segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Horas Tardias...



[Breaking Benjamin - Forget it]

It's a crime you let it happen to me
Nevermind, I'll let it happen to you
Out of mind, forget it there's nothing to lose
But my mind and all the things I wanted

Everytime I get it I throw it away
It's a sign, I get it, I wanna stay
By the time I lose it I'm not afraid
I'm alive but I can Surely fake it

How can I believe when this cloud hangs over me
You're the part of me that I don't wanna see

Forget it

There's a place I see you follow me
Just a taste of all that might come to be
I'm alone but holding breath you can breathe
To question every answer counted

Just fade away
Please let me stay
Caught in your way

Forget it

It's a crime you let it happen to me
Out of mind, I love it, easy to please
Nevermind, forget it, just memories

On a page inside a spiral notebook

Just fade away
Please let me stay
Caught in your way

I can live forever here

Forget it

How can I believe when this cloud hangs over me
You're a part of me that I don't wanna see

I can live forever here



[Esquecer-te seria esquecer uma parte de mim que já não me pertence...]

sábado, 10 de janeiro de 2009

...


Quando menos esperas, acontece, sem entenderes o porque, o quando ou o onde, simplesmente surge. Não tens que tentar evitar, porque vai acontecer na mesma. Não tens que dizer que não, porque tu própria te vais trair. Não tens que te afastar pois vai procurar-te. Não tens de te esconder, pois vai encontrar-te, onde quer que te estejas. Não tens que sorrir, mostrar-te simpática, estender os braços, chegar mais perto, encontrar-te com. Não. Apenas tens de estar, sozinha, como sempre te encontraste, rodeada de pessoas, como sempre desejaste, e surge. Apenas tens de estar tu própria, a fazer a tua própria vida, com a tua própria personalidade, os teus próprios gestos, a tua própria essência. Não tens que pensar qual será o dia porque nunca o vais adivinhar. Não tens que sonhar com o momento porque nunca será como imaginaste. Não tens que pensar o que vais dizer pois as palavras vão ficar entaladas na tua garganta, sem conseguirem sair. Não tens que pensar o que levarás vestido, pois nunca saberás qual o momento. Não tens que associar o momento a uma música porque não existe música capaz de traduzir aquilo que vais sentir. Não tens que imaginar uma pintura que não sabes fazer ou mesmo um instrumento que não sabes tocar. Não tens que te deitar e pensares no assunto, porque a imagem não vai surgir na tua mente. Não tens que pensar que vais sonhar com, pois quando menos esperas, os teus sonhos são invadidos…

Morderam-te o coração ao mais alto nível.
Parabéns.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Mistura de Chamas.



“Não tivemos tempo para nada, o tempo é um ladrão, mas tu és um ladrão ainda mais esperto, porque roubas tempo ao tempo e foi assim que entraste a saíste da minha vida como um furacão, chamei-te El Niño e tu riste-te com a tristeza das crianças quando estão cansadas, e eu agora vou assistindo a cada dia que passa ao crescimento de um fosso imenso entre nós, apesar de todo o amor que sentimos um pelo outro. Aprendi a deixar partir as pessoas porque sei que nascemos e morremos sozinhos, que tudo o que é realmente importante na vida descobre-se e aprende-se na solidão.

Só há uma maneira de uma pessoa ser mesmo feliz, sabes qual é?
Aprende-se com o tempo e descobre-se com a vida. É o truque mais difícil do mundo para quem nunca o recebeu e mais fácil para quem já o teve. Quando quiseres descansar e olhar para dentro, verás que não é assim tão difícil. Como tudo o resto, é só querer.


É muito difícil voltar a amar. Amar sem tempo, sem exigências, sem medo. Amar por amar, querer sem pensar, sonhar sem recear, deixar o barco partir outra vez. O barco balança mas a âncora não sobe, as velas enrolam-se de recato e cansaço, o vento não sopra e muito pouco muda. Mas porque é impossível sobreviver no deserto ou navegar para sempre, há instantes de amor, momentos perfeitos em que sentimos outra vez o sangue a ferver, os olhos mudam de cor e as mãos voltam, por breves segundos, a entrelaçar-se, quando alguém nos diz ao ouvido:
- Estás enganada, pode ser isto o amor.
E pode, e deve e nós até queremos que seja, mas o coração não obedece a nada senão à sua própria vontade e o amor continua a ser um mistério que não sabemos como começa nem quando acaba."


[Margarida Rebelo Pinto]

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Nao sei pintar...



Pego no pincel e nas tintas. Não sei desenhar, não sei pintar mas vou arriscar. A tela está vazia. Gostava de me sentir assim, nova, branca, vazia…pronta a pintar! Mas não. As tintas da minha tela interior estão gastas de tanto serem repintadas, redesenhadas, riscadas, apagadas. Tem um aspecto velho (Dizem que são mais valiosas!). Algumas partes já estão tão surradas que fazem buraquinhos pequeninos, parecidos com os picotados que fazíamos na primária, com um pedaço de esponja por baixo. Acho é por ai que entra e sai a dor. A dor tem cor?. A minha dor tem várias cores. Uns dias é amarela e quente como o sol, outros dias pintada com leves tons de azul, tem segundos que é vermelha como a paixão, outros que tem rabiscos de roxo, de preto e branco. As dores têm várias formas, várias cores, vários cheios e sabores, são personalizadas e sentidas de forma individual, havendo excepções, raras, em que são dores colectivas (uma intoxicação sentimental, por exemplo).

Pego no pincel e nas tintas. Não sei desenhar, não sei pintar, mas vou arriscar. Pego no lápis, e ainda a tremer, faço um risco. Não me faz sentido, não me diz nada, mas volto a tentar. Faço outro risco, acompanhado de sombras e contínuo. Parece-me menos mal, desta vez… O resultado: duas caras cheias, dois olhos abertos mas que não se vêem, dois braços que não se abraçam, duas pernas que não andam, dois corações que não querem sentir…

Pego no pincel e nas tintas. Não sei desenhar, não sei pintar, mas vou arriscar…

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Cruzamentos.

Noites sem fim. Escrevo no ar, aquilo que quero que entendas, sem palavras. Escrevo com o corpo, aquilo que estou a sentir. Escondo as feridas e tapo as cicatrizes para que não tenhas pena nem compaixão de mim, para que não fujas, como os outros, dos meus fantasmas. Não gostava que fugisses, quem sabe desta vez é diferente. Quem sabe desta vez o sorriso não se desvanece. Quem sabe desta vez o abraço se prolongue. Recuso a paixão. Recuso nomear sequer aquilo que me preenche de forma tão intensa e mágica. Recuso-me a querer-te mais do que já te quero. Se há alturas em que acredito no poder da razão, esta é uma delas. A doçura que nos envolve tem o teu nome. A suavidade de um beijo que preenche inteiramente um segundo. O toque mais leve e ao mesmo tempo mais seguro que senti. A essência. Os sentimentos não têm nome nem prazo de validade. Noites sem fim… ocorridas num minuto, sentidas ao segundo, intensas nas horas…

["Marco o teu número 1000x só quero apanhar-te"]

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Morder-te o coração...




A eterna criança apaixonada. a mulher de 20 anos que abriga dentro dela uma criança de 5...um misto de magia, mistério e surpresa...aquela que gosta de morder o coração das outras pessoas...com as palavras...aquela que gosta de ser mordida por dentro...da forma mais intensa possível...

Morder-te o coração.
Uma nova paixão.
Um novo visual.
Merecemos.



["Sozinha pode ser sempre a dois! afinal não somos completos sozinhos!"]

sábado, 3 de janeiro de 2009

O imprevisível torna-se (sempre) mais um vicio!



VOCES.o video."eu nunca". sessão de fotos. pessoas novas. sentimento de união. FAMILIA. carinho. celeiros. concertos brutais. melhor pda. melhor fim de noite. melhor que isto? IMPOSSIVEL =)



[O que foi que aconteceu - Ana Moura]

Aconteceu
Eu não estava à tua espera
E tu não me procuravas
Nem sabias quem eu era
Eu estava ali só porque tinha que estar
E tu chegaste porque tinhas que chegar

Olhei para ti
O mundo inteiro parou
Nesse instante a minha vida
A minha vida mudou
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos?
O que foi que aconteceu?
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos, meu amor?
O que foi que aconteceu?

Aconteceu
Chama-lhe sorte ou azar
Eu não estava à tua espera
E tu voltaste a passar
Nunca senti bater o meu coração
Como senti ao sentir a tua mão
Na tua boca o tempo voltou atrás
E se fui louca
Essa loucura
Essa loucura foi paz
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos?
O que foi que aconteceu?
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos, meu amor?
O que foi que aconteceu?

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Pedaços de mim que ficam...



2008.

Este foi o ano da descoberta. Descobri a amizade, a verdadeira. Para mim, a amizade é um processo que se constrói, todos os dias um bocadinho, por duas pessoas que gostam uma da outra, com demonstrações ou não, com palavras ou não, com silêncio ou não, com sorriso ou não, é apenas saber estar. Quando está apenas um, quando se fazem julgamentos, quando se fala sem se conhecer, quando não se respeita a individualidade do outro nem se preocupa em saber como ele se sente, se está bem ou mal e não se respeita a sua dor, não vale a pena insistir mais. A amizade para mim é muito mais que isso. A amizade não é medo, não é insegurança, não é despersonalização, não é inveja. A amizade é algo que nos põe um sorriso no rosto, que nos aproxima das pessoas, com quem podemos dizer aquilo que nos vem a cabeça, com quem podemos contar para uma gargalhada mas também para um abraço, um conforto. Quando queremos desabafar, a última coisa naquele momento que queremos é sermos julgados, ainda mais por pessoas tão significativas. Merecemos ouvir as verdades, por muito duras que sejam, mas não sermos julgados pelo que somos ou fazemos. Não podem querer que cresçamos de um dia para o outro e as criticas não ajudam, em nada. Pelo contrário, apenas magoam mais a cada dia e faz com que nos afastemos. E “amizade” dissolve-se.

Este ano foi o ano das paixões. Descobri que sou uma mulher de paixões assolapadas, que tenho que estar constantemente apaixonada para me sentir viva. Apaixonada pela minha família, pelos meus amigos, pelo meu curso, pelos meus projectos e quem sabe…por um homem merecedor. Descobri que é a paixão que me dá forças, que é o olhar brilhante que me faz ser realmente feliz, que é esta excitação que me provoca que me faz ser tudo aquilo que sou. Descobri que gosto de ser quem sou, da forma que sou, todos os dias, sem excepção. E quem gosta verdadeiramente de mim, gosta deste jeito mesmo. Infantil. Mimada. Inteligente. Sensível. Carinhosa. Insegura. Corajosa. Lutadora. Determinada. Vaidosa. Solidária. Lamechas…

Este ano foi o ano do amor. Descobri que os sentimentos podem surgir em duas semanas e durar um ano. Descobri que as pessoas não mudam, adaptam-se temporariamente. Descobri, também, que não vale a pena insistir em sentimentos individuais, que já terminaram há muito tempo mas que o que persiste é uma habituação. Descobri que ser sincera e verdadeira, despir uma alma para uma pessoa que pensamos ser o amor da nossa vida, não é uma boa opção. Por muito que se ame, por muito que se lute, por muito que se queira a pessoa para a toda a vida, deve haver sempre um mínimo de protecção, a nossa concha deve estar sempre pronta a nos receber de volta, no momento certo. Descobri que embora sinta sempre a falta de alguém, o que gosto mesmo é de estar sozinha. Independente de ninguém, a nível emocional.

Este foi o ano dos projectos. Quando 2008 começou, disse para mim mesma “este ano vou fazer aquilo que já quero fazer há muito tempo e que não fazia por preguiça” e assim fiz. Houve muitos dias cansativos, de trabalho acumulado, alguns desajustes de sono e de paciência, mas foi a melhor coisa que podia ter feito, até hoje. Os meus novos projectos proporcionaram-me conhecer muitas pessoas, desenvolver projectos, tornar-me mais (euro) activa, inserida dentro de uma fundação que me abriu as portas para os sonhos e para outros países também.

Este ano foi ano da família. Finalmente as pontas dos laços voltaram a unir-se. As aproximações chegaram ao coração e o bem-estar regressou, os mimos e o carinho são a constante dos meus dias, das pessoas mais importantes para mim nesta vida. Tudo isso graças a um pequeno “empurrãozinho” mental que me fez lutar pelo meu tesouro esquecido, a minha família. No final deste ano ganhei ainda uma “avozinha”, que me mostrou que a vida pode ser muito negra, que podemos sempre ter muita tristeza nos nossos dias mas que quando sabemos chegar ao coração, pelo menos durante algumas horas, as pessoas conseguem ser felizes, mesmo que depois os olhos voltem a ficar baços e o sorriso se dissolva. Aprendi a ouvir a mesma história todos os dias, a me perguntarem sempre a mesma coisa como se fosse a primeira vez e a saber sorrir, como da primeira vez.


Agora quero receber 2009 com um sorriso! =)


























terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Devorar palavras...



Vicio adquirido. Tenho uma enorme vontade de ler. Ler todas as palavras que não li até hoje, apetecia-me ter muitas e muitas horas para ler tudo aquilo que não li durante todo este tempo. Poderia estar semanas, meses a ler aquilo que não li até hoje. Porque sou preguiçosa, porque digo não ter tempo, porque talvez tenha medo de me rever num livro e não saiba reagir á explosão de sentimentos que ele possa gerar. Coragem. Sinto uma enorme necessidade de ler, página por página, pensamento por pensamento, ávida de mais, cada vez mais. Preciso de ler, de voltar a ler como lia antes, ler as palavras, os textos, as páginas, os sentimentos, as emoções, as pessoas. Sinto-me com tanta força para devorar todos esses momentos que, por instantes, me sinto grande.
Um dia vou escrever um livro. Talvez conte a minha história. Talvez conte a história de outras pessoas. Outras pessoas que não são eu e que fazem parte de mim ao mesmo tempo. Um dia vou editar um livro, não um livro qualquer, quero um livro que descreva algo de diferente, algo pessoal, algo muito meu, algo de inconfundível. Um dia vou escrever um livro. Esta noite, deixando os sonhos de lado, não quero escrever um livro mas sim devorar a minha mais recente e apaixonante aquisição. Sinto que vou ler a noite toda, vou saborear todos aqueles sentimentos que aquelas palavras conseguem reproduzir dentro de mim. Quem sabe faça uma loucura e arranje forma de ver este teatro. Quem sabe…Por hoje, quero preencher as restantes horas desta noite com aquelas páginas que não são nada mais que a realidade estampada nas letras nas palavras. Esta noite vou devorar palavras…

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Rever-me na música...

Um desafio da minha Gémea Giga para mim:

O desafio consiste no seguinte:

1 - Escolher uma foto individual;
2 - Escolher uma banda ou artista;
3 - Responder às perguntas do desafio com músicas da banda/artista escolhido;
4 - Desafiar mais quatro pessoas.

Banda/Artista: Alicia Keys

1. És homem ou mulher? A woman's worth
2. Descreve-te: Your secrets
3. O que as pessoas acham de ti? Superwoman
4. Como descreves o teu último (antes do actual) relacionamento? Heartburn
5. Descreve o estado actual da tua relação amorosa: Lesson Learned
6. Onde querias estar agora? Sweet Day
7. O que pensas a respeito do amor? Don't Give Up
8. Como é a tua vida? Fight
9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Prelude To A Kiss
10 Escreve uma frase sábia: “Porque um homem só é um homem se for um homem o suficiente...

Para amá-la quando você estiver certa
Para amá-la quando você estiver errada
Amá-la quando estiver fraca
Amá-la quando estiver forte ( Amar quando você estiver forte)
Te deixar pra cima quando o mundo estiver te deixando pra baixo
Ele lhe dá seu último, porque pensa em você primeiro
Dando-lhe conforto, quando ele acha que você está machucada
Isso que é feito quando você realmente ama alguém


As próximas vítimas são:
Cláudia Silva, Denise, Sara e Rubi =)

Oba!!

sábado, 20 de dezembro de 2008

Por outras palavras...


Só hoje senti
que o rumo a seguir
levava pra longe
senti que este chão
já não tinha espaço

pra tudo o que foge
não sei o motivo pra ir
só sei que não posso ficar
não sei o que vem a seguir
mas quero procurar


e hoje deixei
de tentar erguer
os planos de sempre

aqueles que são
pra outro amanhã
que há-de ser diferente

não quero levar o que dei
talvez nem sequer o que é meu
é que hoje parece bastar
um pouco de céu
um pouco de céu

só hoje esperei
já sem desespero

que a noite caísse
nenhuma palavra
foi hoje diferente

do que já se disse
e há qualquer coisa a nascer
bem dentro no fundo de mim
e há uma força a vencer
qualquer outro fim


não quero levar o que dei
talvez nem sequer o que é meu
é que hoje parece bastar
um pouco de céu
um pouco de céu

[Um pouco de céu - Mafalda Veiga]


[Por vezes, um pouco de céu, nosso, é o suficiente!]

Nas linhas anteriores...


[Por outras palavras – Mafalda Veiga]

Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
Mais uma madrugada
Ninguém disse que o riso nos pertence
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
Mais uma gargalhada
E deixar-me devorar pelos sentidos
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundo

E morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim

[Balançar - Mafalda Veiga]

Pedes-me um tempo para balanço de vida
mas eu sou de letras não me sei dividir
para mim um balanço é mesmo balançar
balançar até dar balanço e sair


Pedes-me um sonho para fazer de chão
mas eu desses não tenho
só dos de voar
e agarras a minha mão com a tua mão
e prendes-me a dizer que me estás a salvar

De quê? De viver o perigo? De quê? De rasgar o peito com o quê?
De morrer mas de que paixão?
De quê? Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde e não ter,
nem sentir o vento ardente a soprar o coração



["O Imprevisível acaba por se tornar (sempre) mais um vicio"]

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

(Re)começar,encontrar,definir



A vantagem de vivermos muito tempo é podermos começar de novo sempre que quisermos. Sinto sempre que cada vez que tentar fazer um "re-start" que não vou conseguir e que vou cometer sempre os mesmos erros, porque sou especialista em bater com a cabeça na parede duas, três, quatro vezes..etc. No entanto, não deixo de tentar fazer tudo novamente só porque já fracassei algumas vezes."Aquilo que não nos mata,só nos torna mais fortes". Foi com o meu primeiro fracasso que aprendi a saber fracassar, aprendendo no momento seguinte a limpar as lágrimas e seguir em frente,a erguer-me. Estamos sempre a mudar e tentar adaptar nos a essas mudanças,constantemente, pelo que, é perfeitamente legitimo querermos (re)começar muitas vezes,para tentar fazer tudo "certinho". O pior é que quando nos apercebemos de que nunca o fizemos nem o vamos fazer, que aquele momento já passou,que não volta atrás e que temos de aprender a viver com ele e com as suas consequências, por mais dores de cabeça que isso nos cause, por mais lágrimas que nos roubem,por mais raiva que nos provoquem, por mais insegurança que nos transmita. São eles que nos fazem aprender,são eles que nos fazem evoluir.
O tempo deu-me a hipótese de recomeçar tudo de novo,de andar um pouco para trás levando comigo as lições presentes e ver em cada sorriso uma nova cor,em cada gesto uma intenção diferente,em cada olhar um novo alcance...mostrou-me os erros,as faltas cometidas,os maus julgamentos,os sentimentos que são/eram verdadeiros ou não e desenhou-me um novo caminho, uma nova oportunidade...

Re-começar um novo caminho para um destino diferente...
Re-encontrar a essência que deixei em algum lugar,por segundos...
Re-definir objectivos,percursos,atitudes...

"Viver a vida que eu não vivi da forma que eu não imaginei,que eu não escolhi!!"

domingo, 14 de dezembro de 2008

O verdadeiro anjo.


"Há quanto tempos nos conhecemos? Parece que desde sempre fizeste parte da minha vida!"

"Há 2 anos e meio..."

"Por mais gente que mude na minha vida... tu estás sempre lá"



O verdadeiro anjo. Aquele que sempre me levantou e que eu sempre consegui fazer sorrir, uns dias tu, outros dias eu, aquele com quem partilhei muitos bons e maus momentos da minha vida. Não importa há quanto tempo nos conhecemos, importa sim, tudo o que conseguimos construir até hoje, sempre tão "perto". Importa sim todas as noites e tardes e dias inteiros que não nos "largávamos" sempre com as nossas brincadeiras e parvoíces. Somos muito iguais, sempre fomos, ao ponto de pensarmos sermos almas gémeas lembraste? Até era a tua namorada via telefónica :P. Parecíamos duas crianças a brincar com o fogo, mas tudo isso nos fez compreender o quanto gostamos um do outro, o quanto valeu a pena tudo o que passámos, o quanto a distância fortaleceu este tão grande sentimento. Sempre tão verdadeiro, tão doce e tão intenso...assim são as VERDADEIRAS AMIZADES!

Uma guitarra e uma rosa. A rosa pelo respeito que sempre tivemos e mantemos um pelo outro, todos os dias. A guitarra porque foi a música que nos uniu. A música interior, a musica das palavras, a musica dos sons e até a música do silêncio.A música. A nossa música...

Parabéns a Nós <3 @


sábado, 13 de dezembro de 2008

"Cinderela"


"Como eu disse, não é nada de especial ou pelo menos não é a minha intenção que o seja, quero apenas deixar-te algo que acho que já merecias ao fim de todo este tempo de dedicação a mim e a este grupinho que (re)encontramos! Foi uma noite sem dúvida muito interessante! Por entre sabores desconhecidos e comidas novas viajámos nas nossas recordações, naquilo que foi e é a nossa vida, os nossos sonhos, os nossos desejos, as nossas aspirações. Por entre vozes que se juntaram para cantar sobre a tristeza que emana das saudades do antes descobri uma pessoa espectacular, ou melhor, tive a certeza de que és uma pessoa na qual posso mesmo confiar e construir aquela amizade, como se diz, incondicional? para toda a vida? algo do género... Por entre acordes e notas de ontem e de hoje revivemos a nossa infância, por entre maça-canela descobrimos como é bom "estar" com o outro, escutando o seu silencio, com uma voz magnifica como fundo! Por entre horas e minutos que voaram conheci a menina da primária e a mulher que se transformou, que chorou, que gritou de raiva mas que continua a saber sorrir e saber amar os amigos com esse gostinho doce de um gelado frito! Quero mais do mesmo,muitas e muitas vezes! Aqui <3"

por: Niz para Ela" :)

As melhores amizades são aquelas que guardamos desde a nossa meninice

"Hoje apetece.me dizer coisa bonita :)"

13 de Dezembro 2008-> o dia das recordações

Recortes anónimos...

"...Há pessoas que se apaixonam várias vezes por ano, outras que só se apaixonam uma ou duas vezes numa década, outras ainda que só se apaixonaram uma vez na vida e algumas, as mais tristes, que nunca se apaixonaram. E há ainda aquelas pessoas que estão sempre apaixonadas, como se o amor fosse uma droga dura. E é.
Por isso é muito frequente que toxicodependentes em pleno programa de recuperação se apaixonem. As drogas criam dependência, o amor também. As drogas dão às pessoas momentos de felicidade e de bem estar, o amor também. A privação dá grandes ressacas e um desgosto de amor também.
Demora-se mais tempo a esquecer do que seria desejável. As nossas células não são racionais nem passíveis de lavagens cerebrais. É uma dor que fica no peito e que dói e que dura.

Mas um dia passa. E quando passa, podemos começar tudo outra vez do zero: o desgoverno dos batimentos cardíacos, as palmas das mãos suadas, a garganta seca, a falta de sono e de apetite e uma vontade imensa de conquistar o mundo. As mensagens parvas, os emails apaixonados, carregados de MP3 para cada momento, estradas e rotas, aviões, carros e comboios que são como asas do nosso desejo e as cores do mundo mais nítidas sob o nosso olhar enfeitiçado.
O estado de graça pode ser temporário, mas a memória é eterna e será sempre perfeita. É preciso acreditar como da primeira vez, é preciso confiar, é preciso pensar que a tal pessoa certa para nós existe mesmo e que todos podemos ter sorte na vida.

É claro que não há receitas mágicas, mas manter o espírito aberto, o optimismo e o romantismo ajudam à festa. E depois, é como na cozinha, use a sua imaginação. Doses q.b. de sal e pimenta, de açúcar e de ovos, de mimo e de respeito, de cama e de conversa, de profundidade e de risota, de amor e de humor, de desejo e de paz.
Dá trabalho, mas também dá prazer. E quem corre por gosto nunca se cansa, mesmo quando pensa que já não consegue correr. Consegue sempre, basta querer!!"

Vai na volta e até faz sentido... ;)

Vai na volta e algumas coisas ainda valem a pena!=P

Deficiente! =P @



[Só porque gosto dos teus dias lamechas...em que mostras coisas bonitas@]

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Walking away.


I'm walking away from the troubles in my life...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Esta noite..

Não.
Não quero adormecer mais uma noite sem ti.
Não.
Não quero que esta noite acabe igual a todas as outras, sozinha.
Não.
Não hoje, não esta noite, não agora, por favor…
Não.
Quero poder-te ouvir a tua voz perto do meu ouvido.
Quero poder sentir-te arder diante de mim.
Quero poder dizer-te em silencio tudo aquilo que fica por dizer.
Não.
Não quero adormecer nesta cama fria e grande para uma pessoa só.
Não.
Não quero deixar de sentir que também estás comigo.
Não.
Não quero dizer-te tudo o vai dentro de mim, não hoje.

Hoje apenas não quero adormecer e ter mais um dia normal, sem ti.
Ocupaste-me.

No image. No feelings.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

p.s I love you



O mais importante fica sempre por dizer...




"Sabes como é que eu sei que vai resultar? Porque todas as manhas quando acordo o primeiro impulso que tenho é o de olhar para o teu rosto"

"Eu não vou a lado nenhum!"

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Dia Internacional do Voluntário






Ser voluntário é....

É regar todos os dias seres para conseguirem ter a capacidade de semearem brincadeiras e florirem sorrisos. É tornar radiantes os dias de chuva e colorir momentos marcantes.

Ser voluntário é ser uma torrada quente que salta todos os dias numa linda manhã para alimentar quem mais necessita. É fantasiar um mundo feliz e alegre para evitar medos e receios e criar felicidade. É mostrar que voar, pular, brincar e ajudar é importante.

É partilhar um coração com vários coraçõezinhos, é despertar o bom que há em nós e nos outros, é ajudar e ser ajudado, é estar presente, é dedicar e aprender.

Ser voluntário é ser responsável, interessado e corajoso, é ter sentimentos, é demonstrar que se pode ter valor e ser um diamante nos bolsos dos outros, é ser bondoso sem receber nada em troca, é ter um coração GIGANTE, é sentir-se útil.

Ser voluntário é ter alguém com quem falar e ajudar, é uma maneira de relativizar os próprios problemas e dar atenção a outros mais graves. É tentar dar o dia de amanhã, ontem ou hoje.

Ser esta fantástica pessoa é mostrar que quem espera sempre alcança e que nesse dia irá estar presente sem perder a esperança, sonhando com o final feliz que todos esperam a cada segundo que passa.


Retirado do Blog “Outros Caminhos”
http://outroscaminhos.blogs.sapo.pt/32405.html

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Os dados estão lançados..

"Tu olhas para uma pessoa, uma pessoa que sabes que não é uma pessoa qualquer, porque o teu olhar fixa-se nela e quando ela olha para ti e sente o mesmo que tu, sentes que alguma coisa vai acontecer. Não sabes nada ainda, mas intuis, intuis com os teus sentidos, com o teu corpo e às vezes com o teu coração que aquela pessoa pode ter qualquer coisa para te dar, que não sabes o que é, mas sabes que um dia vais descobrir e que esse dia pode ser nesse momento, e é então que tiras os dados do bolso e os lanças para cima da mesa.
Quando nos interessamos por alguém, nunca sabemos no que vai dar. Lançamos os dados como quem os deixa cair quase por acaso e muitas vezes nem queremos saber quanto deram: um e um, dois e quatro, três e três, cinco e dois, é sempre um mistério, porque a sorte também manda na vida, manda mais do que queríamos e menos do que gostávamos, por isso desconfiamos dela sempre que nos é favorável, mas aceitamos as suas traições como a ordem natural das coisas, por mais absurdas que sejam."


Margarida Rebelo Pinto - "Seis e seis"

domingo, 30 de novembro de 2008

Passagens...

Quero dançar contigo e com as palavras perdidas numa noite fria e escura em que dormimos agarrados aos momentos fugazes que aconteceram...

As Duas camas.
As Mãos dadas.
As Horas.
O Anjo que dormia.
O Beijo de Bom dia.

Saudade que aperta...

sábado, 29 de novembro de 2008

Floresta de Emoções

"Dávamo-nos as mãos e os nossos olhares perguntavam-se o que seria o ser sensual e o querer realizar em carne a ilusão do amor...
Desconhecíamo-nos, como se houvéssemos aparecido às nossas almas depois de uma viagem através de sonhos..."



Fernando Pessoa in "Floresta do Alheamento".

Faz mais sentido ser assim...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Da próxima vez..


Porque há letras, palavras, que fazem todo em sentido em determinados momentos da nossa vida...

" Da próxima vez, vou estar atento à tua fisgada
Encruzilhar-me na tua bancada
Ficar num canto e não me mexer

Da próxima vez vou querer toda a tua atenção
Vou esperar que me estendas a mão
E que me deixes cair a seguir

Mais que uma vez puseste à prova o teu sexto sentido
Depois dás o dito por não dito
Como eu gostava de te compreender...

Queria ter, só um pouco desse teu talento
Tiro as vogais e ponho os acentos
Estou preparado pro que der e vier"




Uma coisa é aprender a esperar. Outra é ignorar.
Uma coisa é ir com calma. Outra é não ir, de forma alguma.
Uma coisa é tentar conhecer. Outra é esperar que já conheçamos.
Uma coisa é respeitar. Outra coisa é brincar com o respeito.
Uma coisa é mentir com as palavras. Outra coisa é brincar com as atitudes.
Uma coisa é dizer o que se pensa. Outra é esconder-se o que (não se) sente.
Uma coisa é ser sincero. Outra coisa é inventar desculpas.
Uma coisa é falar no futuro. Outra coisa é pensar nele.
Uma coisa é dar um beijo. Outra é dar mais que isso.


Uma coisa é sentir algo por alguém.
Quando o palhaço acorda do mundo de fantasia, o circo acaba!
The End.



"Deito fora todas as pautas que escrevi para ti um dia"...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

20 de Novembro de 2006


2 anos.
Ela entrou dentro daquele autocarros, pelas 7horas da manha, despediu-se da família, que tinha o maior sorriso de orgulho do mundo e levou com elas todos os sonhos, medos, dúvidas e incertezas que sentia. Os 18 anos de vida revelavam a cada segundo a sua inexperiência, a sua insegurança, o medo de não conseguir, de falhar, de desiludir todos aqueles que amava e que acreditavam nela. Era tudo tão novo, tão diferente, tão adulto. Sentia-se pequenina no meio daqueles homens todos, vestidos da mesma maneira e que se comportavam todos da mesma forma. Mas, á medida que o tempo foi passando deixou de se sentir pequena sentiu-se progressivamente, do mesmo tamanho que todos os outros. Aprendeu que as pessoas não se medem pela sua patente, embora ela conte, mas sim pelas suas atitudes. Aprendeu também a valorizar a amizade, o amor, a camaradagem, a saudade e a independência. Cresceu. Durante três messes não aprendeu apenas a disparar uma arma, a formar-se em grupo, a comportar-se de forma adequada, a ajudar quem precisava, a liderar alguém, não! As lições que retirou desses messes não se escrevem em meras palavras, tem de ser vividas, na pele, com o suor que derramamos, com o nosso corpo que range, com tudo aquilo que somos, em pleno. E sem saber, tudo aquilo que se aprende lá dentro acabamos por aplicar no nosso quotidiano, com as pessoas que conhecemos, sem nos lembrarmos do local onde aprendemos.

Resta a saudade daqueles tempos ingénuos…
Dos domingos…em que ficamos todos na conversa até as tantas!
Das sextas feiras…em que vínhamos para casa
Do juramento de bandeira…em que me senti tão orgulhosa de tudo…
Da semana de campo…
Da marcha de 12 quilómetros…que fiz depois de 4 dias sem dormir, comer…

Do dia 27 de Fevereiro: o dia em que sai daquele mundo que tanto me ensinou…

“Onde há glória todo o perigo é doce”
“Vontade e Valor”


CFGCPE0607
Carregueira.
RI1.

domingo, 16 de novembro de 2008

Momentos nocturnos



"You see the smile that's on my mouth
Is hiding the words that don't come out"

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Seguindo o silêncio...

Poderia dizer-te que te adoro. Poderia dizer-te que adoro a textura do teu cabelo. Poderia dizer-te que os teus olhos são os mais misteriosos que já conheci. Poderia dizer-te que a tua voz tem um poder embriagante em mim. Poderia dizer-te que quando me agarras o mundo pára. Poderia dizer-te que o teu beijo me faz estremecer. Poderia dizer-te que me perco no tempo quando olho para ti. Poderia dizer-te que me fascinas e que fico sem saber o que fazer, sinto-me tola perto de ti. Poderia dizer-te que há muitas alturas em que fico roída de ciúmes. Poderia dizer-te que sinto muito mais do que aquilo que te digo geralmente. Poderia dizer-te que apesar de sermos dois, há alturas que nos sinto como um. Poderia dizer-te que sinto a ausência das palavras embora tenha sempre presente as atitudes. Poderia dizer-te que me conheces demasiadamente bem e isso assusta-me. Poderia dizer-te tanta coisa, mas prefiro o silêncio. Prefiro que não me descubras mais do que já conheces. Prefiro andar cada dia com um movimento próprio e esperar…

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sem amarras.


“ Deixa-se o tempo aprender, em algo no interior arder, absorvem-se pensamentos rígidos e duros, para voar bem longe destes fortes e longos muros”

Suaves e doces passagens na memória.
Descoordenamentos.
Recordações.

Hoje sinto-me livre…
Hoje sinto-me pronta para, quem sabe, amar novamente…
Hoje não quero pensar no amanha nem no ontem…
Hoje quero viver este exacto minuto…sozinha…

[ 13.11.2008 ]

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Surda.

Quero ser surda. Não quero ouvir-vos, não quero ouvir quando me dizem mesmo sem falar que é isto ou aquilo, quero descobrir por mim. Quero conhecer, quero ver com o meu coração, com o meu corpo, quero saber a que sabe este ser que inunda a minha vida de emoções que não se gastam com o tempo. Estou farta de ouvir falar de ti, que és isto ou aquilo, que fizeste, no passado, que andas a fazer no presente. Deixem-me conhecer por mim, por favor. Deixei-me desenhar o seu perfil nas minhas memórias, deixei-me saber de cor os seus passos, deixem-me observar a sua sombra, os seus dois lados, três lados, quatro lados, seja. Quero ser eu a ver com os meus olhos, quero ser eu a descobrir que não valemos a pena. Quero ser eu a descobrir que estou totalmente enganada. Quero ser eu a descobrir as tuas cores e o teu perfume. Só eu. Sozinha, com os meus sentidos e a minha pouca experiência, não interessa. Deixem-me ser eu a tomar as rédeas da minha vida, sem a bengalinha por detrás…

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

@



Quero-te. Confesso que te quero, muito.

domingo, 26 de outubro de 2008

Saber esperar...

Emoções, é aquilo que rodopia na minha mente neste momento. A minha mente é um mar de recordações, de uma imensidão de recortes da minha vida que não estão ainda catalogados e arrumados nas gavetas. A minha memória parece pregar-me partidas quando menos espero e trazer a minha mente pedaços de um passado já esquecido, abandonado, ou pelo menos seria esse o meu desejo, esquecê-lo. Queria esquecer que um dia sofri por alguém, que um dia chorei por quem nunca mereceu, que um dia lutei em vão quando a saída era só uma e só eu não conseguia ver. Queria guardar essas memórias tão longe quanto o necessário para poder ocupar esse espaço com uma cor nova, uma cor diferente, que a vida me esta a dar a oportunidade de descobrir. Esta cor tem um nome, tem um cheiro, tem os traços definidos e eu quero saber qual é o seu sabor. Quero provar dessa cor e beber aquilo que ela me quiser transmitir. Calma. É aquela palavra que agora esta mais presente, serenidade e calma. Saber esperar, é uma virtude. Saber ouvir, saber observar, saber olhar, saber aprender. E esperar. O tempo que for necessário, o tempo que o tempo precisar para se entender nele mesmo. Saber esperar, quem sabe... por ti. Deixo as ondas irem e virem, sem tentar apanhar nada pelo meio, deixo as pegadas na areia se apagarem sozinhas e espero para ver se alguém volta a passar lá, deixo as cor mudarem a tonalidade e espero para ver se continuam a ser deslumbrantes.
É uma lição a aprender...contigo!.

Queres ensinar-me?

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Musicalmente Sentindo.


The Story.
Love and music.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Omissing me



Fazes-me falta.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

I'm a Bitch.



"I hate the world today
You're so good to me
I know but I can't change
tried to tell you but you look at me like maybe I'm an angel underneath
innocent and sweet
Yesterday I cried
You must have been relieved to see the softer side
I can understand how you'd be so confused
I don't envy you
I'm a little bit of everything
all rolled into one

I'm a bitch, I'm a lover
I'm a child, I'm a mother
I'm a sinner, I'm a saint
I do not feel ashamed
I'm your hell, I'm your dream
I'm nothing in between
You know you wouldn't want it any other way

So take me as I am
This may mean you'll have to be a stronger man
Rest assured that when I start to make you nervous
and I'm going to extremes
tomorrow I will change
and today won't mean a thing

Just when you think you've got me figured out
the season's already changing
I think it's cool you do what you do
and don't try to save me

I'm a bitch, I'm a tease
I'm a goddess on my knees
when you hurt, when you suffer
I'm your angel undercover
I've been numbed, I'm revived
can't say I'm not alive
You know I wouldn't want it any other way"


Alanis Morissette.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Sentimentos

"Senti-me saltar para fora da pele marcada pelo sol e assistir a tudo, como a espectadora de uma peça que não compreende o que se passa em palco. Os olhos rasos de água foram mais persistentes que a vontade de esconder sentimentos. E percebi. Percebi que evitavas tocar-me com medo de te perderes em mim. Percebi a tua falta de expressão como quem grita por um abraço. E o abraço encontrou-se em ti, como quem não precisa de nada mais. Respiraste no meu peito, aconchegaste-me no teu colo e juntos percebemos que o nosso mundo estava ali."


[ Compreendes tão bem o que sinto, obrigada por este miminho...a realidade! @]

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

The Choice

Naquela sala não haviam cores, não haviam janelas, não haviam direcções. Existiam apenas portas e uma menina, que olhava para todas elas, exactamente iguais, espalhadas ao longo dos vastos corredores daquela sala gigante. Naquela sala não havia tempo, não haviam pessoas, não haviam sentimentos, havia apenas uma escolha por fazer. Ela ficou parada, com os seus olhos grandes e expressivos, a olhar individualmente para cada uma daquelas portas, tentando encontrar algo que se destacasse em alguma que pudesse de alguma maneira, facilitar a sua escolha. Todas as portas eram geometricamente iguais, com a mesma cor, textura, desenho, e até a mesma maçaneta mas aquilo que estava por detrás de cada uma era completamente diferente. A menina sabia que a escolha de uma porta evitaria descobrir aquilo que as outras escondiam, os mundos por explorar que poderiam ser melhores que tudo aquilo que ela ia conhecer com a sua escolha mas ela sabia que quando se fazem escolhas nunca se sabe o que se perde e o que fica por descobrir, apenas se sabe aquilo que se escolheu. Pode um dia nascer um grande arrependimento e ser tarde de mais para voltar atrás mas aquela escolha tinha que ser feita e aquela confusão e desorientação tinha que acabar. Dependeria única e exclusivamente da menina. E ela, levantou-se do banco de pedra vermelho, cor de azul camuflado e escolheu…



"E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não te metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio e ouve o teu coração."

Better in Time...

domingo, 28 de setembro de 2008

Redefine me...

First sight
Turns me around again
Brings me face to face with my sin
I've got it, always had it
A reason to look within now
Take flight
To your sun again
Burns the sin straight from my hands
I've got it, always had it
A reason to live within now

Every time i fall
You catch me
And every time i lose control
You help me, you save me
And every time i lose myself
You find me, redefine me

My god
How stained my hands have been
Makes me sick from inside out again
I've got it, always had it
A reason to look within now
Stand close
To my side again
Never stuck a knife in my back, friend
I've got it, always had it
A reason to live within now

Every time i fall
You catch me
And every time i lose control
You help me, you save me
And every time i lose myself
You find me, redefine me



Somebody to make me feel whole again
(my life gets better)
Somebody to make me want to love again
(my life gets better)
Somebody to make me see the sun again
(my life gets better)
Somebody to hold me, hold me
Until this life feels better
Every time i fall

And every time i lose control
You help me, you save me
And every time i lose myself
You find me, redefine me
And every time i hate myself
You love me, forgive me
And every time i lose myself
You find me, redefine me



[ o anjo abriu as suas longas asas, cheia de cicatrizes e ela, sentindo-se pequenina e ao mesmo tempo protegida, avançou na sua direcção, e ele fechou as suas asas, envolvendo-a nos seus braços, com o tempo como cenário principal...@ <3 ]

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Circles.

Escuridão. Ela olha a sua volta e a única coisa que consegue ver são caminhos, muitos caminhos por onde escolher, mas não tem saída, não tem uma luz que indique qual é o mais seguro a escolher. Começa a andar em círculos, primeiro num que lhe tira todo o fôlego possível, que a faz tremer sem pensar em mais nada, que a faz desejar tudo e mais alguma coisa mas que parece ser o mais destrutivo possivel, depois passa para o circulo a seguir mais simples que o primeiro mas completamente descontinuo, sem se entender rigorosamente nada do que ali esta e, por fim, sobram dois círculos: um mais perfeito que todos os outros e outro completamente desconhecido, mas com uma continuidade quase mágica. E ela, continua, a fazer malabarismos com aquela coisa pequena que se encontra alojada de um lado de o corpo, que ela própria já não se sabe se realmente bate ou não, se realmente esta vivo ou não. Andando em círculos, ela fica cada vez mais cansada de tudo isso, cada vez mais cansada da confusão instalada na sua cabeça, e sem aguentar mais a pressão sedutora na sua vida, PARA.
É necessário parar, de uma vez por todas, assentar as ideias, e sentir-se livre de fazer o seu próprio caminho, sem andar aos círculos, sem se sentir cansada, confusa, magoada e pouco receptiva. O medo invade-lhe as entranhas e quase que consegue, por segundos, retirar-lhe tudo aquilo que pode existir de bom, porque ela própria já não sabe o que é bom ou mau, é tudo tão relativo, tão vago, tão vazio…
O cansaço consome tudo aquilo que ela construiu para si e a frieza começa, lentamente, a instalar-se em si, fechando numa concha que ela sempre procurou abrir nos outros mas que hoje começa a ver a sua verdadeira essência, apenas hoje. Ela já vê essa concha como limitadora mas sim como a maior protecção que ela podia encontrar neste momento de tanta instabilidade. É altura de reflectir sobre tudo, sozinha, dentro da concha que se começa a elevar…é altura de parar de girar em círculos que não levam a lado nenhum. E lentamente essa concha começa a fechar-se e ela fica lá, enrolada sobre si própria, á espera do momento certo para voltar a (re) nascer…

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Esgoto do Amor...




"Vamos beijar o amor, numa rua mais lenta"...

sábado, 13 de setembro de 2008

Stop and Think...




"Insana a jangada que me sustem, ainda assim...livre"

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Alerta Mental

"Ao virar a esquina, nunca sabemos se vamos voltar a virar aquela esquina. Quando viramos costas a alguém, não sabemos se vamos voltar a ver essa pessoa. A vida é tão incerta, e vivemos sempre como se houvesse um amanhã. Mas um dia deixa de haver o amanhã, e hoje pode ser hoje, um hoje sem amanhã. Não existe o passado nem o futuro, existe apenas o hoje, o agora. Então porque deixamos tantas reticências?
Então porque deixamos tanto por dizer?
Simples, porque vivemos com a ideia pré-concebida que vai haver um futuro, um amanhã. Na realidade ele não existe, e na realidade não sabemos e não podemos afirmar que vai haver. E deixamos tanta coisa passar por nós, e perdemos tantas oportunidades pensando que um dia podemos voltar atrás.
Se não houvesse um amanhã, e houve apenas o hoje, o agora. O que faria?
Então faça, porque pode não haver um amanhã, nem um depois."

Daniela Parra.

[Porque as tuas palavras chegam sempre no momento certo - Obrigada por tudo linda @]

domingo, 10 de agosto de 2008

Ondas da vida

Adoro o mar, acho que é das poucas coisas que me consegue verdadeiramente acalmar e dar-me toda a paz e serenidade que preciso. Gosto de ver a fúria das ondas a bater nas rochas, o sol que se esconde ao entardecer, as pegadas na areia, as brincadeiras das crianças e os castelos de sonhos feitos no ar. Quando me sento com os pés na areia e escrevo algo, o mar vem com toda a sua força e apaga tudo aquilo que escrevi e sempre achei um bocado assustador a forma como uma frase inteira em segundos poderia desaparecer. No entanto, também os sentimentos, por vezes, precisam de ser apagados de forma rápida e eficaz, mas não encontramos maneira de isso acontecer. Tal como as ondas do mar, as ondas da vida, da minha vida, começaram a apagar aquilo que tenho escrito, dia após dia, momento após momento, emoção após emoção.
Furiosamente, os traços do teu rosto desfiguram-se, o verde dos teus olhos perde a cor, o teu sorriso já não me faz tremer, o teu corpo perde o seu perfume embriegante, as tuas poucas atitudes resumem-se a nada e as tuas palavras, essas, já não tem qualquer impacto na minha vida. Lentamente a tua imagem em mim esta a ser apagada pelas ondas da vida, mesmo no momento certo da reconstrução de mim mesma.

Essas ondas vão e vem como as ondas do mar e colocam à descoberta novos caminhos, que posso querer ou não percorrer, que posso querer ou não descobrir, no entanto, são caminhos bem mais saudáveis e compensadores, de diversas formas, em que se pode sonhar e realizar o sonho no momento seguinte, em que se pode viver e ser realmente feliz, que me fazem acreditar que foi melhor assim!

Lentamente estás a ser apagado de mim e isso, isso liberta-me

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Ás vezes.

"Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a dizer.

Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizémos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor.

Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último combóio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo.

Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio e paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar."

Margarida Rebelo Pinto.

domingo, 3 de agosto de 2008

Um pouco de Luz!

"Sinto cheiros de flores que não posso tocar
Tento marcar pontos... mas sei que não vou ganhar
Há coisas que não controlo... tenho que aceitar
Vejo reflexos de pessoas que nunca esqueci

Ardem feridas não curadas apesar de o tempo tentar
Resumo o que sinto a um sincero olhar
Um quadro cheio não é uma pintura completa
A vitória nem sempre vem depois de cortar a meta!"



Reflect.

sábado, 2 de agosto de 2008

Sms Nocturnas.

"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisares passar, para atravessar o rio da vida, ninguém, excepto tu. Existem por certo, atalhos sem números, pontes e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio, mas isso custaria a tua própria pessoa, tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o.!

Nietzsche.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Palavras soltas.

Ela diz que não!. Que não dá, que não ia resultar, que não ia dar em nada, que é tudo muito recente, que a distancia não ajuda, que falta maturidade…os medos acumulam-se. Ela já não sabe se são esses medos disfarçados que falam se é a sua racionalidade total. A verdade é que ela diz que não, que não pode ser, mas não se afasta. Porque que, talvez, no fundo dela exista um pequeno traço de um “sim”. Mas ela não o quer ver, não o quer sentir, não o quer agora, é cedo demais, seria doloroso demais se tudo falhasse, novamente. Ela ainda não se levantou da queda anterior, ainda não esta pronta para se partir em mil pedaços novamente, ainda não se reconstruiu e não quer nada com ninguém, por enquanto. Precisa de saber quem é, o que quer, o que faz realmente parte de si, precisa de esclarecer todos os porquês, comos e quandos. É a sua necessidade mais imediata. No entanto, dia após dias, aqueles olhos acompanham a sua alma, a esperança de notícias dele fá-la desesperar quando não diz nada. As memórias começam a ser suficientes para sentir ainda mais a sua falta. Ela sabe que não há hipótese ou não quer que haja. Mas sente-o com ela. Será Paixão? Não, não pode ser. Ela não quer que seja, ela não quer que a conquistem, ela não quer sentir-se a levitar por dentro, ela não quer sentir-se a tremer quando ele diz que a adora. Não, é tudo um sonho. Não, ela não quer e isso não vai acontecer. Porque ela já se deixou levar uma vez e não se permite sofrer mais, pela 3ª vez. Não. O tempo vai ajudá-la a superar as dúvidas e as indecisões. Não, não há dúvidas, não pode ser, é impossível, ela quer colocar um ponto final, mas ele não sai, de maneira nenhuma. Tem de sair, irá sair, brevemente. A mudança das estações e do futuro ditará o destino deste músculo estúpido que bate mais forte sempre a presença dele se torna mais evidente. Tudo se vai resolver, as reticencias vão transformar-se no gigante ponto final e o sonho começará a desfazer-se…Será?

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Des (ilusão)

Naquele dia ela acordou diferente, enfiou-se dentro do autocarro e partiu em busca de aventura. Não esperava o que encontrou, aquilo que a distancia tinha aproximado, o sentimento que se tinha construído naquelas duas semanas desvanecia-se agora em minutos, horas, numa tarde que tinha tudo para ser perfeita. Mas não foi, nem perto.
A praia e a música acompanharam aqueles dias, aquelas tardes, aquelas madrugadas libertinosas. Mas algo se mexeu, algo que não devia, a desilusão surgiu do lado que não era esperado. E essa mesma desilusão fez surgir a dura realidade: que há momentos felizes mas realidades impossíveis. Então, ela sedenta dele, decidiu aproveitar apenas esses momentos, que conseguíram mudar todas as perspectivas anteriores e a fizeram sentir-se como há muito não sentia. Os últimos minutos daquela madrugada foram recheados de tantos momentos inesquecíveis que se tornaram únicos. Com a praia como cenário, aquelas duas pessoas agarradas, unidas, quase pareciam inseparáveis. No entanto, é esse quase que faz toda a diferença. Ela precisa de mais, de muito mais do que momentos, de muito mais que meras palavras.

Ela precisa de atitudes, de provas verdadeiras de amor, de sentimento verdadeiro. Neste momento ela não acredita apenas em palavras, em olhares ternos, em carinhos físicos, ela precisa de mais, de muito mais. Ela precisa de um homem que tenha sempre uma palavra a dizer quando necessário, que a entenda como ela é, que goste dos seus defeitos acima de tudo, que a compreenda, que a oiça, que a estime, que lhe seja fiel, que realmente a saiba amar com tudo o que tem durante o tempo necessário para uma felicidade quase perfeita. Neste momento, ela não pode nem quer viver de ilusões, de amores passageiros, de minutos perfeitos e muito menos de tardes de desilusão.
Ela é muito mais do que isso e precisa de muito mais do que apenas isso. Por tudo isto, ela abre a mão das ilusões e agarra os momentos agradáveis, quase perfeitos que existiram. E contínua, livre, solteira, o seu longo caminho…

terça-feira, 22 de julho de 2008

Querer-te

Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.

Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.


(Pablo Neruda)

terça-feira, 15 de julho de 2008

Peligro




Quero de volta aquela madrugada…
O teu beijo, os teus olhos, o teu abraço…
Quero de volta aquela sensação…
Desejada, amada, acarinhada, preciosa…
Quero de volta aquele brilho nos olhos…
A doçura da tua voz, a ternura das tuas palavras, a verdade do teu olhar…
Não quero a despedida, as memorias, as saudades…
Quero encontrar-te de novo para me reencontrar…

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Reflexão

Mais uma noite, sim sonhei contigo. Não sei que mensagem é que a minha mente me quer transmitir, mas já me dava descanso, praticamente não há uma noite que não entres nos meus sonhos, não há uma noite que eu não te sinta. Gostava de fiar a dormir todo o dia, na esperança de que aqueles sonhos continuassem. Esta noite foi o mais bonito de todos, finalmente nos beijámos, finalmente te senti na minha pele, finalmente senti aquele fogo no peito, que tudo consome e que sabe tão bem…Que sonho! Estávamos tão perto um do outro, dei-te as mãos e tu não disseste nada, fizeste um olhar de quem não está minimamente interessado e eu, ávida de ti, olhei-te no olhos, tímida como um gato pequeno que acabou de sair da barriga da mãe, ainda consigo ouvir o som da tua voz “o que eide eu fazer contigo rapariga?”, disseste isto com tanta ternura que não resisti, cheguei-me mais perto e beijei-te, e tu beijas-te-me e eu senti-me no paraíso, os teus lábios, doces, a tua língua quente, aquela magia toda a nossa volta, e estava tão bem ali contigo, nitidamente era o meu sonho realizado, até que o carteiro me bate a porta e tu desvaneces-te no ar, como sempre, os meus sonhos acabam sempre interrompidos por alguém. Mas já voltei a realidade do costume, não te poder ter.
Decidi parar para pensar no que ando a fazer á minha vida, quais as minhas verdadeiras necessidades e o que se passa no meu peito mas para isso preciso de estar sozinha e refletir bem no que realmente quero e preciso, ter mesmo a certeza que é isto que quero. Hoje sei o que sinto, sei quem quero mas não tenho forças para nada, por isso vou ficar no meu canto, no silencio, a refletir sobres as verdades da minha vida…

terça-feira, 8 de julho de 2008

Cobardia.

Dentro de mim por estes dois anos apenas resta raiva…pela tua cobardia e fraqueza.
No entanto foi a melhor coisa que me aconteceu este ano, finalmente abri os olhos para a realidade, para a pessoa que eras e o que sempre foste e eu, cega, não via. Hoje digo que tenho a consciência tranquila porque nunca foi desonesta contigo, nunca te escondi nada e nunca te disse “coisas minhas” quando essas coisas era apenas uma única coisa, uma pessoa. O resto que está dentro de mim é demasiado para por aqui e nem sequer merece palavras. Amigos ?. Não. Não consigo ser amiga de cobardes. Lamento. Esta página destes dois anos (desperdiçados contigo) é agora fechada, aqui, sem reticências, apenas com uma grande ponto final como tu já merecias há muito tempo.

Como?

Porque por momentos é complicado explicar por palavras aquilo que nos vai na mente, toda a raiva, toda a mágoa, toda a ausência de sentimentos positivos acerca de alguém. Porque, por vezes, a vida é injusta e mostra-nos que existe sempre outro lado, outra maneira de ver as coisas. Não sei como entrar nesta luta, nunca fui de fazer armadilhas, nem lançar o mistério e desaparecer, esperando uma busca. Nunca fui de fazer as coisas premeditadas, é certo que quando se entra numa guerra deve fazer-se o plano de ataque e eu sei muito bem disso mas sinto que hoje já não conheço o “inimigo” e isso deixa-me sem saber como agir, como pensar ou o que fazer. A única coisa que te posso dar é o que sempre fui contigo e os sentimentos que por sinto, não sou de esquemas, sou honesta e aquilo que te posso dar é isto. É tudo o que sou, tudo o que tenho para dar, tudo o que provavelmente nunca fiz por ninguém. Continuas comigo, mas hoje estou sem forças, com vontade de estar com ninguém, pensar em ninguém, suspirar por ninguém. Hoje gostava de ser algo que nunca fui…

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Strange Feeling

Arrepio-me. Tremo. Estas sensações são novas, tremo por todo o lado quando falo em ti, quando penso em ti, quando imagino a tua presença, sinto-me parva, não sei lidar com isto. Oiço a musica que me faz sentir mais perto de ti e tu surges, de novo, aqui, pertinho de mim, e estas comigo. Quando ela acaba, olhas para mim e sorris, aquele teu sorriso que diz tudo quando não é preciso dizer nada. A musica, aquilo que nos entrelaçou as mãos e nos mexeu cá dentro, que me fez sentir-me a arder por dentro, cheia de borboletas e as vezes um jardim zoológico inteiro. Tenho saudades sabes, tenho saudades de te dar as mãos, quando era proibido, de te sentir mesmo quando não estavas, de adormecer contigo no pensamento, de acordar do teu lado, de estar contigo o dia inteiro. Sim, tu hoje estás comigo o dia inteiro mas é diferente: estás comigo porque vives dentro de mim, dentro daquele músculo preso do lado esquerdo, supostamente ligado ás emoções, o seu espaço é teu. O que eu queria é mais do que isso, mais do que a tua presença apenas dentro de mim, gostava que um dia estivesse presente em ti e estivéssemos juntos, mais do que te sinto hoje. Talvez um dia..quem sabe…

Dreaming...

Hoje acordei contigo. Sim, contigo. Hoje acordei e pensei que estava um dia maravilhoso, cheio de sol, de luz, de explendor suficiente para me arrancar um sorriso e a janela ainda estava fechada. Mas eu sabia que estava um dia maravilhoso, senti-o a partir do momento em que abri os olhos e te senti ali, do meu lado. Sabia que iria sorrir ao olhar para ti e que sim, o dia estaria completamente mágico e cheio de sol.
Levantei-me, cheguei á janela e vi-te novamente, em cada partícula que viajava pelo ar, em cada raio de sol, em cada pássaro que voava sobre a minha janela, em que pessoa que passava, em cada pedra da calcada, lá em baixo, em que cada nuvem, em cada rasgo de vento, tu estavas presente. Olhava para todo o lado e só te via a ti, o teu sorriso que sorria para mim, os teus braços que pediam um aconchego e os teus olhos que mostravam a mais ternurenta paisagem que já tinha visto. Em cada passo que dava tu estavas ali comigo, em cada sorriso tu sorrias também afinal de contas a “distância” que nos separa está a distancia de um sorriso para te ter, porque quando sorrio, quando penso, quando escrevo, quando estudo, quando como, quando durmo, quando vagueio dentro de mim, tu estás lá, comigo. Como sempre estiveste e muitas vezes nem olhava para ti, com medo de cometer actos de loucura e deixar de lado o respeito.
Quantas vezes tive vontade de agarrar tudo aquilo que em estavas presente só para te poder sentir perto de mim? Quantas vezes, quando te via cada vez mais longe desejei ardentemente que estivesses mais perto? E hoje mesmo tão longe de mim, tão disperso de “nós” sinto-te aqui, comigo. Como ontem, como hoje e provavelmente como amanha…

domingo, 6 de julho de 2008

Carpe Omnius

Sonho-te. Estás aqui comigo, como sempre estiveste. O brilho dos teus olhos ainda permanece em mim, durante todo este tempo. O teu sorriso tem acompanhado os meus dias, tristes de não te ver, tristes de não te ter por perto, como antes. Mostraste-me as lições mais bonitas e a maneira mais bonita de sentir, em silêncio, sem dizer uma palavra, observando de longe cada um dos meus movimentos, cada gesto, cada palavra. Antes tu apreciavas-me, quando o azul era verde e o amarelo era vermelho, quando tudo era descoordenado. Hoje, sinto que mudaste, que ambos mudámos, que uma árvore não é uma flor e uma flor não é uma cor, hoje vejo coordenamento em ti..ou pelo menos aparentas não te descoordenar facilmente. Sinto-te comigo, em cada passo que dou e que quero continuar a dar nesta estrada que decidi voltar a pisar..por ti, por um “nós” que um dia existiu e eu não soube agarrar…

“"Nada vale a pena, ó meu amor longínquo, senão o saber como é suave saber que nada vale a pena..." – Fernando Pessoa

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Amor ao som do crepitar de uma vela

"A nossa vida era toda a vida... O nosso amor era o perfume do amor... Vivíamos horas impossíveis, cheias de sermos nós... E isto porque sabíamos, com toda a carne da nossa carne, que não éramos uma realidade...

Éramos impessoais, ocos de nós, outra coisa qualquer... Éramos aquela paisagem esfumada em consciência de si própria... E assim como ela era duas - de realidade que era, a ilusão - assim éramos nós obscuramente dois, nenhum de nós sabendo bem se o outro não ele próprio, se o incerto outro viveria..."



Floresta do Alheamento - Fernando Pessoa

terça-feira, 1 de julho de 2008

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INQUEBRAVEIS.

IN-QUE-BRA-VEIS.

I-N-Q-U-E-B-R-A-V-E-I-S.

Q-U-E-B-R-A-V-E-I-S.

QUE-BRA-VEIS.

QUEBRAVEIS.

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