança em nós. No caminho mais complexo mas também o que me recompensa mais a alma. Erros humanos, que não se podem evitar mas que o tempo pode e vai curar. O tempo. O guardião de todos os segredos.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Sorriso

Fazes-me sorrir. Fazes os meus olhos sorrir. Fazes a minha alma sorrir. Intensamente. Fazes com que todos os dias eu abra os meus olhos e veja o teu rosto a olhar para mim de forma terna e doce e sorriu. Fazes com que pense constantemente em ti e que tudo o que eu faço, que estamos os dois a fazer e que estas sempre comigo, bem cravado no meu coração. Sinceramente. Fazes com que o sorriso se estenda dos olhos para o corpo e do corpo para o resto de mim. És tu a razão deste sorriso interior que mantenho somente porque existes na minha vida, todos os dias, todas as horas, todos os minutos, todos os segundos. Um sorriso doce, meigo e apaixonado. O nosso sorriso. O intocável sorriso de dois amantes que não vivem sem o seu reflexo. O meu, somos nós. Inquebráveis. Mais uma vez. Sorriso.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

União

Estamos juntos, finalmente erguemos tudo de novo. E mais forte e intenso do que alguma vez esteve. A tua presença é quase tão essencial da minha vida como respirar. Imagino-me todos os dias, todas as horas, todos os minutos, contigo. Não há duvidas. Não. Há a certeza de que são os teus braços que quero para me aconchegares no teu colo, para me fazeres carinhos na alma e fazeres o meu corpo tremer com um olhar.
Há a certeza de que estarmos juntos completa a minha existência. Totalmente.
É nestas alturas que acho as palavras tão injustas para descrever emoções e sentimentos.
Sinto que as palavras são insuficientes, toda a arte do mundo não chegava para nos descrever, para descrever aquilo que sinto na tua presença.
Todo o meu corpo grita incessantemente por ti, por nós, pelo nosso amor, pela nossa perfeição. És o meu tudo, a minha doce realidade.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Acredito

Aquela chama quase vazia começou lentamente a aumentar, sem eu dar conta, sem eu perceber, voltei a sentir o coração quente, de novo. Depois de uma grande tempestade, de casas destruídas e corações virados do avesso, parece que afinal ainda existe algum sentimento, e que tudo pode ser reconstruído. Parece que afinal aquela saudade que existia dentro do meu peito era apenas um carinho muito especial e não o amor da minha existência, aquele que justifica o facto de o viver, apenas para o encontrar. A distância revelou muita coisa que estava escondida por entre fragilidades e medos. A distância ajudou a destapar aquilo que estava coberto de areias bem pesadas, de sorrisos mal entendidos e brilhos nos olhos tão fortes que por vezes ate ardiam.
E a chama voltou a brilhar, não com a mesma intensidade que brilhou um dia, mas com a mesma força de crescer, forte e brilhante. Porque o mal de que padeceu foi demasiado intenso para se poder livrar dele de forma tão fácil como um estalar de dedos.
Mas há esperança de que essa chama, antes pequena e agora maior, volte a brilhar com a mesma intensidade e cor e brilho e ate cheiro com que brilhava antigamente.
Porque há mudanças necessárias, porque há vidas por preencher, porque há pessoas capazes de mover mundos para ficar com alguém e pessoas que simplesmente esperam que esses mundos se mexam. Porque há pessoas que lutam pelo que querem e pelo que acreditam e mudam ate o mundo, se necessário for. E por essas pessoas, essa chama nasce e renasce, tantas vezes quantas forem necessárias. Por ti, por nós, pela nossa chama, pelo nosso amor, pela nossa perfeição quando estamos juntos. Acredito.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Pensamento

E o pensamento continua a encher os meus dias. Pensei que se estivesse distante que tudo se iria dispersar mas isso não esta a acontecer, por agora. Os pensamentos invadem a minha mente, eu invado-me a mim mesma na esperança de entender o que sinto. O pensamento antecede o sentimento. O sentimento é perigoso, muito perigoso. Porque existem duas almas muito semelhantes, muito iguais, que pensam do mesmo modo, que reagem das mesmas formas, que se olham e se vêem como num espelho, que criaram um mundo paralelo onde só existem eles. E esse mundo, mesmo longe, continuava a ser alimentado pelos dois, de forma individual. Todos os dias eram maior e mais perfeito, a perfeição das perfeições. O mundo é injusto. A vida é injusta. Porque nos coloca ela a pessoa certa no pior momento? Porque nos obriga ela a recuar na mesma decisão e quando ela se aproxima há um desgosto enorme, uma perda de essência sem qualquer explicação. Mas quando essa perda se afasta, sinto-me bem, feliz, realizada. Mas sinto a falta de alimento no meu coração. Sinto a falta de um anjo que um dia me encontrou. Tenho medo que tudo isto me leve a uma estrada sem fim ou a um poço sem fundo. Gostava de saber que vai dentro de mim e o que devo fazer. Porque neste momento me sinto um barco à deriva e sem norte. Mas valores mais altos se levantam e há que lutar por eles com unhas e dentes. Porque são eles o alimento desta vida, a satisfação e o orgulho. Manter e intensificar esta luta de treze anos é o meu objectivo principal.
Lutar. Lutar. Lutar. E ganhar.

Medo

Tenho medo. Tenho medo de ser traída pelas palavras, pelos actos e pelas emoções. Tenho medo de os meus olhos dizerem a verdade quando a sinto e que no momento importante eles fiquem sem brilho. Tenho medo de não voltar a ser conquistada por aquele que já chamei de amor da minha vida. Tenho medo daqueles olhos meigos que me despem sem pudor. Tenho medo daquelas palavras que ditas ao vento me enchem a alma de cor. Tenho medo que o tempo passe e tudo se mantenha igual. Tenho medo essencialmente de mim mas não por mim. Tenho medo que um dia tudo saia de mim e não sei qual será o efeito disso. Tenho medo de me apaixonar, se é que não estou já apaixonada. Tenho medo destas mesmas palavras e de tudo o que elas podem mostrar e provar. Tenho medo. A minha alma tem medo. As minhas palavras têm medo. O meu corpo tem medo. Sou um ser amedrontado que vive dentro do medo e da incerteza. Um ser já foi muito feliz mas que hoje já não sabe sequer onde se perdeu a paixão. Aquele sentimento de dar as mãos e tremer por dentro. Aquele brilho no olhar, aquela vozinha doce que apetece sempre dizer quando se ama alguém. Sinto que há possibilidades de tudo recuperar mas só o tempo o ira dizer. E ate lá continuarei assim, cheia de medo do meu futuro.